quarta-feira, 31 de julho de 2019

DIRIGENTES PETISTAS DA CHAPADA SE REÚNEM NO SÁBADO EM NOVA REDENÇÃO

Ivan Soares, ex-prefeito, anfitrião do encontro (Foto: Smitson Oliveira)

Trata-se do quinto encontro: será na sede da Fazenda Gameleira, a 3 quilômetros da cidade, às 9 horas da manhã do sábado, dia 3.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

Será o V Encontro dos Diretórios Municipais do PT da Chapada Diamantina, interior da Bahia, cujo objetivo central é buscar o fortalecimento do partido na região e analisar a conjuntura política nacional e estadual.

A reunião será na sede da Fazenda Gameleira, a 3 quilômetros da cidade, a partir das 9 horas da manhã do sábado, dia 3. São esperados representantes de diretórios de vários municípios circunvizinhos, conforme informou Ivan Soares, ex-prefeito do município, líder político e principal anfitrião do encontro (é reconhecido também como consagrado violeiro).

O PT, porém, ainda é fraco na Chapada – atualmente, dos 28 municípios da microrregião, tem prefeitos em apenas três: no próprio Nova Redenção, onde o partido está no terceiro mandato consecutivo, e em Ibitiara e Itaetê.

Daí que a necessidade de organização e crescimento está entre as principais metas dos dirigentes petistas. É preciso trocar experiências, detectar o que está pegando, levando em conta os processos eleitorais, no momento inclusive em que está se desenrolando a campanha pela renovação das direções partidárias – nos níveis municipal, estadual e nacional.

Os dirigentes do PT de Seabra, que iniciaram tais encontros no ano passado (a cidade sediou o primeiro e o terceiro dos quatro já realizados – os demais foram em Rio de Contas e Ibitiara), deverão estar presentes com uma boa delegação.

Segundo Ivan, está confirmada a participação do deputado federal Afonso Florence (PT), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e ex-secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia.

terça-feira, 30 de julho de 2019

OLÍVIO EXALTA A POLÍTICA, MAS POLÍTICA ONDE O POVO É SUJEITO E NÃO OBJETO

Olívio Dutra (Fotos: Smitson Oliveira)

O ex-governador gaúcho defendeu em Salvador uma reciclagem do PT: os governos petistas construíram políticas públicas, mas não tocaram nas estruturas de poder. “As reformas foram ficando só no discurso – é evidente que tem de haver uma autocrítica”, disse.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

Numa época em que a política foi duramente criminalizada – a política, os políticos e, em especial, os petistas, chamados até de “petralhas” -, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, um dos fundadores do PT, fez em Salvador uma veemente exaltação do fazer política: só através dela podemos mudar este mundo prenhe de injustiça e desigualdade.

Foi no último sábado, dia 27, no auditório do Sindae (nos Barris), para uma plateia de 250 pessoas, a maioria “jovens” de 60/70 anos, mas também com a presença alvissareira de algumas dezenas de jovens (sem aspas). O outro palestrante foi o economista baiano José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras.

Olívio defendeu uma política feita com o povo (e não para o povo). Ou seja, um tipo de política com plena participação popular, como de fato praticou, com mil e uma dificuldades, quando prefeito de Porto Alegre (1989/92) e governador do estado (1999/2003).

“Temos que atuar de baixo para cima, todos nós temos que ser sujeitos e não objetos da política, tudo que vem de cima para baixo é para piorar”, pregou ele, que foi também ministro das Cidades do ex-presidente Lula e, na década de 1970, em plena ditadura militar, presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.

Mostrou passo a passo na história que, ao contrário, tudo no Brasil vem sendo feito de cima para baixo, em proveito das elites e contra os interesses populares e nacionais. Falou dos 350 anos da escravidão negra, da fase do império, do extermínio na Guerra do Paraguai, da proclamação da República com os “republicanos escravocratas”, da imigração dos europeus para o “branqueamento” dos brasileiros, da Revolução de 1930 e da formação dos sindicatos e da CLT.
José Sérgio Gabrielli e Olívio Dutra, os dois palestrantes

Auditório do Sindae ficou superlotado: em torno de 250 pessoas

Ex-deputado constituinte em 1988, lembrou como as reformas estruturais foram sendo abandonadas. E já falando do período dos governos petistas, com a dependência da formação de maiorias no Congresso, em busca da “governabilidade”: o sistema tributário injusto foi mantido, não se fez a reforma agrária, nem a reforma política, nem a judiciária, o orçamento da União foi estilhaçado com as emendas parlamentares.

