sexta-feira, 29 de março de 2019

FOTOS DO ENCONTRO DOS PETISTAS DA CHAPADA

Goiano (José Donizette, do Projeto Velame Vivo), em intervenção no encontro, bateu na sua velha tecla da valorização da militância cultural e dos vínculos com as comunidades rurais e quilombos; empenhou-se nas articulações dos eventos ao lado de dirigentes municipais e militantes do PT (Foto: Smitson Oliveira)
A maioria é de autoria de Smitson Oliveira, fotógrafo de Seabra/Chapada e dirigente municipal do PT; e algumas são de Humberto Guanais (Cocão, conhecido militante petista de Salvador).

Por Jadson Oliveira - jornalista/blogueiro - editor do Blog Evidentemente

Pedindo desculpas pela demora, vai a seguir uma seleção de fotos do III Encontro de Dirigentes do PT da Chapada Diamantina, interior da Bahia, realizado em Seabra no dia 23 de fevereiro (o primeiro tinha sido feito também em Seabra, em maio/2018, e o segundo em Rio de Contas, em setembro/2018)

Sobre o encontro, e também reuniões com comunidades rurais e quilombolas, publiquei neste meu blog duas matérias. Seguem os links:

EM BUSCA DUMA NOVA POLÍTICA: http://blogdejadson.blogspot.com/2019/03/em-busca-duma-nova-politica.html

EM PAUTA, LUTA POR 'LULA LIVRE' E CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA: http://blogdejadson.blogspot.com/2019/03/em-pauta-luta-por-lula-livre-e-contra.html

Participaram, além dos anfitriões de Seabra, dirigentes, vereadores, assessores e militantes (inclusive de outros partidos) de Ibitiara, Lençóis, Nova Redenção, Mucugê, Palmeiras, Bonito e Iraquara (esta pequena seleção de fotos não mostra toda a riqueza das presenças, falta que poderá ser suprida na página do Facebook de Smitson Oliveira).

Nas duas matérias citadas acima foi bem destacada a participação dos deputados petistas Jorge Solla (federal) e Marcelino Galo (estadual); e também de Bete Wagner (ex-vice-prefeita de Salvador), vice-presidente do PT estadual, e Filipe Almada, da Executiva estadual.

Vamos às fotos de Smitson:
Fátima Pina (ao microfone), uma das condutoras dos trabalhos em plenário (junto com a também professora Alice Cerqueira - sua foto está mais abaixo); na mesa: Bete Wagner, Marcelino Galo, Pedro Lima (presidente do PT/Seabra), Jorge Solla e Filipe Almada
Além da conjuntura nacional e estadual, Galo abordou a importância dos valores culturais da região e da defesa do meio ambiente, com foco na agricultura familiar
Jorge Solla fez rica e contundente análise da conjuntura, focando especialmente a Reforma da Previdência (tema de uma das matérias citadas acima)
Bete Wagner defendeu com eloquência a oportunidade atual da ação política de base, bem como a importância da defesa do meio ambiente
Fátima Pina e Neide Athayde exibem diplomas distribuídos na ocasião aos concluintes do curso de formação política ministrado em Seabra pela Fundação Perseu Abramo (Neide é da prestigiosa família Athayde, que já deu três prefeitos de Seabra: Armínio - Bimbinha/seu pai -, Ápio e José Carlos)
Ivan Soares, ex-prefeito e líder político de Nova Redenção, levantou a plateia com sua vibrante oratória: como reconhecido artista/violeiro, denunciou o descaso dos governantes com as manifestações culturais da região; e como advogado, criticou a atuação de membros do Poder Judiciário
Pedrinho, o mais antigo e um dos quatro vereadores do PT de Ibitiara, onde o partido elegeu também o atual prefeito (conforme escolha em plenário, Ibitiara sediará o quarto encontro regional, ainda sem data prevista)
Alice Cerqueira
João Batista, sindicalista e líder da comunidade quilombola Vão das Palmeiras, do município de Seabra
Valdimiro Lustosa, velho militante dos bancários de Salvador; integrou a primeira diretoria do Sindicato dos Bancários pós derrubada dos pelegos da ditadura, período 1981/83
Humberto Guanais (Cocão)

