sábado, 28 de fevereiro de 2015

WERNER VÁSQUEZ: MAIS SOCIALISMO, MAIS DEMOCRACIA



Álvaro García Linera: “O socialismo não é uma nova civilização; não é uma economia ou uma nova sociedade. É o campo de batalha entre o novo e o velho…” (Foto: Internet)
O socialismo é um leme de articulações coletivas e individuais, de contradições e conflitos que põem em movimento a história do mundo com um objetivo: terminar com a ditadura do capital.

Por Werner Vásquez Von Schoettler – no jornal estatal equatoriano El Telégrafo, de 09/02/2015

“Os revolucionários não viemos para administrar da melhor forma ou mais humanitariamente o capitalismo. Estamos aqui, lutamos e continuaremos lutando para construir a Grande Comunidade Universal dos Povos”, dizia há umas semanas Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia.
Claro e evidente é o caminho para um socialismo do século 21. Esta não é uma forma remoçada de administração do mesmo, do capital para o capital, da exploração do homem pelo homem.

O socialismo não pode ser uma invenção intelectual artificial, discursivamente aceitável, mas que no fundo busque reproduzir, atualizar a maneira de ser do mesmo sistema que pretende combater.

O socialismo não é a atualização das formas capitalistas num mundo contemporâneo, globalizado e perversamente mercantilizado. O socialismo tampouco é a deslocação ética que padecem setores autodenominados de vanguarda, quando bem lucram e desfrutam dos prazeres mercantis, mas se veem a si mesmos como intelectualmente puros e intocáveis e sempre apostando no fracasso de tudo para que se confirme a falsa tese da destruição total para dar um salto qualitativo.

Se algo define o socialismo historicamente é sua condição de excepcionalidade; de campo de luta social. De ofensiva frontal e sem temor ao capitalismo e sua burocracia. Usa o mais avançado do mesmo para dobrá-lo, mas não para refiná-lo e colocá-lo em dia. O socialismo não pode ser reduzido a um conjunto de narrativas onde a ideia da igualdade e a ideia da justiça se convertam num escoadouro por onde se perdem os melhores ideais duma geração. Um Estado não faz revolução por conta própria. O Estado é um meio para esses fins socialistas.

Ingênuo seria pensar que há campos puros onde não chegou o capitalismo. Este é sistêmico e se estrutura até nas formas mais desenvolvidas da ética e da estética. Alguns pensam que podem manejá-lo controlando seu discurso. Outros pensam que o indivíduo é seu núcleo central. O mais terrível é que o ser humano já não é nem sequer seu objeto fundamental, se converteu numa peça entre milhares de outras. O caráter desumanizante do capitalismo faz com que se encubra até nas formas mais ternas dos sentimentos.

Por isso muitos sentem medo da revolução. Alguns querem revolução na sua medida, no seu tamanho, para seu benefício, porém não mais. O socialismo é altamente democrático porque radica no cotidiano dum povo consciente de sua história. Não se esgota nas conquistas estatais e menos ainda num direito burguês com rosto humano.

Como diz Linera: “O socialismo não é uma nova civilização; não é uma economia ou uma nova sociedade. É o campo de batalha entre o novo e o velho (…)”. Aí residem as grandes confusões ao se acreditar que o socialismo é um ponto de chegada ou de partida. Não, o socialismo é uma situação de crise profunda estrutural com mobilização social. É um leme de articulações coletivas e individuais, de contradições e conflitos que põem em movimento a história do mundo com um objetivo: terminar com a ditadura do capital.

Tradução: Jadson Oliveira

QUANDO “FUMAR ESCONDIDO” PODE SER UMA GOSTOSA AVENTURA



Confraternizando no Bar Monteverde nas despedidas de Montevidéu
Achava aquilo uma coisa esquizofrênica, fumar escondido! Até o dia em que descobri que gozava da companhia de Ivan de Carvalho. Fiquei deslumbrado.

