sábado, 27 de abril de 2019

PETISTAS DA CHAPADA AMPLIAM PARTICIPAÇÃO PARA O QUARTO ENCONTRO

Pedrinho Vereador, presidente do PT de Ibitiara (Foto: Smitson Oliveira)

Até a última quinta-feira (dia 25), quatro deputados já tinham confirmado presença: o federal Afonso Florence e os estaduais Robinson Almeida, Neusa Cadore e Jacó.
Por Jadson Oliveira (jornalista/blogueiro) – editor do Blog Evidentemente
O IV Encontro dos Diretórios Municipais do PT, a realizar-se no próximo sábado, dia 4, em Ibitiara, não abarcará apenas os petistas da Chapada Diamantina (interior da Bahia).
Também foram convidados dirigentes municipais e militantes da Bacia do São Francisco e do Paramirim, conforme convite oficial distribuído pelo Diretório anfitrião, presidido pelo vereador Pedrinho (Pedro Paulo Araújo Souza).
Pedrinho informou que cerca de 10 diretórios já tinham confirmado presença, dentre os 26 municípios que compõem a região abrangida.
Outra informação do presidente do PT de Ibitiara é que quatro deputados petistas já tinham confirmado participação: o federal Afonso Florence e os estaduais Robinson Almeida, Neusa Cadore e Jacó.
Jorge Solla (deputado federal do PT baiano), que teve presença marcante no primeiro e terceiro encontros (maio/2018 e fevereiro último), ambos realizados em Seabra, desta vez não vai participar diretamente: será representado por Bete Wagner (ex-vice-prefeita de Salvador), atualmente na vice-presidência do PT estadual.
Os dirigentes do PT de Seabra (presididos pelo pintor Pedro Lima), que tiveram forte protagonismo nos encontros regionais anteriores, esperam estar presentes com uma delegação expressiva.
É esperada também a participação nos debates em plenário de representantes de outros partidos do campo progressista, bem como de movimentos sociais e sindicais.
O PT de Ibitiara tem peso político local. Além duma bancada de quatro vereadores, elegeu também o prefeito do município, José Roberto. A cidade fica a 75 quilômetros de Seabra, que é conhecida informalmente como “a capital da Chapada”.
Os debates serão no Salão Paroquial, a partir das 9 horas da manhã, conforme diz o convite. Diz ainda que o encontro “objetiva fortalecer o Partido dos Trabalhadores nos territórios, discutir a conjuntura política atual, em especial no que tange à retirada de direito dos trabalhadores, bem como ampliar o movimento da campanha Lula Livre”.
Os anfitriões lembram também que no final de semana do encontro a cidade estará festejando a Micareta e terão prazer em receber os convidados nesse momento festivo. Depois das reuniões haverá uma confraternização.
Além de Pedrinho, assinam o convite: Jackson Vereador (vice-presidente do PT), Neto Sales (tesoureiro) e Joyce Evangelista (secretária).

terça-feira, 23 de abril de 2019

NAZIFASCISMO: VOCÊ PRECISA SABER DOS RENTISTAS...


Por que será que o governo está gastando tanto em propaganda e pedindo depoimentos de pessoas ligadas à mídia para elas dizerem que a Reforma da Previdência é muito boa e que vai salvar a economia nacional?

Por Valdimiro Lustosa Soares – economista, antiga liderança do sindicalismo bancário da Bahia - texto transcrito do Facebook, de 19/04/2019 (complemento do título, destaque acima e disposição dos parágrafos são da edição deste blog)

O cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira fala em seu livro A Desordem Mundial (Civilização Brasileira-2016) que o nazifascismo não constitui um fenômeno particular da Itália e da Alemanha, quando ameaçou e se estendeu, sob diferentes modalidades, a outros países da Europa, como Portugal e Espanha, entre os anos 1920 e a deflagração da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O que ocorreu nesses países foi uma espécie do que Machiavelli referiu como mutazione dello stato (mutatio rerum, commutatio rei publicae), quando a res publica, um Estado, sob o nome da liberdade transmuda-se em Estado tirânico, com violência ou não.

O fenômeno político denominado nazifascismo no século XX podia e pode ocorrer, nos Estados modernos, onde e quando a oligarquia e o capital financeiro não mais conseguem manter o equilíbrio da sociedade pelos meios normais de repressão, revestidos das formas clássicas da legalidade democrática, e assumir características e cores diferentes, conforme as condições específicas de tempo e de lugar.