Fotos de Cocão:
Plenário do encontro em Seabra
Marcelino Galo em reunião com quilombolas de Vão das Palmeiras
Comunidade de Vão das Palmeiras em debate com os deputados
Pose diante da capela onde se deu o encontro


quarta-feira, 27 de março de 2019

LA PUERTA DE ENTRADA PARA “EL MOVIMIENTO” DE STEVE BANNON EN AMÉRICA LATINA

Eduardo Bolsonaro e Steve Bannon (Foto: Nodal)

Es preocupante que discursos como el de Bannon, que hasta hace un tiempo parecían totalmente ajenos a la región, hayan logrado comenzar a instalarse. Su puerta de entrada ha sido el Brasil de Bolsonaro.
Por Gonzalo Fiore Viani (*) - especial para NODAL (Notícias da América Latina e Caribe), de 26/03/2019
En los últimos meses, el estadounidense Steve Bannon ha comenzado a hacer pie en América Latina. Aprovechándose de la victoria de Jair Bolsonaro como presidente de Brasil, el empresario mediático y gurú de la extrema derecha mundial, encontró en el mandatario brasileño a un aliado fundamental para intentar impulsar su movimiento en la región. Si bien, por ahora esto parece una tarea complicada, Bannon ya comenzó a andar un camino de consecuencias poco predecibles para el mundo y especialmente para América Latina. El ex director ejecutivo del medio ultraderechista Breitbart conoció aEduardo Bolsonaro, cuando su padre era aún un diputadocon discurso antisistema aspirante a la presidencia de su país. Se reunieron por primera vez en agosto de 2018. El hijo del presidente, además de haber sido el diputado federal más votado de la historia de Brasil, ya cuenta con el dudoso honor de ser el primer representante en América Latina del movimiento de Steve Bannon.
Steve Bannon, el ex Jefe de Campaña y asesor del presidente Donald Trump, conduce una agrupación con presunciones de convertirse en una especie de internacional de la nueva derecha mundial: The Movement. Si bien, El Movimiento, que tiene su sede principal en Bruselas, parecía centrarse especialmente en Europa, ha comenzado tímidamente a desembarcar en América Latina a través de Brasil. Más allá de ser una especie de inspiración intelectual para algunos sectores de extrema derecha europeos, el norteamericano no logró insertarse allí como pretendía.
(…)
El pensamiento político de Bannon es, cuanto menos, curioso. Saltó a la fama gracias tras ser presidente ejecutivo de Breitbart News, una web donde exponía la ideología de la “alt-right” (derecha alternativa”. Sirvió en la Marina de los Estados Unidos entre finales de los setenta y principios de los ochenta y también trabajó como banquero de Goldman Sachs. Considerado una figura clave en el ascenso del trumpismo al poder, llegó a ser siete meses asesor oficial del presidente norteamericano hasta que fue despedido.
(…)
Las fake news han sido un arma fundamental para Bannon. Fueron extremadamente útiles en la campaña de Trump, también, por supuesto, fueron utilizadas largamente en la campaña de Bolsonaro.
(…)
La llegada política de Bannon a América Latina se produce al mismo tiempo que el Consejero de Seguridad Nacional estadounidense, John Bolton, se refiere a Cuba, Nicaragua y Venezuela como una “tríada de la tiranía”. Mientras que Estados Unidos “abandonó” el interés por la región en la década pasada, el fracaso en Medio Oriente ha hecho que vuelva a fijar su mirada en lo que consideran su patio trasero. Las crisis políticas en Venezuela y Nicaragua, sumado al endurecimiento de la ley Helms-Burton contra Cuba, son muy buenas noticias tanto para los gobiernos de derecha en la región como para Steve Bannon. Recientemente, Trump habló sobre su ex Jefe de Campaña por primera vez desde su despido. Declaro al New York Times que lo viene siguiendo atentamente los últimos seis meses en sus entrevistas, y que “no hay nadie que se exprese mejor que él”.
Es preocupante que discursos como el de Bannon, que hasta hace un tiempo parecían totalmente ajenos a la región, hayan logrado comenzar a instalarse. Su puerta de entrada ha sido el Brasil de Bolsonaro. Aprovechándose de la desconfianza con la política tradicional que sostienen las capas medias y altas de la sociedad pero también algunos sectores populares y juveniles. Por la enormeimportancia tanto económica como geopolítica de Brasil, si el gobierno logra resolver sus principales problemas internos, Jair Bolsonaro y sus hijos pueden llegar a ejercer de eje gravitatorio en la región para la expansión de la ideología de Bannon y sus intereses. La más o menos vaga unidad de conceptos y acción del gobierno brasileño con lo que representan Donald Trump en USA, Matteo Salvini en Italia o Viktor Orban en Hungría, puede ser capaz de otorgarle un fuerte impulso al “Movimiento” a nivel mundial. Mientras tanto, Steve Bannon ya comenzó a operar en el continente. Estará por verse como se crean los anticuerpos necesarios para evitar todo lo que representa su avance en América Latina. Especialmente para los sectores trabajadores y populares de la región.
(*) Maestrando en Relaciones Internacionales de la Universidad Nacional de Córdoba (UNC), Argentina.