(Acrescento como contribuição deste repórter: não foi feita – nem sequer tentada – a tão falada regulamentação da mídia. A população ficou desarmada diante do bombardeio diário das campanhas anti-populares e anti-nacionais, promovidas pela Rede Globo e demais comparsas dos monopólios midiáticos. Campanhas, nos últimos anos, supostamente de combate à corrupção, em conluio com a Lava Jato e o Judiciário).

A metáfora da enxada (o PT precisa ser afiado)

Palavras de Olívio: “Um partido é como um instrumento. Uma enxada, por exemplo: o agricultor não vai para o eito com uma enxada enferrujada, sem o fio ou com dentes no fio. A nossa enxada tocou em toco, em pedra, então o fio dela pode estar precisando ser afiado. Precisamos afiar o fio dessa nossa ferramenta. E a enxada não pode estar frouxa no cabo. Se está frouxa temos de colocar uma cunha, uma cunha nova pra apertar bem a folha. O agricultor não vai para o eito com a enxada numa mão e o chimarrão na outra (pra usar no caso o gaúcho). Ele vai segurar o cabo da enxada com as duas mãos. A nossa ferramenta tem de estar bem firme nas nossas mãos e tem de estar permanentemente sendo afiada, porque ela vai topar terrenos pedregosos, perigosos, de toda ordem, porque não vamos achar sempre o terreno ideal. Vamos cuidar da nossa ferramenta e ela tem de estar nas mãos das bases”.

(Enquanto Olívio Dutra deu seu recado militante, Sérgio Gabrielli deu subsídios para a militância compreender a realidade concreta na qual vai atuar. Mas esta parte será objeto duma próxima matéria).

Mais palavras de Olívio (até hoje, aos 78 anos, militante político):

“Nós criamos o Ministério das Cidades e nunca se falou da reforma urbana”.

“Não mexemos nas estruturas fundamentais do Estado brasileiro: nas esferas federal, estaduais e municipais, e nos três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário”.

“Se diz que para mudar as coisas precisamos dum cara bom, como o Lula. Não, não é assim que a coisa funciona. Temos de fazer uma reflexão de como atuar numa realidade adversa como a de hoje, mais adversa do que aquela da ditadura, onde estava claro quem era o inimigo, o adversário. Agora não, agora a realidade é muito mais complexa, cheia de meandros, coisas que se disfarçam, que enganam. O que temos de fazer? Fazer, por exemplo, como estamos fazendo aqui. Temos que aprender uns com os outros”.

“A estrutura tributária brasileira é pesada, mas é muito mais injusta do que pesada. Num país como o nosso, ela tem que servir também como um elemento distribuidor de renda. A reforma tributária que vem aí (no governo Bolsonaro) não se pode nem pensar nisso. A que apresentamos (no governo Lula), que tinha sido discutida com os movimentos sociais populares – claro que a discussão deveria ter sido muito mais ampliada -, foi sendo abandonada, pois desagradava a nossos aliados. A reforma agrária, que era necessária, urgente – nós a tínhamos no nosso discurso -, foi ficando como na Constituinte. Ficou para o Judiciário resolver. O Judiciário e não a luta social, o interesse social”.

“Eu não tenho a pretensão de responder ‘o que fazer?’ (conforme perguntas feitas em intervenções da plateia). Meu caminhãozinho não tem capacidade para tanta areia. Mas é evidente que não dá pra fazer o que vínhamos fazendo. É evidente que tem de haver uma autocrítica. Mas autocrítica não é dizer que o culpado é Fulano ou Beltrano, e sim avaliar a experiência do nosso partido e também das forças de esquerda com as quais compomos”.