Por Jadson Oliveira (jornalista/blogueiro) – editor do blog Evidentemente – escrito há vários dias e publicado em 28/02/2015

Ainda de Montevidéu (Uruguai) - Você poderia estar numa rua lá na Cidade da Espanha, em Trinidad e Tobago, no Caribe, ou no bar Tuxpan, em Havana, ou na Aclimação, ali em São Paulo, ou no fim de linha de Brotas, em “Salvador de Bahia”, ou ainda em Salvador na esquina do antigo Café das Meninas, pertinho da Câmara de Vereadores, na Rua do Tira Chapéu, ou aqui mesmo em Montevidéu, no bar Monteverde, ou na Esquina de la Milanesa, não há diferença, você pode fumar um cigarro escondido. É uma aventura, uma gostosa aventura.

Eu fumava escondido quando estava lutando pra deixar o vício, mas nunca tinha confessado a ninguém. Até o dia em que falei com Ivan de Carvalho, um velho companheiro de redação da Tribuna da Bahia, um direitista convicto, eu poderia chamá-lo um dos meus direitistas prediletos. Não era direitista por oportunismo, por picaretagem, mas por convicção mesmo.

Não é fácil pra um esquerdista como eu admitir que alguém possa ser direitista por convicção, desinteressadamente. Mas acabei me convencendo e, por isso, admirando-o. Ivan de Carvalho acreditava realmente que as teses de direita – hoje diríamos neoliberais – eram as apropriadas ao país, para o bem do Brasil, para o bem do povo brasileiro.
Com meu amigo montevideano Alfredo, velho comunista que tem "escritório" ("oficina") no bar, mas não bebe
Daniel, do Bar Nuevo Polvorin, me serve a "empanada" que elegi "a mais 'rica' da capital uruguaia"
Para mim era inacreditável, mas é verdade, me convenci com o passar do tempo. Quando a Câmara dos Deputados, sob a presidência de Luis Eduardo Magalhães, aprovou uma série de modificações na Constituição de 1988, na área de Economia, retirando poder do Estado e transferindo poder do Estado para o “mercado”, no auge do neoliberalismo entreguista que marcou a época do presidente FHC, Ivan de Carvalho me leu um telegrama que ele enviou ao Luis Eduardo parabenizando-o e exaltando as “conquistas”.

Ele era amigo do Luis Eduardo. Não sei se “amigo” é um termo adequado para o caso, porque Ivan de Carvalho era uma pessoa simples, vivia modestamente, enquanto Luis Eduardo era um “príncipe”.

Na época da ditadura militar – ou ditadura civil-militar como se diz hoje –, década de 1970, tempos de terror e medo, Ivan de Carvalho defendia as posições políticas de direita na velha redação da Tribuna da Bahia, isoladamente, heroicamente, contra tudo e contra todos, repito, por convicção, não era por picaretagem.

Me enredei por aí e me alonguei em demasia (a política não me sai da mente), mas o que eu queria dizer mesmo era que Ivan de Carvalho me confessou uma vez que também fumava escondido. Fiquei deslumbrado: então não era somente eu que fumava escondido!

Chegava ali na esquina do antigo Café das Meninas, na Rua do Tira Chapéu, junto da Câmara de Vereadores de Salvador, comprava um cigarro a retalho, pedia um cafezinho (lembro até hoje da cara do garçon) e depois fumava, ah que delícia! Olhava para os lados, que nenhum conhecido, pelo amor de Deus, me veja fumando escondido.

Achava aquilo uma coisa esquizofrênica, fumar escondido! Até o dia em que descobri que gozava da companhia de Ivan de Carvalho, meu velho parceiro de tão velhaco e inverossímil hábito!

VENEZUELA: MOBILIZAÇÃO CHAVISTA RESSALTA O CARÁTER ANTI-IMPERIALISTA DA REVOLUÇÃO

(Fotos: AVN)
Matéria da Agência Venezuelana de Notícias - AVN - de hoje, dia 28, postada às 09:56 horas (em espanhol)

Caracas - Con música popular sobre la Revolución Bolivariana y vestidos de rojo, militantes chavistas se concentran a esta hora de la mañana en Plaza Venezuela, Caracas, para repudiar la injerencia del Gobierno de Estados Unidos en los asuntos internos de Venezuela y defender la soberanía nacional. 

