domingo, 31 de março de 2013

AZENHA: "ESTAMOS (A GLOBOSFERA PROGRESSISTA) FADADOS AO SUFOCO LENTO E GRADUAL"


Um dos blogs mais importantes dos chamados blogueiros progressistas, agora sob a perspectiva de fechamento (Foto: Internet)
Por Luiz Carlos Azenha (do blog Vi o Mundo, de 29/03/2013, com o título "Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa". O título acima é deste blog)

Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.

(...)

O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.

Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo (nominalmente por Ali Kamel) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.

Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das Organizações Globo para gastar com advogados?

O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.

(...)


Durante a ditadura militar, implantada com o apoio das Organizações Globo, da Folha e do Estadão — entre outros que teriam se beneficiado do regime de força — houve uma forte tentativa de sufocar os meios alternativos de informação, dentre os quais destaco os jornais Movimento e Pasquim.

Hoje, através da judicialização de debate político, de um confronto que leva para a Justiça uma disputa entre desiguais, estamos fadados ao sufoco lento e gradual.

E, por mais que isso me doa profundamente no coração e na alma, devo admitir que perdemos. Não no campo político, mas no financeiro. Perdi. Ali Kamel e a Globo venceram. Calaram, pelo bolso, o Viomundo.

Estou certo de que meus queridíssimos leitores e apoiadores encontrarão alternativas à altura. O certo é que as Organizações Globo, uma das maiores empresas de jornalismo do mundo, nominalmente representadas aqui por Ali Kamel, mais uma vez impuseram seu monopólio informativo ao Brasil.

(Para ler todo o artigo)

A MORTE RONDA GUANTÂNAMO

Cena da prisão (Foto:Internet)
Abdalmalik Wahab tem 33 anos de idade e 11 na prisão de Guantânamo. Há 50 dias que está em greve de fome e já perdeu 20 quilos de massa muscular. Ontem (30/março) falou com seu advogado e lhe confessou que sente “a chegada da morte”. Se é assim, seria o primeiro das dezenas de grevistas de fome a morrer na prisão militar norte-americana em solo cubano.

(Notinha da capa do jornal argentino Página/12, edição de hoje, 31/março)

sábado, 30 de março de 2013

PÉROLA DE VARGAS LLOSA: “O CHAVISMO DESAPARECERÁ, DERROTADO PELA REALIDADE DA VENEZUELA”



Mario  Vargas Llosa, nosso grande escritor peruano/latino-americano/europeu, continua um direitista juramentado (Foto: Aporrea.org)
Por Agências, de 10/03/2013 (traduzido do portal venezuelano Aporrea.org)

Caracas - Convencido de que há que dar um espaço ao riso (ou à gargalhada), o romancista peruano Mario Vargas Llosa afirmou que a revolução bolivariana, liderada pelo falecido presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desaparecerá derrotada pela realidade deste país, com altos índices de criminalidade e corrupção, segundo publicou hoje (10/março) numa coluna em Lima (Peru).

Segundo Vargas Llosa, “esse híbrido ideológico que Hugo Chávez maquinou, chamado a revolução bolivariana ou o socialismo do século XXI, começou já a se descompor”.

“E desaparecerá bem rapidamente, derrotado pela realidade concreta duma Venezuela, o país potencialmente mais rico do mundo, o qual as políticas do caudilho deixam empobrecido, quebrado e inflamado, com a inflação, criminalidade e a corrupção mais altas do continente”, acrescentou o prêmio Nobel de Literatura de 2010.

O galardoado escritor assinalou em sua coluna intitulada “A morte do caudillo”, publicada no diário La República, que a morte de Chávez põe um sinal de interrogação sobre essa política de intervencionismo no resto do continente latino-americano, o qual, num sonho megalômano característico dos caudilhos, o comandante defunto se propunha tornar socialista e bolivariano a golpes de muito dinheiro.