“A democracia não é uma receita pronta e acabada, é uma obra aberta para ser aperfeiçoada. Temos que qualificá-la, ampliando a participação consciente e cidadã, e o controle público sobre o Estado. O Estado não é propriedade dos governantes, dos seus partidários, dos seus familiares, dos seus financiadores de campanha. O Estado Democrático de Direito só pode acontecer na medida em que o povo está controlando a máquina pública, a qual está sempre em disputa”.

“O Estado brasileiro continua sendo uma espécie de propriedade privada das elites”.


Os palestrantes com os organizadores do evento: Goiano (José Donizette), Valdimiro Lustosa e Osvaldo Laranjeira
“A luta democrática para nós é fundamental, a luta pela liberdade do Lula é uma luta democrática. Não porque é o Lula, mas porque ele é a representação de um projeto coletivo, solidário. Temos muita luta a fazer: conscientização, mobilização e reforço das organizações populares”.

“Não vendo a ilusão de que vamos sair disto que temos hoje e cair no socialismo. Não há condições para isso. Mas eu sou socialista, cristão, marxista... imagina o que é isso: talvez não um bom cristão, nem um bom socialista, mas sou um lutador social que está sempre disposto a aprender e, junto com outros, construir um mundo de solidariedade e fraternidade, que é um mundo que não cabe no capitalismo, é um mundo a ser feito”.

“O ser humano não se realiza se não se realizar na sua dimensão política. Ser político, portanto, não é ter um cargo, um mandato executivo, legislativo. Evidente que como partido precisamos eleger representantes para nos representar, não para nos substituir, e gente séria”.

“Ser político é da natureza do cidadão, do ser humano. Quando a gente nasce, o parteiro (ou a parteira) dá um tapa na nossa bunda e a gente grita, chora, porque a gente está saindo de um mundo e entrando num outro mundo, somos políticos até na hora que estamos nascendo”.

“Ocorre que a gente não se assume como político e acaba sofrendo a política dos outros, inclusive dos nossos partidos de esquerda. Partidos centralizados, decidem as coisas de cima pra baixo. O PT surgiu criticando essas coisas, mas às vezes a gente diz uma coisa e pratica outra”.

domingo, 28 de julho de 2019

250 PESSOAS NO DEBATE COM GABRIELLI E OLÍVIO

Auditório do SINDAE ficou superlotado
Olívio Dutra, Valdimiro Lustosa, Osvaldo Laranjeira (dois dos organizadores) e Sérgio Gabrielli

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

O auditório do SINDAE (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente) ficou realmente superlotado ontem (sábado, pela manhã e início da tarde), com gente em pé e sentado pelos cantos: cerca de 250 pessoas, excedendo as previsões mais otimistas dos organizadores.

Tanto que eles anunciaram logo que este foi o primeiro duma série de debates que virão, já que ficou patente a ânsia por entender os desafios da conjuntura social, política e econômica, bem como – e especialmente – por buscar a resposta crucial: o que fazer?

As duas palestras e o debate que se seguiu foram riquíssimos e serão desenvolvidos aqui no Blog Evidentemente e nas redes sociais no decorrer da semana, inclusive com ampla cobertura fotográfica. Por enquanto, dou apenas uns toques reduzidíssimos:

O economista José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás, fez primeiro uma apreciação técnica sobre o desenvolvimento do capitalismo no Brasil, mostrando a hegemonia hoje do capital financeiro, o crescimento avassalador dos fundos de investimento.

E no final, avançou com dados para subsidiar a busca de ‘o que fazer?’, mostrando que, na nova fase histórica do desenvolvimento capitalista, a classe trabalhadora mudou sua composição, suas características. Não é mais a mesma formada a partir da Revolução de 1930 – daí que “mudaram as perguntas e mudaram as respostas”.

Já o ex-governador gaúcho Olívio Dutra, com grande bagagem de militância sindical (como Gabrielli, quadro histórico do PT), bateu firme na necessidade de se fazer política “com o povo” e não “para o povo”.

Deixou claro que os governos do PT, ao lado dos êxitos das políticas públicas aplicadas, não deram um passo sequer no sentido de alterar as estruturas de poder do Estado brasileiro – estruturas, claro, injustas e anti-populares por excelência.