domingo, 24 de março de 2019

LUTA PELA PREVIDÊNCIA PÚBLICA: ESTUDANTES FICAM DE FORA?

(Fotos: Jadson Oliveira)

Me pergunto onde estão hoje, entre os estudantes baianos, os Valdélio, Olival, Tinoco, Lídice, Zulu, dentre outros e outras, que na década de 1970 estavam nas ruas.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor do Blog Evidentemente

Como em todo o país, a mobilização em defesa da Previdência pública – contra a chamada Reforma da Previdência – na sexta, dia 22, parece ter conseguido um nível razoável em Salvador.

Umas 2.000 a 3.000 pessoas participaram (não vi a estimativa dos organizadores, que sempre é exagerada, nem a da PM, que sempre puxa pra baixo). As centrais sindicais deram mostras de unidade: das mais à direita, como a Força Sindical, às mais à esquerda, como a CSP-Conlutas, todas estiveram à frente da manifestação.

Além de frentes da luta democrática e popular, sindicatos, movimentos sociais, como o MST, alguns poucos parlamentares e lideranças. Entre as várias categorias, parece que a dos professores (especialmente as professoras) merece destaque, sob a direção da APLB-Sindicato.

Ilustro esta nota com algumas fotos, retratando a movimentação entre a Rótula do Abacaxi e o Iguatemi.

Cadê o movimento estudantil?

Mas o que quero mesmo é indagar: cadê o movimento estudantil? Pelo que podemos deduzir, os nossos estudantes estão fora da luta democrática, nacional e popular. Não vi, nem ouvi, qualquer pronunciamento com alguma referência à participação do estudantado, de suas entidades representativas. Nossa juventude (secundaristas, universitários) não se sente parte da luta popular?

Sou duma geração em que os estudantes estavam sempre à frente (ou na linha de frente) das lutas em defesa dos interesses populares, nacionais, democráticos.

Os estudantes eram uma espécie de mito, inquietos, rebeldes, lutavam e sonhavam em busca das belas utopias da época – contra as injustiças sociais, contra a exploração capitalista, contra a miséria, em defesa do socialismo, sonhando com uma sociedade humanitária, assentada na solidariedade, na fraternidade, no bem coletivo, em busca duma sociedade perfeita (naquela época era o socialismo: a cada um segundo suas necessidades, o comunismo, a igualdade, uma sociedade sem explorados e sem exploradores).

Para muita gente da minha geração (os que ainda vivem), é irreconhecível uma juventude que não convive com tais sonhos, com tais utopias.

Me pergunto onde estão hoje, entre os estudantes baianos, os Valdélio, Olival, Tinoco, Lídice, dentre outros e outras, que na década de 1970, durante os tempos brabos da ditadura, estavam nas ruas liderando os colegas em luta pela democracia.

(Desculpe, mas me recordo mais da turma da tendência Viração, com os quais convivi mais – me lembro também daquele negro de Sangue Novo, que depois dirigiu a Fundação Palmares – pesquisei no Google: Zulu Araújo).