Pancartas, gorras rojas, banderas de Venezuela y del Partido Socialista Unido de Venezuela (Psuv) acompañan la movilización justo en Plaza Venezuela, donde está ubicada una tarima, en la que se espera la participación del poder popular y de dirigentes psuvistas.

Al ser abordada por el equipo de la Agencia Venezolana de Noticias (AVN), Concepción Barrueta, representante del poder popular de Guatire, quien se trasladó desde esa entidad para marchar este sábado, destacó el respaldo al presidente de la República, Nicolás Maduro, por parte de los movimientos de mujeres y personas de la tercera edad.

"Todos estamos claros que no vamos a permitir que nadie nos quite este Gobierno, esta Revolución", dijo.

Al rememorar lo ocurrido durante la rebelión popular conocida como el Caracazo, ocurrida el 27 y 28 de febrero de 1989, resaltó que fue ese estallido lo que encendió la llama de la Revolución Bolivariana, fundada por el comandante Hugo Chávez, quien el 4 de febrero de 1992 dirigió una rebelión cívico militar contra el régimen neoliberal de Carlos Andrés Pérez que masacró al pueblo.

"Nosotros venimos por motivación propia porque queremos conmemorar el Caracazo que fue realmente la chispa que encendió la Revolución socialista. En ese momento el pueblo despertó y arremetió contra el imperio que tenía concentrado a este país con todas las cuestiones económicas", señaló.

Concepción manifestó que en ese momento, el pueblo salió a la calle desesperada por los altos precios y la falta de comida, lo que llevó a esa explosión social.

De igual forma, mencionó que los tiempos cambiaron y que por mucho que el Gobierno de Estados Unidos arremeta contra Venezuela, el presidente Maduro se mantendrá "fuerte para defender esta Revolución que nos dejó el comandante Hugo Chávez".

Por su parte, Angela Cabeza, proveniente de la parroquia caraqueña La Vega, se refirió a la importancia de respaldar al jefe de Estado en toda la lucha por defender la soberanía nacional.

"Hay que mantenerse en pie de lucha por todo lo que ha logrado rescatar este Gobierno chavista para el pueblo venezolano", expresó también desde este punto de la concentración.

La movilización partirá desde la plaza Brión de Chacaíto y seguirá por las avenidas Solano, Libertador y Urdaneta de la ciudad capital. El cierre será a las afueras del Palacio de Miraflores, en el Balcón del Pueblo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

EQUADOR, ONDE É PROIBIDO BEBER



Interior dum bar/discoteca e uma das ruas da tal Zona Rosa, onde se pode encontrar uísque em Guayaquil (Fotos: Internet)
Além de preço alto, limitação de dias e horários e confinamento dos bares em uma ou duas áreas da cidade.

Por Jadson Oliveira (jornalista/blogueiro) – editor do blog Evidentemente, de 25/02/2015 (publicado no dia 27)

De Guayaquil (Equador) - Fiz tanto alarde com o altíssimo custo de vida de Montevidéu e a única coisa que encontrei barato por lá – o uísque – que agora tenho que dar o contra-ponto. Em Guayaquil, a maior cidade do Equador (2,4 milhões de habitantes, segundo o Google), do outro lado do continente sul-americano, pelo pouco que vi ocorre o contrário: os preços são bem mais baratos do que no Brasil (nem vou comparar com o Uruguai), mas tem uma coisa mais cara: bebida alcoólica, inclusive, claro, o uísque.

Mas o que causa espanto, realmente, é a dificuldade de se encontrar bebida e, pelo que me dizem, não se trata de uma particularidade desta cidade à beira do Pacífico, mas sim uma política nacional. Não sei até que ponto a “proibição” do álcool faz parte do ideário da nossa Revolução Cidadã, liderada pelo presidente Rafael Correa, que sempre mereceu amplo espaço neste meu blog.

Somente hoje, quarta-feira, quarto dia que estou por aqui, consegui, finalmente, depois de muito esforço, tomar uma dose de uísque Red Label: 5 dólares (em torno de 14 reais – o dólar está encostando nos 3 reais, não é?). Além de preço alto, limitação de dias e horários e confinamento dos bares em uma ou duas áreas da cidade. Resultado: pra quem não gosta de beber em casa, é um castigo.