Quem quiser assistir as mais de quatro horas de palestras/debates é só acessar o Facebook do SINDAE, que nos brindou com uma cobertura em tempo real.

Você pode acessar pelo Google digitando Sindae Facebook ou através de www.facebook.com/sindaeba/ (Note que as fotos usadas aqui são, por enquanto, improvisadas a partir do vídeo disponibilizado pelo SINDAE na sua página do Face).

sexta-feira, 26 de julho de 2019

VELHOS MILITANTES BANCÁRIOS VÊM A SALVADOR PARA DEBATE COM OLÍVIO E GABRIELLI - AMANHÃ, SÁBADO, 10 HORAS, NO SINDAE (NOS BARRIS, DEFRONTE DA BIBLIOTECA CENTRAL)

Por Jadson Oliveira - jornalista/blogueiro - editor deste Blog Evidentemente

São eles Geraldo Guedes, que mora em Brumado, no sudoeste da Bahia, e Smitson Oliveira, mora em Seabra, na Chapada Diamantina.

Geraldo, hoje advogado, foi o primeiro a se mexer para derrubar a pelegada da ditadura no Sindicato dos Bancários. O pioneiro nessa luta (no pós AI-5), a partir de 1972, luta que veio a se organizar na Oposição Sindical, Chapa Verde (em 1975 - vetada pelos "órgãos de segurança"), e depois Movimento Participação, que veio a desembocar na chapa vitoriosa de 1981, presidida por Osvaldo Laranjeira (um dos organizadores da palestra/debate). Publiquei a história desta luta iniciada por Geraldo (do antigo BANEB) em 1980, quando das comemorações dos 80 anos do sindicato. (História somente do período de 1972 a 1975).

Smitson também era do BANEB, mas foi demitido por perseguição, devido à sua militância, na época do então presidente do banco, Clériston Andrade. Smitson militou já um pouco mais adiante, já no Movimento Participação. Hoje é aposentado do Banco do Brasil, dirigente do diretório municipal do PT e fotógrafo (sua presença é garantia duma cobertura fotográfica ampla e de boa qualidade).

Registro mais três presenças (me desculpem, serão muitas, mas não posso falar de todas):

George Sá, aposentado do BANEB, deve estar na faixa dos 80 anos. Foi da geração de militantes que estava na frente de luta pós golpe de 64. A turma tomou "um chega pra lá" quando do AI-5. Quando a luta foi retomada a partir de 1972, George e outros de seus companheiros (me lembro bem de Nilton Coutinho, do Banco do Brasil, que, infelizmente, já se foi) passaram a atuar como nossos assessores, nos ensinaram muito.

Outro que não vai perder a oportunidade de abraçar o companheiro Olívio Dutra é nosso Pedro Barbosa, o Pedrinho (aposentado do Banco do Nordeste), que foi secretário geral da diretoria de 1981 a 1984. Grande militante político e grande figura.

Mais um, este não é bancário, mas metalúrgico: Zé Costa (entre amigos Zé Paraíba). Foi o primeiro presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, a partir de 1982, quando foi defenestrado o então pelego da ditadura. Ele está se recuperando duma cirurgia delicada, mas garantiu que se DEIXAREM ele estará entre nós no sábado, amanhã.

Zé Costa aparece numa foto que vai publicada acima, foto recente, ele está entre Jadson (este repórter que vos fala) e o primeiro mencionado Geraldo Guedes.

Vão mais duas fotos: uma de George Sá (foto de 2013, quando da festa dos 80 anos do sindicato) e outra de Smitson (fácil de identificar, pois está com pose de fotógrafo).

quinta-feira, 25 de julho de 2019

COMO ESTÁ O BRASIL DE BOLSONARO, LAVA JATO E VAZA JATO?


Vivemos sob um novo tipo de ditadura? Ou será a tal da “democracia híbrida”, conceito cunhado pelo sociólogo português Boaventura de Sousa Santos? Vamos debater com Olívio Dutra e Sérgio Gabrielli.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

É a conjuntura política e econômica do Brasil do governo Bolsonaro, da Operação Lava Jato e do seu contraditório - a Vaza Jato - que estará em debate depois de amanhã, sábado, dia 27, em Salvador (pela manhã, no auditório do SINDAE, nos Barris).