Porém sua essência permanece como um tipo peculiar de regime, que se ergue por cima da sociedade, alicerçado em sistema de atos de força, com a atrofia das liberdades civis e a institucionalização da contrarrevolução, tanto no plano doméstico quanto no plano internacional, mediante perpétua guerra, visando implantar e/ou manter uma ordem mundial subordinada aos seus princípios e interesses nacionais e favorável à sua segurança assim como a prosperidade nacional.

Durante a Grande Depressão, que se seguiu ao colapso da bolsa de Wall Street, em outubro de 1929, a Black Friday, alguns grupos financeiros e industriais – cerca de 24 das mais ricas e poderosas famílias dos Estados Unidos, dentre as quais Morgan, Robert Sterling Clark, DuPont, Rockefeller, Mellon, J. Houeard Pew, da companhia Sun Oil, Remington, Anaconda, Bethlehem, Goodyear, Bird’s Eye, Maxwell House, Heinz Schol e prescott Bush – conspiraram.

Planejaram financiar e armar veteranos do Exército, sob o manto da American Legion, com a missão de marcharem sobre a Casa Branca, prender o presidente Franklin D. Roosevelt (1933-1945) e acabar com as políticas do New Deal (O Novo Acordo). O objetivo consistia na implantação de uma ditadura fascista, inspirada no modelo da Itália e no que Hitler começava a construir na Alemanha.

O Wall Street Plot, porém, abortou. O major-general Smedley Darlington Butler, que os big businessmen tentaram cooptar, denunciou a conspiração, ao reporter Paul French, do Philadelphis Record e do New York Evening Post.

Mutatis Mutandis, digo eu, qualquer país está sujeito a golpes fascistas. Tudo vai depender da reação do povo. O livro do professor Moniz Bandeira é um primor de história para poder-se entender como se comporta o sistema capitalista, os seus interesses e a quem serve o modelo.

No Brasil pode sim, ocorrer tentativas iguais à narrada pelo professor. Os homens do dinheiro gostam do dinheiro e de mais ninguém. Claro que a imprensa corporativa dos Estados Unidos não deu maior importância ao episódio acima narrado. Os donos do dinheiro compram tudo, como diz o sociólogo brasileiro Jessé Souza em seu livro a Radiografia do Golpe.

Os donos do dinheiro não dão nada de graça a ninguém. Isso me faz lembrar um ditado muito usual na minha terra: NINGUÉM DÁ MINGAU A MENINO SEM LAMBER OS DEDOS! Por que será que o governo está gastando tanto em propaganda e pedindo depoimentos de pessoas ligadas à mídia para elas dizerem que a Reforma da Previdência é muito boa e que vai salvar a economia nacional? Desconfie. O pano de fundo da reforma é outro: quem vai lucrar serão os bancos e os rentistas. Acorda povo!

sexta-feira, 19 de abril de 2019

ADEUS, LENÍN (EQUADOR: O FIM MELANCÓLICO DUM RELES TRAIDOR)

(Imagem: reproduzida de Opera)

Por Alfredo Serrano Mancilla | Celag - (Centro Estratégico Latino-americano de Geopolítica) Tradução de Pedro Marin para a Revista Opera (o complemento do título é da edição deste blog)

Ele vai embora, e já sabe. Nem sequer chegou ao marco de dois anos, e sua imagem positiva segue em queda livre. Segundo as últimas pesquisas realizadas pelo Celag, Lenín Moreno passou de ter um saldo líquido positivo de 2,8 pontos em novembro para um saldo negativo de 19 em março deste ano. A essa altura, poucos creem que seja ele quem está governando. Com dados da mesma pesquisa, a maioria dos equatorianos pensam que são os grupos econômicos, o governo dos Estados Unidos e Jaime Nebot (prefeito de Guayaquil e ferrenho opositor do ex-presidente Rafael Correa) quem realmente dirige o país, bem à frente da orientação do próprio presidente.
Visto por onde for, Lenín tem os dias contados e está consciente disso. Não tem apoio popular, como bem demonstraram os resultados das recentes eleições secionais; tampouco tem estrutura partidária própria, e nem sequer tem gabinete próprio, porque a maioria dos ministros são representantes de interesses corporativos. De sua parte, os aliados políticos começaram um processo de afastamento sem retorno, porque já não necessitam dele para aquela transição sonhada que devia impedir o ex-presidente Rafael Correa.
Clique no link para continuar lendo na Opera:

terça-feira, 16 de abril de 2019

PT DE SEABRA BUSCA CRESCER E APARECER

Militantes e simpatizantes acompanham palavras do deputado Afonso Florence (de costas); presença do vereador Professor Lauro (à esquerda, segundo na fileira da frente) (Fotos: Smitson Oliveira)

Reunião realizada no último sábado mostra que o partido começa a colher frutos na luta por seu fortalecimento: a meta é intensificar filiações e ampliar mobilização.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor do Blog Evidentemente

Os dirigentes do PT de Seabra, na Chapada Diamantina, interior da Bahia, começam a colher alguns frutos na luta do partido por seu fortalecimento no município: amostra disso foi uma ampla reunião realizada no sábado, dia 13, na associação do bairro Tamboril, para discutir a necessidade de intensificar as filiações e ampliar a mobilização política.

