sexta-feira, 14 de junho de 2019

SEABRA/CHAPADA NOS PROTESTOS DA GREVE GERAL

(Todas as fotos: Smitson Oliveira/Seabra/Chapada)

Nos cartazes, faixas, cantos e discursos, a defesa da Previdência pública e a indignação contra o desmonte da educação e a farsa da Lava Jato.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

A cidade de Seabra, chamada de “a capital da Chapada”, no coração da Bahia, também participou da mobilização nacional convocada pelas centrais sindicais, sob a bandeira da greve geral. Estudantes, professores, trabalhadores rurais e lideranças políticas e sociais foram às ruas na manhã de hoje (sexta, dia 14) e se alinharam ao protesto contra a Reforma da Previdência e o desmonte da educação.

Nos cartazes, faixas, cantos e discursos não faltaram também referências indignadas ao conluio ilegal do então juiz Sérgio Moro com os procuradores da Lava Jato, tornado um escândalo de enormes proporções políticas depois das gravações que começaram a ser divulgadas pelo site The Intercept Brasil, onde se destaca em especial a perseguição ao ex-presidente Lula.

Foi uma manifestação bastante expressiva pela alegria e entusiasmo da juventude, bem como pelo conteúdo dos pronunciamentos, mesmo contabilizando um número pequeno de participantes – em torno de 300 pessoas numa cidade cuja população deve estar na casa de 25 mil (uma chuva fina caiu toda a manhã, certamente atrapalhando um maior comparecimento).

Participaram dirigentes e filiados da APLB (sindicato dos professores), do Levante Popular da Juventude (LPJ) e do sindicalismo rural (sindicatos, Fetag e Polo Sindical da Chapada). Presentes também professores e alunos do IFBA (Instituto Federal da Bahia, que substituiu as escolas técnicas).

Houve ainda a participação de representantes de movimentos de municípios vizinhos, como Palmeiras e Souto Soares, incluindo uma delegação da comunidade do Capão, povoado de Palmeiras conhecido por seus dotes turísticos. Dentre os partidos políticos, havia dirigentes e integrantes do PT, PCdoB e PSOL.

Ocupar as ruas contra os desmandos

A concentração principal se deu no miolo da zona comercial da cidade – esquinas onde estão as agências do Banco do Brasil e do Bradesco.

Um dos oradores, o vereador Lauro Roberto (Professor Lauro), do Rede, fez um veemente apelo para que a população “ocupe as ruas” se quiser ter alguma chance de enfrentar os desmandos anti-povo pobre e anti-educação, a exemplo dos danos embutidos na pretensão de destruir a Previdência pública. Seu apelo por mobilização foi estendido especialmente aos seus colegas professores.

Bateram em tecla semelhante – com variações e nuances próprias -  várias professoras (e professores) e dirigentes da APLB, como Maristônia Oliveira, Adriana Oliveira de Souza, Marcela Leite, Fernando Monteiro (do PSOL), Caio Fernandes (do movimento ÉDOCAPÃO) e Azamor Coelho Guedes, do IFBA.

O sindicalismo rural estava bem representado: Valter Ângelo (Tim), presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Seabra, foi muito aplaudido ao recitar: “Trabalhadores/eu não me engano/Bolsonaro é miliciano”. Fez um apelo aos comerciantes lembrando que seus negócios dependem da renda dos trabalhadores, renda ameaçada pela Reforma da Previdência.

(Aliás, apelos aos comerciantes, que não fecharam suas lojas num dia de greve geral, foram uma constante. Um dos cantos repetidos pelos manifestantes: “Ei, você aí, essa reforma também vai te atingir”).

Tim estava em companhia de João Batista, também dirigente do sindicato e presidente da Associação dos Moradores do Quilombo Vão das Palmeiras - ao falar, junto das agências bancárias, ele lembrou a ganância dos banqueiros de olho no dinheiro da Previdência -, e de Osvaldo Ferreira de Souza, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Social (CMDS – órgão ligado às associações rurais).