Na opinião do também comentarista político, “a grande tarefa da aliança opositora presidida por Henrique Capriles está em persuadir esse povo de que a democracia futura da Venezuela haverá de se livrar dessas taras que a fundiram, e haverá de  aproveitar a lição para depurar-se dos tráficos mercantilistas, do rentismo, dos privilégios e dos desperdícios que a debilitaram e a fizeram tão impopular”.

Quer dizer, de uma vez por todas, Vargas Llosa começou a fazer campanha pela MUD (Mesa da Unidade Democrática, articulação dos partidos oposicionistas).

Comentário do Evidentemente: Nosso Vargas Llosa, o grande escritor peruano/latino-americano/europeu – autor do espetacular Conversa na Catedral (Conversaciones en la Catedral) e outros -, mudou-se mesmo pras bandas da direita com tudo, continua um direitista juramentado.

sexta-feira, 29 de março de 2013

VENEZUELA: “A LEITURA É UM DIREITO DO POVO EQUIPARÁVEL À SAÚDE E À VIDA”



Gustavo Pereira: "Uma revolução é cultural ou não é revolução" (Foto: AVN)
Da Agência Venezuelana de Notícias/AVN, de 17/03/2013 (matéria reproduzida parcialmente)

Caracas - Para o poeta venezuelano Gustavo Pereira, a leitura "é um direito fundamental do povo equiparável à saúde e à vida". Daí considerar importante que as pessoas dediquem seu tempo a cultivar este hábito para a formação da consciência.

Assim o assinalou numa entrevista no programa A Livraria Midiática, transmitido pela Venezuelana de Televisão (VTV – emissora estatal) este domingo (17/março), da Feira Internacional do Livro Venezuela (Filven) 2013, que se realiza (realizou) em espaços do Teatro Teresa Carreño, a Universidade Experimental das Artes (Unearte), Praça dos Museus, em Los Caobos, setor Bellas Artes, em Caracas.

"As consciências se nutrem ou se anulam com os fatos culturais; há questões maravilhosas na história do conhecimento, onde as ciências também são fundamentais. Uma revolução é cultural ou não é revolução e é um fato que transcorre na diversidade, assim que temos que nos abrir ao mundo, à humanidade, mas como dizia (José) Martí: nossos livros são primeiro".

Realçou que graças às políticas do Estado não é desculpa deixar de ler pelo custo dos livros, "os que edita, por exemplo, o sistema de imprensa do Ministério para a Cultura, estão ao alcance do público, pois têm exemplares a partir de 2 bolívares (menos de 1 real) e em outros casos edições gratuitas".

Sublinhou que a Filven conta com muitas editoras de língua castelhana de muitos países, "venham para que o comprovem".

Destacou a presença massiva de pessoas da capital e de outras partes do país na feira, que culminará em Caracas na noite de quarta-feira (dia 20/março) e entre abril e novembro percorrerá o resto do país.

Aos meios de comunicação, Pereira sugeriu divulgar bons livros para fomentar a leitura com espontaneidade, "porque a leitura é um prazer".

Na Livraria Midiática o editor literário Manuel Vadell fez um chamado a governadores e prefeitos para que aumentem o material literário para teatro.

"Sei que os jovens estão ávidos de conseguir publicações que tenham relação com seus estudos teatrais. Assim como considero que se devem criar mais escolas de teatro, como se está fazendo com a música".



TAREFA, de Geir Campos

Morder o fruto amargo e não cuspir
mas avisar aos outros quanto é amargo,
cumprir o trato injusto e não falhar
mas avisar aos outros quanto é injusto,
sofrer o esquema falso e não ceder
mas avisar aos outros quanto é falso;
dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a noção pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.

Geir Nuffer Campos, poeta brasileiro, nasceu em São José do Calçado (ES) em 1924 e morreu em Niterói (RJ) em 1999. Foi também professor, jornalista, tradutor e escritor. (Este belo poema me foi enviado pelo velho companheiro Otto Filgueiras, jornalista baiano há muito pelas terras de São Paulo).