Vamos ver se os estudantes vão aparecer nas próximas jornadas de luta, por LULA LIVRE, de 7 a 10 de abril.



terça-feira, 19 de março de 2019

CLÁUDIA FERREIRA E O MOTORISTA DO 1636


Por Franciel Cruz – jornalista, autor de Ingresia, livro de crônicas (*)

Nada ou tudo que se diga sobre o covarde e brutal assassinato de Cláudia da Silva Ferreira poderá dar a dimensão da barbárie cometida pelo Estado. O vídeo mostrado na segunda-feira, dia 17 de março daquele ano de 2014, pelo Jornal Extra, é terrivelmente chocante. Os três policiais do 19º BPM de Rocha
Miranda, os subtenentes Adir Machado e Rodney Archanjo e o sargento Alex Sandro Alves, tratam a auxiliar de serviços gerais e mãe de 8 filhos, quatro naturais e quatro adotados, como se fosse um saco, para usar a forte e, paradoxalmente, impotente expressão do viúvo Alexandre Fernandes da Silva.

O desprezo policial, como sói acontecer, contamina e/ou é contaminado pelas diversas outras esferas de poder e da sociedade. A auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira, moradora do Morro do Congonha, que, como se observa, tem nome, profissão e residência, transforma-se apenas em uma mulher arrastada pela viatura, segundo os noticiários. Ou então em uma “trabalhadora”, de acordo com a fala da então ministra Maria do Rosário em seu pronunciamento no Twitter.

Esta é uma lógica que se repete per seculae seculorum. Os jornais e os outros veículos da mídia e do poder especializaram-se em retirar não só a dignidade dos deserdados, mas insistem em não reconhecer nem mesmo o presente que eles receberam na pia batismal. Aliás, o único momento em que há tratamento igualitário entre pobres e ricos, já disse e repito, é na
seguinte ocasião: quando um pobre é assassinado ou um rico é detido por tráfico ou algo que o valha, nunca (ou muito raramente) dão-se destaque aos seus nomes. Quando a situação é inversa, isto é, um rico é assassinado e um pobre é preso com uma trouxinha de maconha, aí sabemos toda a árvore genealógica de todos os envolvidos.

É absurdamente incrível esta disparidade de tratamento. Para ficar no campo policial, vale comparar os fatos e procedimentos. A polícia feroz, que matou o menino Joel e, pouco tempo depois, seu primo Carlos Alberto, aqui no Nordeste de Amaralina, em Salvador, é a mesma que se porta de modo extremamente condescendente diante de uma agressiva moça que diz ser sobrinha de um juiz e conhecida do radialista e ex-prefeito Mário Kertész. Eles se guiam pelo devastador axioma. “Rico também delinque, mas aí não é problema da polícia”.

No entanto, o que queria também destacar é que o dia de ontem não ficou marcado somente pela barbárie, não pelo menos para mim e para as cerca de 80 pessoas que lotavam o ônibus 1636, com destino à Mata dos Oitis, via orla. Exatamente no horário do rush, com a cidade toda engarrafada (é incrível como a atual gestão conseguiu o impossível: piorar o trânsito de Salvador), nervos à flor da pele, cansaços, estresses, foi possível presenciar um ato de delicada bravura.

Seguinte foi este.

No primeiro ponto da Avenida Pinto de Aguiar, uma senhora com uma criança no colo adentrou o ônibus lotado. Nas Condições Normais de Temperatura e Pressão, o motorista, já exausto por um dia de trabalho e aborrecimentos, tocaria o bonde sem maiores preocupações. Mas não o motorista do ônibus 1636. De modo surpreendente, ele parou o buzu e falou com voz serena, mas firme. “Só sigo viagem se derem lugar a esta senhora”.

Passaram-se pouco mais 30 segundos, que pareciam uma imensidão, tamanho o constrangimento, até que, enfim, uma pessoa se levantou. A senhora, então, pode se sentar com seu filho e a viagem prosseguiu normalmente.

Normalmente, vírgula, extraordinariamente. Ali, naquele momento, estávamos presenciando mais um ato de terna bravura daqueles que, apesar das mais duras adversidades do cotidiano, recusam-se a se entregar à barbárie. Aliás, a batalha da serena, mas combativa, delicadeza contra a estúpida brutalidade parece ser a mais importante luta neste Brasil tão desigual e
desgraçadamente dividido.