Os três carregavam um belo painel em homenagem a Júlio Cupertino, líder da comunidade quilombola de Baixão Velho (já falecido).

Louvando a juventude

Já o ex-vereador Smitson Oliveira, da Executiva Municipal do PT, velho militante de esquerda desde as lutas sindicais bancárias de Salvador, na década de 1970, falou, dentre outros temas, da necessidade de se quebrar o monopólio da mídia hegemônica. Fez também a louvação da participação da juventude nos embates sociais e políticos da conjuntura atual. Encerrou sua fala com o grito de LULA LIVRE.

A presença da juventude (e também das mulheres), por sinal, foi marcante na manifestação. As jovens Ingrid Enaille e Ludmila Oliveira, da coordenação do Levante, deram o ritmo e compasso como mestres de cerimônia, puxando os cantos e gritos de guerra.

Bárbara Pina e Iasmin Íris, do grupo de teatro Misto Arte, fez uma criativa e espirituosa apresentação, com base no texto Islam da Resistência, segundo elas de autoria de Lucas Afonso e Vitória Maria, de São Paulo.

E Isa Noronha, estudante do CES (Centro Educacional de Seabra – segundo grau), encerrou o evento, já na “praça dos Correios”, cantando a bela canção de Belchior, Como nossos pais.

PS: Apesar da matéria citar muita gente, não estão mencionados todos os que discursaram.

Para ver mais fotos e vídeos, clicar:

terça-feira, 11 de junho de 2019

A VITÓRIA DE LELEI/MORPARÁ NO TCM: “NUNCA DEVEMOS DESISTIR”

Prefeito Lelei Barreto, de Morpará (Fotos: Smitson Oliveira)

Ameaçado de ter suas contas rejeitadas por ultrapassar o limite com despesas de pessoal, o prefeito de Morpará foi lá na “cova dos leões” e arrancou um triunfo pelo placar de 3 x 2.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

“Nosso valente prefeito” -  foi como muitos dos petistas reunidos no IV Encontro de Diretórios Municipais do PT da Chapada/Bahia se referiram ao prefeito de Morpará (vale do Rio São Francisco - Bahia), Sirley Novaes Barreto (conhecido como Lelei Barreto). Ele conseguiu, ao fazer sua própria defesa perante a turma de conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), derrubar a rejeição das suas contas referentes ao exercício de 2017.

O encontro do PT foi em 4 de maio, em Ibitiara (Chapada Diamantina), onde um plenário de mais de 100 pessoas aplaudiu com entusiasmo o anúncio do triunfo obtido pelo prefeito, dois dias antes, no plenário do TCM. Lelei ainda estava impregnado da áurea dos que estão saindo dum combate vitorioso. Parecia respirar o ar dos justos, dos que acreditam na justeza de seus atos, dos que se arriscam e conseguem fazer prevalecer a sua verdade.

Daí sua exclamação aplaudida por petistas e simpatizantes do IV Encontro: “Nunca devemos desistir”. Relatou que companheiros seus o tinham aconselhado a ser menos veemente, a ter mais cuidado quanto a se bater diretamente contra as posições dos conselheiros do tribunal, para não dificultar a aceitação de seus argumentos.

Mas Lelei preferiu seguir os ditames de seu coração e foi pessoalmente – o que parece não ser um procedimento usual - defender a aprovação das suas contas, enfrentando cara a cara os juízes e, inclusive, o parecer contrário do relator, Fernando Vita. No final, virou o jogo e ganhou de 3 x 2. Conforme o texto da matéria do setor de comunicação do próprio tribunal:

“O relator do parecer, conselheiro Fernando Vita, votou pela manutenção do parecer original que opinou pela rejeição, sendo acompanhado pelo conselheiro Francisco Netto. O conselheiro Raimundo Moreira apresentou voto divergente, sendo acompanhado pelo conselheiro José Alfredo Rocha Dias. O presidente Plínio Carneiro Filho emitiu o voto de desempate, opinando pela aprovação com ressalvas”.