Participaram em torno de 40 pessoas – militantes e simpatizantes, inclusive com boa presença feminina, e também representantes de outros partidos, como o vereador Lauro Roberto (Professor Lauro, do REDE/Seabra), e de municípios vizinhos como Ibitiara e Lençóis.

Participou ainda o deputado federal Afonso Florence (PT-Bahia), que tem bases eleitorais na região. Ao falar, ele lembrou os compromissos democráticos do partido e destacou a afinidade com os setores populares e progressistas.

Pedro Lima (presidente do PT), professora Fátima Pina e Afonso Florence
Na avaliação do ex-vereador Smitson Oliveira, que integra a Executiva municipal, a reunião mostrou uma boa participação da militância e claros sinais de crescimento do partido. “Há muito tempo não se via tal vontade de participar”, comentou.

Smitson falou no encontro sobre o processo de filiação partidária. E seu companheiro da Executiva, Celsino Teixeira, discorreu sobre a importância da mobilização para maior inserção do PT no processo social e político.

O partido tem apenas 210 filiados em Seabra, município com cerca de 50 mil habitantes - 30 mil eleitores. Não conseguiu eleger, em 2016, um só dentre os 13 vereadores que compõem a Câmara Municipal, mas no ano passado obteve bons resultados eleitorais, se levamos em conta a votação de deputados federais petistas.

Nos últimos anos, sob a presidência de Pedro Lima, o PT de Seabra vem participando de lutas políticas gerais, como é o caso atual das bandeiras Lula Livre e em defesa da Previdência pública; vem aumentando sua ligação com comunidades populares, inclusive rurais e quilombolas; e teve papel relevante na realização de até agora três encontros de petistas da Chapada (o quarto será no próximo dia 4 em Ibitiara).

terça-feira, 9 de abril de 2019

SALVADOR NAS RUAS POR LULA LIVRE (MOVIMENTO FRACO)

(Foto: Jadson Oliveira)

Por Jadson Oliveira (jornalista/blogueiro) - editor deste blog (nota postada na minha página do Facebook em 08/04/2019)

Nossa bela capital baiana também esteve presente nas ruas participando desta jornada (domingo, dia 7), compartilhada em outras dezenas de cidades no Brasil e pelo mundo.


Claro que valeu, vamos ver até o dia 10, nesta (LULA LIVRE) que é uma das duas principais bandeiras políticas do momento (a outra é a luta contra a destruição da Previdência pública). Participou gente graúda politicamente, a exemplo do senador Jaques Wagner e os deputados Jorge Solla e Lídice da Mata. (Claro que poderiam ter aparecido mais parlamentares e lideranças e, além disso, não participaram as centrais sindicais, sindicatos, movimento estudantil e outros, como o MST).


Como disse, valeu, mas, infelizmente, não foi lá grande coisa, aqui em Salvador, eu e amigos/amigas estimamos em torno de 4 mil pessoas, desfile do Campo Grande ao Porto da Barra/Farol. Dos edifícios na Ladeira da Barra, muita gente acenou em apoio (houve alguém, porém, que lançou um ovo sobre a gente e um cara se irritou, queria passar com seu carro por dentro do desfile, mas foi impedido).


Começou alegre e bonito, mas do meio da Ladeira da Barra em diante foi um desastre. O pessoal foi se separando, fragmentando, dispersando, uma desorganização dos diabos, não se via ou não se ouvia carro de som. A manifestação foi se acabando melancolicamente. É o caso dos organizadores - o pessoal da Frente Brasil Popular - avaliarem.


Pelo Brasil também, me parece, a coisa foi fraca. Li no Brasil 247 (cobertura dos companheiros do Brasil de Fato) a estimativa de 10 mil manifestantes em SP. Só este dado já dá a medida da fraqueza.


Assim e assado, vamos em frente em defesa de LULA LIVRE e da PREVIDÊNCIA PÚBLICA.