A partir de palestra de dois pesos pesados da política e da economia, ambos quadros históricos do PT: o ex-governador gaúcho Olívio Dutra e o economista baiano José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás.

Olívio tem como marca exemplar de sua militância sindical e política o apego visceral à participação popular e à conduta simples e ética. É isso que atesta a trajetória inteira de sua vida, seja como dirigente do sindicato dos bancários no Rio Grande do Sul, seja como prefeito de Porto Alegre, governador do seu estado e ministro do ex-presidente Lula.

Só para ilustrar: o revolucionário instituto do orçamento participativo, reconhecido nacional e internacionalmente, nasceu e ganhou fama na sua gestão à frente da prefeitura da capital gaúcha (1989/92). Não é à toa que foi lá o berço do Fórum Social Mundial.

Será, por certo, uma ótima oportunidade para ouvir dele (e com ele debater) sua visão dos desafios que as forças populares, democráticas e nacionalistas têm na difícil conjuntura atual. Inclusive sobre as alternativas vislumbradas pelo PT, ao lado duma avaliação criteriosa dos seus acertos e erros nos 14 anos de presidência.

Já Gabrielli, que é professor titular aposentado da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA, conforme antecipou de forma bem resumida, apontará para a consolidação da financeirização da economia, como consequência das medidas adotadas no pós impeachment da presidenta Dilma e neste início do governo presidido por Jair Bolsonaro.

Para ele, acabou toda a perspectiva de expansão da indústria nacional e dos setores do comércio e serviços. “Até o governo Dilma ainda havia um embrião de projeto social brasileiro, hoje isso foi para o espaço”, diz o também ex-secretário de Planejamento da Bahia.

Continua o professor Gabrielli: Houve um abandono do investimento produtivo, com enorme expansão do investimento financeiro, que não gera emprego nem atividades produtivas. Trata-se, portanto, dum processo de destruição do Estado brasileiro, de subordinação à dinâmica internacional e do abandono de qualquer perspectiva de diminuição da desigualdade.

Esta mesma análise será desenvolvida por ele nos debates ora em curso e que serão incrementados nacionalmente, no âmbito do PT e outras forças progressistas, até o mês de novembro, visando a adoção de definições políticas da oposição.

Os organizadores do evento são Goiano (José Donizette), Osvaldo Laranjeira e Valdimiro Lustosa, velhos militantes e dirigentes do sindicalismo bancário que continuam atuantes, de uma forma ou de outra, no movimento popular e democrático.

terça-feira, 23 de julho de 2019

GOLPE E GOVERNO BOLSONARO CONSOLIDAM A FINANCEIRIZAÇÃO DA ECONOMIA

José Sérgio Gabrielli (Foto: Internet)

Para o economista Sérgio Gabrielli, vivemos “uma nova fase histórica e não apenas uma mudança de conjuntura”. Ele e o ex-governador gaúcho Olívio Dutra farão palestra em Salvador no próximo sábado, dia 27, pela manhã (no Sindae - Barris).

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

Até o governo de Dilma Rousseff havia um embrião de projeto social brasileiro, com alguma perspectiva de expansão da indústria nacional e de expansão do comércio e serviços.

Mas, “a partir do impeachment e do governo Bolsonaro, tais perspectivas foram para o espaço”, diz José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás e professor titular aposentado da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA.

Observa que se trata “duma nova fase histórica e não apenas uma mudança de conjuntura”. Pode-se dizer também uma mudança na forma de desenvolvimento. (Acrescento eu - que não entendo quase nada de economia - uma nova cara do capitalismo no Brasil, mais feia e mais cruel para as camadas populares).

O professor Gabrielli continua explicando, numa antecipação – claro que muito resumido – do conteúdo que pretende apresentar e debater no próximo sábado, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto:

O que se deu a partir da derrubada de Dilma em 2016?