O motivo da ameaça de rejeição das contas foi o gasto de 62% da receita com despesas de pessoal, enquanto o limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 54%. O prefeito argumentou que fez todo esforço possível para sanar a irregularidade, realizando uma reforma administrativa e chegando a demitir mais de 100 servidores. Tentou inclusive reduzir o seu próprio salário, bem como o do vice-prefeito e secretários, mas sua iniciativa neste sentido foi barrada pela Câmara dos Vereadores.

Lelei falando durante o encontro dos petistas em Ibitiara 
Argumentou também que a crise econômica provocou redução da arrecadação do município, lembrando que tal arrecadação, em 2017 - primeiro ano de sua gestão - foi bem inferior ao último ano da gestão anterior. Lembrou ainda que durante seu primeiro mandato à frente da prefeitura – de 2009 a 2012 – teve todas as suas contas aprovadas pelo TCM, fato registrado pela primeira vez na história do município.

“Me causa estranheza”, disse Lelei Barreto, o rigor adotado pelo tribunal ao analisar as contas de sua gestão. Na sua defesa perante os conselheiros, apontou que em diversos julgamentos o mesmo TCM, “analisando contas do mesmo exercício de 2017, de responsabilidade de gestores de diversos outros municípios baianos, e em situações idênticas, aplicando o princípio constitucional da razoabilidade e da proporcionalidade, aprovou, com ressalvas, tais contas...”

Tal orientação foi adotada também – exemplificou – no exame das contas dos quatro exercícios da gestora anterior do município (No período de 2013 a 2016, Morpará teve como prefeita Edinalva Pereira de Almeida).

“Peço, portanto, aos Senhores Conselheiros, que antes de proferirem seus respectivos votos, procedam a análise minuciosa do caso concreto, com as suas peculiaridades...” E proclamou, mencionando o artigo 5º. da Constituição: “Todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se, dentre outros, o direito à IGUALDADE”.

Prevaleceu, no final, “o entendimento de que, se tratando de primeiro ano do mandato, não cabe a rejeição das contas pelo motivo da não recondução da despesa com pessoal, devendo o gestor adotar as medidas legais previstas para a recondução aos limites impostos”, conforme explica a matéria do TCM citada acima.

O prefeito Lelei Barreto tem 39 anos. De família bem modesta economicamente, formação escolar de magistério, começou a se destacar na política aos 20 anos, ao ser eleito vereador (2001/2004). Participou da reativação do PT de Morpará e, em 2004, surpreendeu quase se elegendo prefeito, o que aconteceu na eleição seguinte. Em 2012, porém, não se reelegeu – conta que os adversários formaram uma grande frente contra o PT.

Mas, dentro da mística que permeou sua luta recente pela aprovação das contas no TCM – “nunca devemos desistir” -, ele persistiu e emplacou seu segundo mandato ora em curso.


Sobre o quarto encontro dos petistas, este blog postou também:

MAIS DE 100 PESSOAS NO ENCONTRO DO PT EM IBITIARA

FOTOS DO ENCONTRO DO PT EM IBITIARA


quarta-feira, 5 de junho de 2019

ME FUI NAS ASAS DO TEMPO (Memória e ficção)

Foi aqui, junto do Forte S. Pedro, chegando ao Campo Grande, que sucederam alguns fragmentos de minha vida

Não deu: deixei escorrer minha promissora carreira bancária, estranhas ideias começavam a mexer comigo, a onda hippy, o comunismo, as utopias entortavam meus pareceres de jovem sonhador...

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

Seria apenas mais um perdido pelas ruas da cidade? Ia subindo a avenida Sete, início da noite, rumo ao Campo Grande, cambaleando… delirava? Vicentão ia ficando para trás: “Não vou mais, Jadinho, já estou bêbado, vamos pra casa. Você não pode andar por aí assim... sozinho... vamos embora”.