Primeiro espanto: no domingo, primeiro dia na cidade, vou almoçar e pensei, tomo logo um uisquinho pra sentir a barra dos preços. Quebrei a cara: o restaurante não vendia uísque. OK e onde posso encontrar um bar? Por aqui não há bares e os bares não abrem no domingo, respondeu a moça como se falasse a coisa mais banal do mundo. Terminei me contentando com uma cerveja pequena, só havia das pequenas, duas marcas – a 2 dólares.

(Por sinal que aqui há o hábito de tomar essas mini-cervejas pelo gargalo, pedi copo. Me lembrei de Trinidad e Tobado, lá tem hábito igual. Outro hábito aqui é comer com colher, pelo menos em restaurantes populares. Vi isso em Cuba. Vi aqui uma moça comendo com colher e ajeitando alguns nacos de comida com a ponta dos dedos. Me lembrei duma senhora, em Trinidad e Tobago, comendo com a mão num restaurante. Devem ser costumes do Caribe, Equador fica perto).
O badalado Malecón na beira do Rio Guayas, que desemboca no Pacífico
A bela Igreja de São Francisco, no miolo da área comercial/bancária da cidade
Voltando ao meu empenho em busca do uísque, enquanto me batia pra resolver as “burocracias” rotineiras da chegada numa nova cidade: procurar hotel, alugar apartamento, mudar o chip do celular, se orientar nas novas ruas/avenidas/praças, procurar ser o menos enrolado (às vezes, “roubado”) possível, arranjar acesso à Internet, sacar dinheiro...

Aqui levei um susto dos diabos: o caixa eletrônico insistia em dizer que meu cartão estava bloqueado, várias vezes, talvez eu tenha cometido algum erro, ou não, foi a primeira vez que me aconteceu isso. Se cometi, a moça do banco a quem recorri deve ter cometido também. Tive que ligar pro banco no Brasil, duas vezes, falei com três atendentes, aquela confusão, passa pro “suporte técnico”:

- O “suporte técnico” não tem nada a ver com isso, vou dar o número pra o senhor ligar...

- Que número, meu amigo, não vai dizer que é o número tal, tal, tal e tal? Respondi já impaciente, lendo o número no verso do cartão.

- É este número mesmo...

- Mas, meu irmão, foi deste número que transferiram pra você, me ajude aí pelo amor de Deus pois estou com pouco dinheiro e ainda tenho que pagar esta ligação.

Você fica falando e olhando um mostrador com o custo da ligação aumentando, aumentando, como num taxímetro.

Bem, paguei 6 dólares da ligação e, como se diz, tudo está bem quando acaba bem, saquei meu dinheirinho salvador.

Por falar em sacar dinheiro e abrindo mais um parêntese: você sabia que o Equador não tem moeda nacional? Pois é, aqui é o dólar mesmo, o famoso dólar estadunidense, sem intermediário, a moeda do império. É um tema que rende muita polêmica, mas vamos ficar fora disso.

Digo só que, na prática, pra quem viaja, é mais simples: você fica com apenas duas moedas na cabeça, ambas já nossas conhecidas - o real e o dólar. Nos outros países você está sempre pensando nos preços em três moedas e as cotações variam muito, dá uma confusão!

Uma diária no hotel custa “x” pesos; você pensa: isso dá “x” dólares; e pensa em seguida: significa “x” reais. Aqui é mais simples: ontem almocei por 2,5 dólares (restaurante popular) – pensei logo, beleza, barato, 7 reais; peguei um ônibus, paguei 25 centavos de dólar – pensei, de graça, 70 centavos de real.

Sobre cotações, é uma loucura: estava em Montevidéu, onde 1 dólar vale 24 pesos uruguaios; passei um dia em Santiago do Chile, onde 1 dólar está valendo 630 pesos chilenos – você toma um café, com uma “empanada” (tipo pastel de forno no Brasil) e pede “la cuenta”: 2 mil, 3 mil...