1 – A indústria nacional se atrelou inteiramente à indústria internacional;

2 – O comércio se transforma crescentemente num comércio de grandes cadeias, com a destruição dos pequenos comerciantes;

3 – Os serviços viraram um setor profundamente integrado com a indústria internacionalizada.

Para fechar o quadro da nova realidade econômica e social do país: houve um abandono do investimento produtivo, com enorme expansão do investimento financeiro, que não gera emprego nem atividades produtivas.

Conclusão: chega-se assim a uma nova configuração do bloco de poder e sustentação do presidente Jair Bolsonaro, num processo de destruição do Estado brasileiro, de subordinação à dinâmica internacional e do abandono de qualquer perspectiva de diminuição da desigualdade.

Esta análise será desenvolvida por Gabrielli também nos debates ora em curso e que serão incrementados nacionalmente, no âmbito do PT e outras forças progressistas, durante o segundo semestre, visando a adoção de definições políticas da oposição.

Tanto Gabrielli como Olívio Dutra, os dois palestrantes convidados para o debate do próximo sábado, são quadros históricos do PT reconhecidos nacionalmente.

Os organizadores do evento são Goiano (José Donizette), Osvaldo Laranjeira e Valdimiro Lustosa, velhos militantes e dirigentes do sindicalismo bancário que continuam atuantes, de uma forma ou de outra, no movimento popular e democrático.

Serviço
O que é
: Palestra/debate com o baiano José Sérgio Gabrielli e o gaúcho Olívio Dutra sobre a conjuntura política e econômica
Quando: 27 de julho, sábado, às 10 horas
Onde: Auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (SINDAE) - Rua General Labatut, 65 – Barris (em frente da Biblioteca Central)
Como participar: Aberto ao público

domingo, 21 de julho de 2019

JESSÉ SOUZA: NO BRASIL DE BOLSONARO, “SE DEBATE UMA ESQUERDA SEM BÚSSOLA”


Jessé Souza (Foto reproduzida de Carta Maior)
SUBSÍDIO DESTE BLOG PARA O DEBATE COM O BAIANO SÉRGIO GABRIELLI E O GAÚCHO OLÍVIO DUTRA, DOIS QUADROS HISTÓRICOS DO PT.

Pequeno trecho da matéria ‘Carta de Paris: Jessé Souza: A Lava Jato desqualificou a Justiça – Sociólogo explica em Paris o Brasil de Bolsonaro”, de Leneide Duarte-Plon, em Carta Maior, de 04/07/2019 (título acima é deste blog).

(...)

(Jessé) Souza apresentou uma conjuntura bastante difícil para o Brasil, que vê dominado por um sistema racista de uma elite cínica, que manipula a classe média com uma falsa narrativa anticorrupção e, na verdade, usa o Estado para enriquecer. Diante desse governo, se debate uma esquerda sem bússola.

«A esquerda não tem nenhuma narrativa política para o Brasil, jamais teve mas é arrogante pois pensa que tem. O Brasil tem uma esquerda sem as armas simbólicas para efetivamente criar uma narrativa que tenha uma direção para o futuro»

(...)

Este blog destaca apenas os dois parágrafos acima, para provocar polêmica entre as esquerdas e, especialmente, entre os petistas. A matéria é, evidentemente, muito mais abrangente, com abordagens contundentes que merecem ser pensadas e discutidas. Vai o link aí:

Para reforçar o ponto destacado, vai transcrito a seguir trecho do livro ‘A classe média no espelho’, do mesmo Jessé (editora Estação Brasil, páginas 157/158):

O QUE SERIA DA ESQUERDA SEM O TINO E A ASTÚCIA POLÍTICA DE LULA? (título deste blog)

(...)

O fato de o Partido dos Trabalhadores ter desenvolvido, a partir do carisma do ex-presidente Lula, o “lulismo”, na expressão marcante de André Singer, como política de amparo aos mais pobres e marginalizados deve-se mais ao tino e à astúcia política do grande líder popular do que a um projeto partidário articulado e consciente. A lealdade conquistada nesses setores, antes os grotões mais conservadores da política brasileira, foi o ganho mais duradouro de uma política que, apesar de virtuosa, não soube mobilizar nem se proteger.