Lá me fui tentando um equilíbrio impossível. Não ouvia mais Vicentão, meu querido amigo, 34 anos de jornal e boemia, meu direitista predileto – aliás, não o ouço mais, não o vejo mais, nunca mais, escafedeu-se, embarcou com bilhete só de ida na canoa do Caronte, como rezam essas mitologias.

Mas eu queria justamente passar por aqui, não nos ermos dos mortos, mas aqui, junto do Forte São Pedro, onde também me vem a sombra da morte, de Tirson, do antigo Bar do Tirson, o ex-craque do Bahia que queria porque queria me cobrar 20 reais numa dose de Cavalo Branco, “porra, Tirson, você pode entender muito de bola, mas não sabe porra nenhuma de preço de uísque”, mas eu estou confuso, misturando as coisas, outro dia conto esta parte.

Foi aqui - era isso que eu ia dizendo - foi aqui que vivi o ápice da minha quase brilhante carreira bancária, no antigo BANEB (o Banco do Estado da Bahia, “doado” pelo velho cacique ACM ao Bradesco, nos idos dos anos 1990), subgerente duma agência do BANEB na capital, lá pra 1969, com 24 aninhos, minha mãe orgulhosa do filho promissor, a confiança sempre renovada do chefe de Recursos Humanos (chamava FUNCI o departamento), seo Argolo (Argolão, a gente dizia entre a gente, era – ou ainda é - um homem grande).

Mas não deu, deixei escorrer minha futurosa carreira, estranhas ideias já começavam a mexer comigo, a onda hippy, o comunismo, as utopias entortavam meus pareceres de jovem sonhador/generoso/besta, as coisas não casavam, o gerente, meio durão, meio caretão – pode-se dizer “normal” – até que foi legal, tentou me levar ao caminho natural, mas não deu.

A gota d’água foi numa manhã em que um taxista chegou lá me cobrando uma corrida feita na madrugada, a partir da antiga casa de mulheres 63, na Ladeira da Montanha. Realmente não caía bem para um funcionário com a patente de subgerente... eu joguei a toalha e o gerente apoiou, aliviado. Sentei e bati na máquina (de datilografia, claro) o pedido de dispensa da função.

Era bem aqui a agência - eu apontava, gesticulava -, era aqui, agora tem uma agência dos Correios, o banco mudou-se pra Rua João das Botas, hoje Bradesco. Mirava pras bandas de cima, pro lado do Campo Grande, mas não mais caminhava, estava estendido no chão, um bocado de gente me cercando, um casal me apalpava – seriam anjos? -, parece que pegaram meu celular, depois uma moça iluminada chegou – seria minha fada madrinha? -, “o senhor conhece esta moça?”, eu sorrindo, meio abestalhado, delirante, “é a paixão dos meus 50 anos”, e para ela: “estou bem, mas não me deixam levantar, o que está acontecendo?” “É a sua ex-mulher!!!??? Meu Deus, você é um cara abençoado, se fosse a minha ex era capaz de querer passar o carro por cima de mim”.

Parece que me fugia a consciência, escorria um pouco de sangue da testa, me doía a mão esquerda, eu tentava ficar de pé e não podia, ou não deixavam, “o culpado foi Vicentão, ele se picou e eu ia andando, andando... não sei...” Senti que levitava, ia subindo devagar, as vozes se apagando pouco a pouco, minha fada madrinha, com incríveis asas brilhantes, me levando para o nada para o ermo, “estou bem... estou bem...”   

segunda-feira, 3 de junho de 2019

CARACAS, CIUDAD TRINCHERA DE MILICIAS BOLIVARIANAS

(Foto: reproduzida de Nodal)

El gobierno norteamericano mantiene la posición pública que sostiene que toda solución pasa por la salida de Nicolás Maduro (…) ¿hasta dónde está dispuesto a ir Estados Unidos? (…) El chavismo trabaja sobre todos los posibles escenarios. Caracas es el epicentro de poder que busca asaltar el golpismo, y se prepara, en consecuencia, en trinchera.