VENEZUELA: NOSSO DIREITO AO SONHO (vídeo)


Este é o planeta e esta é Venezuela

Presidente Maduro dá de presente vídeo-animação: Sigamos Juntos

 “Dou a vocês de presente, em seu lugar de descanso, esta animação que sai do nosso coração. Cuidem-se muito. Sigamos Juntos!!”, escreveu o presidente da República Bolivariana da Venezuela, @NicolasMaduro, para os seres humanos de bom coração que desfrutam esta Semana Santa 2013.

Reproduzido do sítio da Venezuelana de Televisão/VTV, de 28/03/2013

O presidente da República Bolivariana da Venezuela, @NicolasMaduro, através de sua conta da rede social, deu de presente à Venezuela e ao mundo uma breve animação carregada de orgulho venezuelano.

Reproduza o vídeo que resume o valor dos venezuelanos e venezuelanas desta época Revolucionária e Socialista, que o Comandante Eterno ensinou a lutar por seu Direito ao Sonho (Derecho al Delirio), e que nos disse que um grande coração, não importa de onde venha, é uma das virtudes mais necessárias para conduzir um país.

quinta-feira, 28 de março de 2013

ATIVISTAS DE DIREITOS HUMANOS QUEREM IMPEDIR A CRUCIFICAÇÃO DE JOVEM NA ARÁBIA SAUDITA



(Foto: Corbis/Aporrea.org)
Por RT.com (emissora de TV Rússia Today) – Nota traduzida do portal venezuelano Aporrea.org, de 04/03/2013

Ativistas de direitos humanos na Arábia Saudita lutam para que se detenha a execução dum grupo de jovens condenados à morte por roubar quando eram menores de idade. Um deles, supostamente o líder do bando, será crucificado.

Está previsto que os sete jovens sejam executados nesta terça-feira (dia 5/março) por um delito que teriam cometido quando eram menores de idade, uma pena proibida, segundo a Convenção Internacional dos Direitos da Criança.

“Vivemos numa sociedade medieval, ainda que estejamos nos albores do terceiro milênio”, disse o dirigente da Associação pelos Direitos Civis e Políticos na Arábia Saudita, Mohammad al Qahtani, em conversa telefônica com o diário espanhol ‘El País’. Al Qahtani explicou que essas pessoas “não tiveram acesso a um advogado, nem a um juízo justo". "Foram intimidados e torturados para que confessassem”, acrescentou.

Os sete jovens, condenados por uma série de assaltos a joalherias e detidos entre 2005 e 2006, serão decapitados à espada. Em seguida se procederá a crucificação de Sarhan al Mashayekh, suposto líder do grupo.

Os defensores dos direitos humanos sauditas pedem que se leve a cabo uma intervenção de última hora para conseguir salvar a vida dessas pessoas.

Arábia Saudita é um dos poucos países que continuam condenando à morte ou executando menores, apesar das denúncias de organizações de defesa dos direitos humanos como a Anistia Internacional.

Observação do Evidentemente: A Arábia Saudita é governada por uma monarquia vitalícia, tida como bárbara do ponto de vista dos direitos humanos. Mas ela não aparece como tal nos noticiários da Rede Globo e outros órgãos da chamada mídia hegemônica. Os governos que aparecem como violadores dos direitos humanos nas telas das TVs e nas páginas dos jornalões são os de, por exemplo, Cuba, Venezuela, Irã, Coreia do Norte, Síria... Será por que? Seria porque a monarquia da Arábia Saudita é ferrenha aliada do império dos Estados Unidos? 

quarta-feira, 27 de março de 2013

REQUIÃO: "A ÚNICA SEGURANÇA É UM PROGRAMA PARA O BRASIL" (vídeo)


"Assombra-me não o picadinho variado das medidas do Ministério da Fazenda, e sim a falta de uma Política Econômica que se enquadrasse em um Programa para o Brasil, doutrinariamente à esquerda, fundado na solidariedade, na distribuição da renda e dos benefícios do avanço tecnológico, na prevalência, sempre, dos interesses populares e nacionais".