Agora, voltando, de verdade, à busca do uísque. Encontrei no centro da cidade, depois de muito perguntar, dois lugares que vendem bebida: um tipo bar, vendia apenas cerveja; o outro, nem entrei, era tipo buate, escuro, luz piscando (em plena tarde) e música em alto volume.

Até que me informaram: bares aqui só a partir das 4 horas da tarde (domingo não abrem, já disse) e numa área da cidade chamada “Zona Rosada”, lá para os lados do Malecón, um ponto bastante badalado, na beira do Rio Guayas (é o estuário do rio no Pacífico – Guayaquil é a capital da província/estado com o mesmo nome do rio). Depois alguém corrigiu: o nome é “Zona Rosa”

(Os bares, na verdade, são tipo discoteca, buate. Nos dois por onde passei, pouca variedade de bebidas. Uísques meus conhecidos somente Red Label, Black Label, Old Par e Buchanas).

Nesta quarta, final da tarde, baixei lá e quebrei o jejum de cinco dias: um uísque, um “ron” cubano e uma cerveja (tamanho médio entre as mini e as ¾, a mais comum no Brasil): gastei 10 dólares.

MTST-SÃO PAULO: COM 8 MIL PESSOAS, ATO CONTRA FALTA DE ÁGUA 'ESCOLTA' CAMINHÃO-PIPA

  • Integrantes do MTST durante protesto contra a falta de água no Estado de São Paulo
    Integrantes do MTST durante protesto contra a falta de água no Estado de São Paulo
    (Foto: Derek Flores/ UOL)

    Por Márcio Neves
    Do UOL, em São Paulo
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) iniciou, por volta das 18h desta quinta-feira (26), uma manifestação contra a crise hídrica de São Paulo. Cerca de 8.000 pessoas aderiram à caminhada em seu auge, na avenida Brigadeiro Faria Lima, segundo a PM (Polícia Militar).

O trajeto do ato começou no Largo da Batata, e após passar pela Faria Lima, seguiu pela ponte Cidade Jardim, rua Engenheiro Oscar Americano, avenida Morumbi e terminou no Palácio dos Bandeirantes. Na altura da ponte, o número de participantes caiu para 2.500, segundo a PM. Não foram registradas ocorrências.


Os organizadores alugaram um caminhão-pipa para ser 'escoltado' por pessoas armadas durante a manifestação. A encenação é uma crítica à hipervalorização da água em tempos de escassez.

Segundo Guilherme Boulos, coordenador do MTST, a intenção era ser recebido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). O MTST questiona o fato de a Sabesp ter beneficiado empresas com tarifas mais baixas, o aumento da taxa para clientes residenciais e exige a elaboração de um plano de emergência para lidar com a seca.

"É um absurdo que tenham contratos de demanda fechada com mais de 500 empresas, que são bonificadas por gastarem mais água, e se estabeleça mais reajustes para o consumidor residencial", disse Boulos.

Por volta das 21h, a direção do movimento divulgou que seria recebida pelo governador. Até o fim da noite, eles, no entanto, haviam se encontrado somente com o secretário-chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, e o secretário-chefe da Casa Militar, José Roberto Rodrigues de Oliveira, segundo a PM divulgou em seu Twitter. Até as 22h35, a reunião continuava em andamento. Nesse meio tempo, a manifestação se dispersou naturalmente.

CARACAS DIVULGA PROVAS DA TENTATIVA DE GOLPE


O governo de Nicolás Maduro denunciou uma tentativa de golpe de Estado que foi abortado em 12 de fevereiro (Foto: EFE/Página/12)
O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL, DIOSDADO CABELLO, APRESENTOU A CONFISSÃO DE UM DOS MILITARES DETIDOS

Segundo revelou o tenente Lugo Calderón, o projeto desestabilizador tinha a pretensão de tomar pela força a região central do país e bombardear zonas estratégicas da capital venezuelana.