Por Marco Teruggi, de Caracas – transcrito do portal Nodal – Notícias da América Latina e Caribe, de 02/06/2019
Caracas toma forma de trinchera. En diez días mil setecientos hombres y mujeres han recibido instrucciones para la defensa. El objetivo es llegar a cien mil en el mes de octubre, con centros de formación en las veintidós parroquias para abarcar los ciento diecisiete ejes territoriales de la capital: que la ciudad sea un pantano para las acciones golpistas.
El primer espacio de formación está situado al sur de la ciudad, en Macarao. Aquí la derecha quemó la sede de la organización comunal el 30 de abril pasado, mientras las cámaras enfocaban a Juan Guaidó, Leopoldo López y el puñado de militares en la acción fallida. De esta jornada de entrenamiento participan líderes de movimientos sociales, organizaciones de base del chavismo, personas de todas las edades, para quienes es la primera vez que agarran un fusil o aprenden técnicas de reconocimiento de territorio. Nadie les ha obligado a venir: son gente humilde, de las barriadas organizadas, del esfuerzo de cada día que se ha transformado en batalla por el gas, los precios o el transporte.
El entrenamiento cuenta de varias partes, como aprender a realizar cartografías del barrio, movilizarse con armas, técnicas de salud, de evacuación, defensa personal, ejercicios físicos. Los instructores son integrantes de la Milicia Bolivariana, el cuerpo conformado por más de dos millones y medio de hombres y mujeres, parte vertebral de la llamada doctrina de defensa integral de la nación. Al frente de la conducción política del plan de formación está la dirección del Partido Socialista Unido de Venezuela (Psuv).
“Caracas es una ciudad de paz, una ciudad de vida, y vamos a defenderla con la organización de nuestro pueblo, la unión cívico-militar, y con la preparación e inteligencia que estamos desarrollando en este esfuerzo de formación integral”, explica la alcaldesa del municipio libertador de Caracas, Erika Farías, miembro de la dirección del Psuv y del Frente Francisco de Miranda.
El trabajo de formación abarca varios actores: el Psuv, los partidos aliados, los movimientos sociales, comunales, los integrantes de la Asamblea Nacional Constituyente. Los objetivos son tres. En primer lugar, la organización de la defensa a través del diseño y ejecución de un plan de manera unificada entre los diferentes actores, de manera a conformar un núcleo en cada territorio. En segundo lugar, los ejercicios como tal. En tercer lugar, el esfuerzo productivo, donde el objetivo es que cada una de las veintidós parroquias cuente con un centro de entrenamiento y producción de alimentos.
“Todos los venezolanos tenemos corresponsabilidad en la defensa de la patria, está escrito en el artículo 326 de la Constitución. No es solamente una cuestión de armamento, vamos a crear una cadena logística muy importante, por cada combatiente que aquí se forme debe haber ocho o nueve personas detrás, debe continuar la instrucción, en cada territorio deben estar todos los componentes para la defensa integral”, explica el coronel Boris Iván Berroterán de Jesús, comandante del área de defensa integral 414 Caricuao.
El entrenamiento puesto en marcha busca dar respuesta a dos hipótesis principales de conflicto. La primera ya es conocida, se trata de las acciones que la derecha ha realizado en el 2013, 2014, 2017 y principios de este año: ataques a locales del Psuv, de comunas, de centros de salud, infantiles, a dirigentes chavistas, acciones nocturnas de provocación e intento de caotizar zonas populares. La derecha ha realizado un trabajo de infiltración y contratación de grupos armados desde hace varios años, para disputar la cotidianeidad de los territorios populares y poder desplegarlos en momentos de asalto.
Dos millones y medio de personas componen el cuerpo de la milicia.