Por isso, apesar dos dissabores de um buzu completamente lotado, fiquei o resto da viagem imaginando como seria confortante se o motorista do ônibus 1636, de Mata dos Oitis, fosse o responsável por prestar socorro a Cláudia da Silva Ferreira.
  
P.S. Antes de escrever estes rabiscos, fui ao Google para ler algo sobre a morte de Cláudia da Silva Ferreira. Porém, a referida ferramenta de pesquisa sempre completava com outro sobrenome. Apareceram as mortes da atriz Cláudia Magno, ocorrida há exatos 20 anos, a reportagem sobre “O Assassínio de Cláudia Lessin Rodrigues”, que recebeu o prêmio Esso de 1977, e até mesmo o boato sobre a “morte” da cantora Claudia Leitte.

(*) Esta crônica faz parte do livro Ingresia. Foi reproduzida aqui a partir do espaço literário editado pelo jornalista Carlos Navarro Filho no site Bahia Notícias.

sexta-feira, 15 de março de 2019

EM PAUTA, LUTA POR ‘LULA LIVRE’ E CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

(Foto: da convocação para encontro dos petistas da Chapada)

Há a percepção de que a bandeira LULA LIVRE será o mote da oposição para tentar unir forças e avançar em busca da mobilização e organização dum amplo movimento de massas. A defesa da Previdência pública e outros temas estão inseridos na conjuntura política.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor do Blog Evidentemente

A luta contra a “destruição da Previdência e da aposentadoria” do povo brasileiro marcou a análise da conjuntura do país, feita pelo deputado federal Jorge Solla (PT-Bahia) durante o III Encontro Regional de Dirigentes Municipais do PT da Chapada, em Seabra, no último dia 23.

Solla abriu os debates denunciando que o projeto assumido pelo governo de Jair Bolsonaro - um presidente que foi aposentado (reformado do Exército) aos 33 anos de idade, por insanidade mental - tenta destruir o sistema de Previdência pública e impedir que a maioria dos brasileiros chegue à aposentadoria.

Conclamou as forças democráticas e populares – partidos e movimentos sociais - a se mobilizarem contra a Reforma da Previdência, que traz no seu bojo a proposta do chamado sistema de capitalização. É um sistema que ameaça esvaziar a Previdência pública e alimentar a insaciável sede de lucros dos banqueiros, rentistas e especuladores.

Só com a participação direta da população é possível barrar tal projeto, conforme avaliou o representante petista, pois o número de deputados considerados progressistas (a maioria dos integrantes do PT, PCdoB, PSOL, PSB e PDT) chega ao redor de apenas 130. Uma minoria diante dos cerca de 380 que, em princípio, respaldariam o projeto bolsonarista.

Abertura do III Encontro Regional (Foto: Smitson Oliveira)
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) deve ser votada nas próximas semanas na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e a expectativa é que seja aprovada nesta instância, em meio a “tenebrosas transações”, embora a extrema inconsistência do governo esteja provocando um clima de insegurança entre os governistas. É sempre lembrada a incapacidade do governo Temer de aprovar tal reforma, certamente a mais cara encomenda dos golpistas.

Para chegar à abordagem da Reforma da Previdência, Jorge Solla - o deputado federal mais votado no município de Seabra dentre os do campo da esquerda - fez uma contundente análise do caráter antipopular e antinacional das forças políticas que compõem o atual governo. Com destaque também para o retrocesso dos direitos dos trabalhadores e o debacle da economia nacional, em proveito dos interesses do império estadunidense.

Movimento LULA LIVRE

A insígnia Lula Livre animou os três encontros dos petistas da Chapada Diamantina (os dois primeiros, no ano passado, foram em Seabra, em maio, e Rio de Contas, em setembro).

Agora, quando se aproxima o primeiro aniversário da prisão do ex-presidente e cresce a percepção das debilidades e desgaste dum governo empossado há apenas dois meses e meio, lideranças oposicionistas se articulam na tentativa de criar um amplo movimento de massas, tendo como eixo o Lula Livre.