Matéria do jornal argentino Página/12, edição impressa de hoje, dia 27

El presidente de la Asamblea Nacional venezolana, Diosdado Cabello, difundió pruebas del plan de golpe de Estado que el gobierno de Nicolás Maduro afirmó haber abortado el 12 de este mes. El proyecto desestabilizador, conocido como Plan Jericó, tenía la pretensión de tomar por la fuerza la región central del país y bombardear zonas estratégicas de Caracas, añadió el titular de la Asamblea Nacional.

En la edición del miércoles por la noche del programa conducido por Cabello, Con el mazo dando, y que contó con la participación del alcalde del municipio El Libertador de Caracas, Jorge Rodríguez, se difundieron los audios de la confesión del primer teniente de la Aviación Luis Lugo Calderón, detenido por su implicación en el intento de golpe, material que aportó nuevos detalles sobre el plan para derrocar a Maduro.

En la grabación, el teniente Calderón confesó haber sido contactado por un grupo rebelde que promovió otro plan golpista en 2014. Calderón detalló que el teniente Henry Zalazar lo invitó a grabar un video el pasado 12 de febrero, en el que llamarían a salir a las calles y varios militares pedirían la renuncia de Maduro a fin de desencadenar el caos para dar paso a los bombarderos en puntos estratégicos de la capital venezolana y bases militares en el centro del país. Los involucrados se comunicaron a través de mensajería instantánea y se referían a cada fuerza con seudónimos. A él lo llamaban Trucha o Pescado, al capitán Héctor Noguera (presente en el video en el cual se exigía la renuncia de Maduro), El Chino, y al teniente Zalazar, Cavernícola.

En otro fragmento del audio revelado por televisión, Calderón fue consultado respecto de las acciones que incluía el golpe. “El golpe consistía en tomar el casco central, desde Guatire hacia Valencia (ciudades ubicadas al este y oeste de Caracas, respectivamente)”, declaró el teniente. Y también explicó que el movimiento golpista le pidió pilotear el avión Tucano, con el cual tenían pensado bombardear sedes de ministerios, el Palacio de Miraflores (la casa de gobierno) y el canal internacional de noticias Telesur. El teniente también brindó detalles sobre las personas que impartían las directrices desde el exterior, como el teniente Eduardo Figueroa, solicitado por la Justicia, que reside en Panamá, así como el capitán Juan Carlos Caiguaripano, de quien no profundizó en detalles.

Calderón confirmó que el video sería presentado en el extranjero, a más tardar luego de Carnaval, con apoyo de la periodista venezolana Patricia Poleo –exiliada en Miami– y que sería el punto de partida para la desestabilización en las calles y para activar el movimiento insurreccional. Asimismo, el militar insurrecto confesó que la base aérea de La Carlota, en Caracas, era uno de los objetivo, así como la base Sucre de Maracay, en el estado de Aragua.

El teniente comentó que recibió un ofrecimiento por parte de un funcionario de la embajada británica en Caracas para tramitar un asilo, en caso de que no se concretara el golpe de Estado, que estaba estructurado en varias fases: la primera, denominada La Piñata; una segunda, llamada El Palazo, y una última, El Día D, el cual correspondía a la fecha en que se ejecutaría la acción golpista.

Cabello indicó durante su programa que el alcalde caraqueño Antonio Ledezma, detenido el jueves pasado por delitos contra la patria, mantuvo contacto telefónico con Carlos Manuel Osuna Saraco, alias Guillermo, uno de los financistas del intento golpista promovido por la derecha venezolana. El ex alcalde metropolitano se comunicaba con un número internacional, correspondiente a Estados Unidos, perteneciente al general de brigada Eduardo Báez Torrealba, alias Máximo. El presidente de la Asamblea Nacional señaló que este número también era utilizado por el teniente Henry Javier Salazar Moncada, implicado en el golpe de Estado denunciado por Maduro hace algunas semanas. Ya al finalizar el programa televisivo, Cabello dijo que la oposición debe admitir, ante las pruebas reveladas, que hubo un intento de golpe. “Las evidencias son notorias. Las pruebas están extremadamente claras. 

Es un golpe de Estado, y tal cual lo dijo el presidente Nicolás Maduro, muy pocos dirigentes de la oposición no sabían nada del golpe. No tienen el coraje para enfrentarlo”, dijo Cabello.