La segunda hipótesis responde a un escenario que ha sido denunciado por el gobierno: la posibilidad de que la derecha apele a la estrategia de fuerzas mercenarias compuestas por diferentes actores, como paramilitares, bandas criminales, contratistas privadas. En un cuadro de esas características los territorios caraqueños, sus cerros sobrepoblados en formas de laberintos con escaleras y platabandas, podrían ser espacios de confrontación irregular. La población organizada debe estar preparada para reconocer movimientos, saber cómo actuar.
El plan de formación en Caracas avanza en simultáneo con la apuesta central de resolución del conflicto planteada por el chavismo desde el mes de enero: el diálogo para llegar a un acuerdo. Esos intentos se dieron en primer lugar de manera secreta durante meses y, desde hace dos semanas, se hicieron públicos por los acercamientos en la capital de Noruega, Oslo.
El chavismo se ha mostrado unido alrededor de la búsqueda de diálogo, y ha afirmado que insistirá para llegar a un acuerdo. La oposición en cambio se ha mostrado dividida al respecto: mientras un sector es parte del intento de diálogo, como los representantes de Guaidó –direccionados desde Estados Unidos– y del partido Un Nuevo Tiempo, otro sector ha insistido que ya no existe nada que hablar ni negociar. El segundo espacio mantiene la tesis de que solo se saldrá del chavismo a través de una acción de fuerza internacional. Para ese objetivo trabajan públicamente, por ejemplo, sobre el reingreso ficticio, vía Asamblea Nacional, de Venezuela al Tratado Interamericano de Asistencia Recíproca.
El gobierno norteamericano, por su parte, mantiene la posición pública que sostiene que toda solución pasa por la salida de Nicolás Maduro, y ha vuelto, a través de su vicepresidente Mike Pence, ha dar apoyo a Guaidó. La pregunta, que ha estado desde el inicio de la autoproclamación de Guaidó, es: ¿hasta dónde está dispuesto a ir Estados Unidos?
Mientras esos son los debates públicos, ¿qué se prepara a puertas cerradas? La derecha, dentro del plan y financiamiento norteamericano, ya ha realizado acciones violentas los días alrededor de la autoproclamación de Guaidó, intentó el ingreso por la fuerza desde Colombia el 23 de febrero, desplegó ataques sobre el sistema eléctrico, intentó la acción político-militar el 30 de abril en la madrugada. ¿Qué viene si no están aún dispuestos a acordar en Oslo un proceso que no implique la salida Maduro? El chavismo trabaja sobre todos los posibles escenarios. Caracas es el epicentro de poder que busca asaltar el golpismo, y se prepara, en consecuencia, en trinchera.
(do jornal argentino Página/12)

terça-feira, 14 de maio de 2019

FOTOS DO ENCONTRO DO PT EM IBITIARA

Os debates se deram sob os auspícios da luta por LULA LIVRE e contra a Reforma da Previdência

Um evento bem representativo: 120 pessoas, sete municípios, quatro deputados, três prefeitos, 11 vereadores. O próximo encontro será no dia 13 de julho, em Nova Redenção. (As fotos são de Smitson Oliveira, membro da Executiva do PT de Seabra).

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

Foi o IV Encontro de Diretórios do PT – neste caso, não somente da Chapada Diamantina, como os três anteriores, mas também da Bacia do São Francisco e do Paramirim. Realizado no último dia 4 de maio, no auditório da Câmara Municipal de Ibitiara. (Os três primeiros foram em Seabra, maio/2018, Rio de Contas, setembro/2018, e novamente em Seabra, fevereiro/2019).

Participaram representantes dos municípios de Ibitiara, Brotas de Macaúbas, Morpará, Ibipitanga, Oliveira dos Brejinhos, Boquira e Seabra, entre dirigentes de diretórios petistas e militantes. Os 11 vereadores presentes foram de Ibitiara (seis), Brotas de Macaúbas (quatro) e Seabra (um).