Diz em discurso o senador Roberto Requião (PMDB-Paraná), conforme vídeo acima e texto do blog Vi o Mundo, postagem de 25/03/2013, com o título "Requião dá nome aos bois, detona mídia, governo Dilma e o coro sinistro de tucanos que pregam recessão e desemprego". O título acima é deste blog.  Poderia ser também: "Requião entre brumas e fantasmas direitistas".

Selecionei quatro trechos:

1 - "Mal se evaporam os Mendonças, emergem do vazio as barbas brancas de Gustavo Loyola, tantas vezes colocadas de molho. Professoralmente, elas advertem: o Brasil não está preparado para conviver com taxas de juros estruturalmente menores.

Proclamada a nossa incapacidade atávica de se libertar dos usurários, as barbas do ex-presidente do Banco Central desmancham-se em mil fios. Enquanto opera-se o prodígio, coça-me uma pergunta: “Seriam os ares tropicais ou a nossa tão celebrada mulatice responsáveis por essa inabilitação a desenredar-se da agiotagem?”.

2 - "Pontificais, recitam a litania: corte dos gastos públicos, redução do consumo, enxugamento do crédito e elevação dos juros como mecanismos de combate à inflação, contenção dos aumentos salariais, flexibilização das leis trabalhistas, abertura ilimitada ao capital estrangeiro e à remessa de lucros para o exterior, privatizações, terceirizações, concessões….. …..e, recitando a chorumela, apagaram-se na noite tenebrosa.

Enquanto Friedman e Gudin se desmancham, o coro financeiro, agora encorpado por notáveis da oposição, pelos “especialistas” ouvidos todos os dias pela GloboNews e pela CBN, a cada meia hora, por colunistas multiuso que nada entendem de tudo, o coro de novo extasia-se, deleita-se, inebriado".


3 - "Tenho a ilusão de que o sigma desgruda das camisas verdes, gira em um caleidoscópio, e compõe como que uma coroa de letras e transforma-se, agora, em símbolo da mais poderosa usina da idéias conservadoras do Brasil, o think thank Instituto Millenium. A visagem deságua em pesadelo quando o subconsciente traz à memória siglas como IPES, Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, IBAD, Instituto Brasileiro de Ação Democrática, GPMI, Grupo Permanente de Mobilização Industrial, usinas de idéias antipopulares, antitrabalhistas, antissociais, antidemocráticas, antibrasileiras, anti-humanas.


IPES, IBAD, GPMI, anauê, sigmas…… que pesadelo!"

4 - "Aterroriza-me não a contabilidade criativa, e sim a ideologia do superávit primário.
Desassossega-me não o aumento da inflação, e sim a corrosão de nossa base industrial, sucateando-se ao céu aberto da incúria governamental.

Alvoroça-me não o crescimento da inadimplência, e sim a fragilidade de uma política econômica que se ancora no consumo, no crédito consignado e na exportação de commodities.

Assusta-me não a expansão dos gastos públicos, e sim a paralisia das obras de infra-estrutura; a execução lentíssima, sonolenta do Orçamento da União.

De que têm medo os nossos próceres ministeriais? Intimidam-nos a insepulta Delta ou o libérrimo Cachoeira?

Apavora-me não o desacordo em relação às metas, e sim, as próprias metas, camisa de força imposta pelo mercado, pela financeirização da economia, que certa esquerda transforma em bandeira para ser vista como “responsável”, “moderna”.

Argh!!!

Estarrecem-me não as privatizações, e sim o abuso, o desregramento das concessões, superando até mesmo toda fobia privatista de Margareth Thatcher, como se vê agora no caso dos portos.

Assombra-me não o picadinho variado das medidas do Ministério da Fazenda, e sim a falta de uma Política Econômica que se enquadrasse em um Programa para o Brasil, doutrinariamente à esquerda, fundado na solidariedade, na distribuição da renda e dos benefícios do avanço tecnológico, na prevalência, sempre, dos interesses populares e nacionais".

(Clicar para ler o discurso na íntegra)