(Foto: reproduzida da Internet)
Neste sentido, um encontro de caráter nacional será realizado em São Paulo, neste sábado, dia 16. Devem participar representantes de partidos e frentes progressistas e de movimentos sociais, como MST e MTST.

O desafio é romper os estreitos limites institucionais e de comunicação que impedem que a ação oposicionista sensibilize camadas mais amplas da população, especialmente a juventude. Como frisou Jorge Solla ao falar da luta em favor da Previdência: é preciso ir às ruas.

A conjuntura política está, portanto, em ebulição: além dos assuntos mencionados, temos aí: as “peripécias” diárias do nosso presidente tuiteiro, já com uma pesada imagem de promotor da violência, autoritário, racista e despreparado; eventos em torno do primeiro ano do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes; declínio dos antes poderosos justiceiros da Lava Jato; e o que mais?  

quinta-feira, 14 de março de 2019

SEIS ANOS SEM HUGO CHÁVEZ: A DEMOCRACIA APODRECIDA


(Foto: reproduzida de Nodal)
En su propuesta de ruptura con el capitalismo hegemónico, apareció un modelo humanista con bases marxistas, en la necesidad de construcción de un modelo ideológico propio, de verse con ojos venezolanos y latinoamericanos.
Por Aram Aharonian (*) – do portal Nodal – Notícias da América Latina e Caribe, de 06/03/2019 (parte final do artigo A seis años de la muerte de Chávez, dos minutos de reflexión – o título acima é deste blog)
Su muerte significó mucho dolor, inmenso dolor de todo un pueblo desolado en las calles. ¿Quién, chavista o escuálido (antichavista) podía imaginarse hace seis años a Venezuela sin Chávez, a Latinoamérica sin él? Y sin Lula, sin Néstor Kirchner, promotores junto a él del “ALCa-rajo” que enterró la pretensión libre comercial estadounidense, al pensamiento bolivariano que da sustento a lo que denominó Socialismo del Siglo XXI.
Chávez comprendió la necesidad de crear un símbolo ideológico propio. Y Chávez lo pensó basado en un Estado eficaz, que regule, impulse, promueva, el proceso económico; la necesidad de un mercado, pero que sea sano y no monopolizado ni oligopolizado y, el hombre, el ser humano. En su propuesta de ruptura con el capitalismo hegemónico, apareció un modelo humanista con bases marxistas, en la necesidad de construcción de un modelo ideológico propio, de verse con ojos venezolanos y latinoamericanos.
“La democracia (formal) es como un mango, si estuviese verde hubiese madurado. Pero está podrida y lo que hay que hacer es tomarlo como semilla, que tiene el germen de la vida, sembrarla y entonces abonarla para que crezca una nueva planta y una nueva situación, en una Venezuela distinta”, solía decir. Y puso en marcha su revolución pacífica hacia el socialismo, camino que trazó desde Porto Alegre, en uno de los Foros Sociales en los que participó, junto a los movimientos sociales.
Sobrevivió al golpe de 2002, cuando el pueblo en la calle exigió el retorno de su presidente constitucional. Sobrevivió al sabotaje petrolero y paro patronal de 62 días. El cáncer –propio, inducido- terminó con su vida cuando iba a comenzar un nuevo mandato, y dio inicio al mito. El soñador, a veces ingenuo, perdonavidas, el guerrero, el que siempre quiso ser beisbolista, que sufrió también la soledad del poder, supo combinar el pensamiento político e ideológico con lo pragmático.
A seis años de su muerte y el comienzo del mito, la imagen de sus ‘ojos’ no deja de esparcirse por Venezuela. El ícono chavista ha sido borrado del edificio de la Asamblea Nacional por la dirigencia opositora, pero éste sigue apareciendo en cada barrio de todo el país, en el campo, en las camisetas de los jóvenes y los viejos, acompañando sus anhelos, sus esperanzas, su fe. . “Hay golpes en la vida, tan fuertes… ¡Yo no sé!”, diría César Vallejo.
Recordando a Hugo Chávez, los venezolanos tratan de retomar el camino de la lucha, de la esperanza, de darle poder a los pobres, de la integración, de la unidad… de la esperanza y del futuro común, peses a los denodados intentos de Washington y sus cómplices, latinoamericanos y europeos, de impedirlo, y la ineficiencia e ineficacia de sus sucesores en solucionar la grave crisis económico-social, en buena parte producida por las sanciones, pirateo de fondos, embargos de EEUU y la Unión Europea.
Chávez ha muerto, el chavismo sigue aquí, en Venezuela y Latinoamérica y el Caribe.
(*) Periodista y comunicólogo uruguayo. Magíster en Integración. Fundador de Telesur. Preside la Fundación para la Integración Latinoamericana (FILA) y dirige el Centro Latinoamericano de Análisis Estratégico (CLAE, www.estrategia.la).