Dados mais detalhados seguem na seleção de fotos, que mostram a representatividade deste quarto encontro:
 Mesa formada logo na abertura: deputados petistas Afonso Florence (federal) e os estaduais Neusa Cadore e Robinson Almeida, Geisa Gabrielle (assessora do deputado estadual Jacó-PT), José Roberto (prefeito de Ibitiara/PT), Wadson (Tico/PSB, vice-prefeito de Ibitiara), Pedrinho (presidente do PT de Ibitiara e vereador), Maria Rosa (Bia/PP, presidente da Câmara de Vereadores, Jackson Moreira, vereador e vice-presidente do PT/Ibitiara, Lauro Roberto (Professor Lauro, vereador de Seabra pelo Rede), Bete Wagner  (ex-vice-prefeita de Salvador, vice-presidente do PT Estadual), Lelei Barreto (prefeito de Morpará/PT), Louise (assessora do deputado federal Zé Neto/PT), Litercílio Júnior (prefeito de Brotas de Macaúbas/PT) e Professora Francine (vice-prefeita de Oliveira dos Brejinhos e da Executiva do PT).
Joilso Lopes, vereador do PT/Ibitiara
Miguel Araújo, conhecido como Guel, vereador do PT/Ibitiara
Dilma Maria da Silva, vereadora do PSB/Ibitiara
A maioria é da grande delegação de Seabra, incluindo o presidente do PT, pintor Pedro Lima, membros da Executiva, militantes e simpatizantes
Professor Jorge Rabelo, do PT/Seabra, que ao falar durante o encontro destacou a importância da educação na formação política do povo brasileiro
Smitson Oliveira, da Executiva do PT/Seabra, que denunciou a ameaça de privatização da Embasa. Foi contestado por Robinson Almeida, que disse se tratar duma simples proposta de PPP. Sua denúncia, no entanto, foi reforçada por Bete Wagner. O tema já foi objeto de audiência pública na Assembléia Legislativa, envolvendo também os riscos para o saneamento básico decorrentes da aprovação da Medida Provisória 868/2018. A audiência foi proposta pelo deputado estadual Marcelino Galo/PT, a Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no Estado da Bahia (Sindae) e Observatório do Saneamento Básico – Bahia.
Deputado estadual Jacó (PT)
Robinson Almeida, deputado estadual/PT
Afonso Florence, deputado federal/PT
Anderson Moreira, da delegação do PT/Seabra, que lançou no debate o conceito de necropolítica, que vem sendo desenvolvido nestes tempos cruéis de neoliberalismo, violência, racismo, de não somente exclusão, mas de extermínio. Quem repercutiu o tema, ao comentar as intervenções em plenário, foi Neusa Cadore.
Agostinho, antigo militante do PT de Boquira, que destacou os combativos tempos em que o partido atuava realmente nas bases dos trabalhadores e da sociedade organizada
A delegação de Seabra marcando presença na platéia
Litercílio Júnior, do PT, prefeito de Brotas de Macaúbas
Lelei Barreto, do PT, prefeito de Morpará, que foi muito aplaudido ao relatar vitória conseguida no plenário do TCM, em processo no qual ele se defendeu pessoalmente perante os conselheiros. "Nunca devemos desistir", proclamou ele. Foi chamado por muitos presentes de "prefeito valente".
Neusa Cadore, deputada estadual/PT
Pedrinho, vereador e presidente do PT/Ibitiara, o principal anfitrião do encontro
José Roberto, do PT, prefeito de Ibitiara
Professora Francine, do PT, vice-prefeita de Oliveira dos Brejinhos

Professor Lauro, do Rede, vereador de Seabra 
Neto Sales, tesoureiro do PT/Ibitiara
Plenário superlotado da Câmara Municipal de Ibitiara
Joyce Evangelista, secretária do PT/Ibitiara, que conduziu os trabalhos da sessão e leu um texto emocionante, de sua autoria, exaltando o papel do partido na luta do povo brasileiro por suas conquistas políticas, sociais e culturais.
Rodrigo, da assessoria do deputado estadual Marcelino Galo (PT)
Bete Wagner, ex-vice-prefeita de Salvador, atualmente vice-presidente do Diretório Estadual do PT
Gilson, presidente do PT de Brotas de Macaúbas

Sobre este mesmo evento, o blog já postou a matéria ‘Mais de 100 pessoas no encontro do PT em Ibitiara’. Vai o link:



segunda-feira, 6 de maio de 2019

MAIS DE 100 PESSOAS NO ENCONTRO DO PT EM IBITIARA

O plenário da Câmara Municipal ficou superlotado (Fotos: Neto Sales)

A tônica da reunião foi a triplicação do número de participantes. O próximo encontro (o quinto) será em Nova Redenção, no mês de julho, em data a ser definida.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor do Blog Evidentemente

O IV Encontro dos Diretórios do PT – antes restrito à região da Chapada Diamantina e agora ampliado para municípios também da Bacia do São Francisco e do Paramirim -, realizado em Ibitiara, no último sábado (dia 4), foi marcado pelo crescimento da participação de dirigentes municipais, militantes e simpatizantes do partido.

Em torno de 120 pessoas superlotaram o auditório da Câmara Municipal. No terceiro encontro, em Seabra, em fevereiro último, cerca de 40 pessoas se fizeram presentes. Houve a participação de quatro deputados do PT (no anterior, foram dois), além dum número razoável de prefeitos e vereadores (prefeitos presentes: José Roberto, de Ibitiara, Litercilio Júnior, de Brotas de Macaúbas, e Lelei Barreto, de Morpará, todos petistas).

A nova conjuntura política do país, cuja marca principal é o desmonte das políticas sociais e públicas em benefício dos setores mais necessitados da sociedade – que começaram a ser montadas nos governos de Lula e Dilma -, foi o tema de destaque das palestras e debates.

O deputado federal petista Afonso Florence foi enfático neste sentido: “Estão desmontando um tipo de Estado e montando outro”. É bastante observar a destruição de direitos trabalhistas, a tentativa em curso de destruir a Previdência pública e a entrega das riquezas do pré-sal à sanha das multinacionais do império, num contexto de maior concentração bancária do mundo.
Afonso Florence falando sobre a conjuntura nacional

Os deputados estaduais Robinson Almeida, Neusa Cadore e Jacó, todos do PT, reforçaram os dados sobre o dramático momento político, econômico e cultural que desafia as forças democráticas e populares. Deram ainda uma contribuição à avaliação das realizações e dificuldades da administração estadual, inclusive diante da perda de parceria com governos federais do PT.

A ex-vice-prefeita de Salvador, Bete Wagner, atualmente ocupando a vice-presidência do Diretório Estadual do PT, teve participação marcante nos debates. Começou com a contundente constatação de que o capitalismo, hoje sob a hegemonia absoluta do capital financeiro, é incompatível com a democracia.

A partir daí discorreu sobre diversos aspectos da conjuntura internacional e nacional, desembocando no apelo veemente a que as forças de esquerda e progressistas se empenhem visando a busca de ligações com o povo trabalhador, com as bases populares.

A luta por LULA LIVRE e contra a Reforma da Previdência permeou todos os debates e exortações políticas.

O encontro foi dirigido pelo vereador Pedrinho (Pedro Paulo Araújo Souza), presidente do PT anfitrião, com a participação dos seus companheiros da bancada petista: vereadores Jackson Moreira, Miguel Araújo (Guel) e Joilso Lopes. Presentes ainda o vice-prefeito Tico (PSB) e a presidenta da Câmara Municipal, Maria Rosa (PP). O desenrolar da sessão foi conduzido por Joyce Evangelista (secretária do PT).

A delegação de Seabra, cidade que tinha sediado o primeiro e o terceiro encontros dos petistas da Chapada, foi composta por mais de 20 pessoas, incluindo o presidente do Diretório Municipal, pintor Pedro Lima. Participou também, de Seabra, o vereador Lauro Roberto (do Rede, conhecido como professor Lauro).

PS. Outras matérias sobre o encontro serão postadas neste blog, inclusive com uma maior divulgação de fotos.