Para ler todo o artigo:

https://www.nodal.am/2019/03/a-seis-anos-de-la-muerte-de-chavez-dos-minutos-de-reflexion-por-aram-aharonian/

sábado, 2 de março de 2019

EM BUSCA DUMA NOVA POLÍTICA

Encontro de dirigentes municipais do PT da Chapada; na mesa: Bete Wagner, Marcelino Galo, Pedro Lima (presidente do PT/Seabra), Jorge Solla e Filipe Almada, da Executiva Estadual/PT (Foto: Smitson Oliveira) 

Precisamos duma nova política para os tempos de ódio, desinformação e criminalização da política e dos políticos: se ligar às bases populares, às comunidades.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

- Vivi um final de semana de aprendizado político, acompanhando uns debates de deputados com comunidades do meu interior de Seabra, na Chapada – disse a uma amiga.

- Mas, agora, depois que as eleições já passaram!? – ela se admirou.

- Política séria é assim, não é feita só na época de eleição – retruquei.

Pois é isso aí, fiquei matutando: fazer política com a participação direta das bases, das associações de moradores, das comunidades rurais, buscando compreender e encaminhar a solução de suas necessidades. E com políticos que se dispunham a receber votos suados (não comprados), isto é, votos obtidos através do contato direto, discussão e atendimento aos anseios do povo.

Os deputados no caso foram Jorge Solla (federal PT) e Marcelino Galo (estadual PT). Com a intermediação de Goiano (José Donizette, ativista social e político do Projeto Velame Vivo), botaram “o pé na estrada” – ou seja, rodaram em estrada de barro – e foram discutir as demandas do quilombo de Vão das Palmeiras e do povoado de Bebedouro, no município de Seabra, Chapada Diamantina, interior da Bahia. Foi na sexta-feira antes do Carnaval, dia 22 de fevereiro.

Goiano, Solla e Galo em reunião no quilombo de Vão das Palmeiras (Fotos: Valdimiro Lustosa)
Moradores de Vão das Palmeiras no encontro com os deputados petistas
Na comunidade do Bebedouro; na mesa, a partir de Solla, seguem Galo, Janete Brandão (vereadora/PSB) e Joselito Teixeira (Litinho, presidente da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Várzea do Caldas)
No dia seguinte, sábado pela manhã, os dois parlamentares e a vice-presidente do PT estadual, Bete Wagner (ex-vice-prefeita de Salvador) participaram, em Seabra, do terceiro encontro regional dos dirigentes municipais do PT da Chapada.

E à tarde do mesmo sábado, Solla e Galo se reuniram com a comunidade do quilombo de Esconso, de Iraquara, e com militantes políticos do município.

É o que chamo de busca duma nova política, quando políticos usam seus mandatos a serviço das necessidades reais dos setores populares, procurando superar o costumeiro oportunismo/clientelismo das campanhas eleitorais. Digo “necessidades reais” porque apresentadas no cara a cara, através dos líderes comunitários e dos próprios moradores.

Talvez seja esta a prática política adequada para os tempos que vivemos, tempos marcados pelo ódio, desinformação e criminalização da política e dos políticos, numa palavra: regressão democrática (ou “democracia híbrida”, conceito cunhado pelo sociólogo português Boaventura de Sousa Santos).

Talvez uma boa dica para a busca do equilíbrio de ação da esquerda (ou centro-esquerda) brasileira, que parece nunca ter aprendido como combinar o trabalho parlamentar com o trabalho de base.

PS: Temas e aspectos dos encontros acima serão tratados aqui em outras postagens.