Apesar das conquistas históricas na luta contra a desigualdade abissal, a falta de um projeto alternativo deliberado explica boa parte da colonização do partido popular pelo discurso elitista do moralismo de fachada. Explica também boa parte do seu comportamento errático e hesitante em questões fundamentais, como, por exemplo, em relação ao aparato jurídico-policial do Estado.

Muitos, até pessoas argutas e inteligentes politicamente, não entendem claramente este ponto. A maioria acha que basta ter um projeto econômico alternativo e mais inclusivo que, espontânea ou magicamente, as pessoas vão compreender seu significado e seu benefício. Não se percebe a importância crucial de elaborar uma narrativa, ou seja, um projeto articulado alternativo ao elitista. Sem tal projeto convincente de longo prazo, não se sabe em que sentido, por exemplo, reformar o Estado, o Judiciário ou a política.

(...)

terça-feira, 16 de julho de 2019

OLÍVIO DUTRA AJUDOU BANCÁRIOS BAIANOS NA LUTA CONTRA PELEGOS DA DITADURA


Laranjeira e Lustosa: primeira diretoria pós-ditadura (Foto: Smitson Oliveira)
Boa oportunidade para se discutir a conjuntura nesses tempos conturbados de Bolsonaro, Lava Jato e Vaza Jato.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor deste Blog Evidentemente

Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul e quadro histórico do PT, que no próximo dia 27 fará palestra aqui em Salvador sobre a conjuntura brasileira, tem uma ligação histórica com o sindicalismo dos bancários baianos: em 1979, numa assembleia que entrou para a história, no Clube de Engenharia da Bahia, ele conclamou a militância a se unificar para derrotar a pelegada que comandava o Sindicato dos Bancários.

E foi a unificação de todas as tendências políticas de esquerda da oposição sindical – então chamada Movimento Participação – que levou à vitória na eleição sindical de 1981, depois de duas tentativas fracassadas em 1975 e 1978. Olívio foi presidente do Sindicato dos Bancários em Porto Alegre e era então liderança sindical respeitada nacionalmente.

Lustosa (1) gosta de realçar essa vinculação com Olívio, reforçando o peso político que sua experiência como dirigente sindical emprestou ao movimento dos bancários baianos. Claro que Laranjeira (2) também recorda muito bem tais fatos, mesmo porque foi ele quem dirigiu a histórica reunião do Clube de Engenharia e foi ele quem acabou encabeçando a chapa unificada e vitoriosa de 1981.

A militância de Lustosa na oposição bancária de Salvador tem uma particularidade: foi ele o único, entre os mais destacados, que participou desde 1972 – quando militantes bancários começaram a se mexer, após a derrocada do AI-5 – até a chapa de 1981. Integrou então a primeira diretoria do sindicato (1981-1984) no que pode ser considerado como pós-ditadura, pelo menos no âmbito do sindicalismo bancário.

Daí que Lustosa se recorda de que Olívio Dutra ajudou também o movimento desde o início, quando a influência da oposição sindical na Bahia era ainda muito fraca e a repressão da ditadura militar sufocava os anseios democráticos. Em 1974 o então militante sindical gaúcho – ele chegou à presidência da entidade em 1975 - “esteve com a gente aqui em Salvador para nos transmitir experiência e nos orientar na nossa luta, me lembro, nos reunimos na AEABA, associação dos engenheiros agrônomos, ali junto da entrada do bar Quintal/Raso da Catarina, na Avenida Sete”, conta Lustosa.

Esta ligação de Olívio com o sindicalismo baiano é um dos motivos do convite para que ele integre, ao lado do baiano José Sérgio Gabrielli (ex-presidente da Petrobrás e também quadro histórico do PT), a mesa de palestra/debate no próximo dia 27, conforme detalhado no cartaz acima. Além de Lustosa e Laranjeira, a comissão de organização do evento é composta ainda por Goiano (3).

Observações:

(01) Valdimiro Lustosa Soares trabalhou no Banco do Estado da Bahia (Baneb); depois da gestão sindical, dirigiu a caixa de assistência médica dos funcionários do banco (Casseb).

(02) Osvaldo Laranjeira trabalhou do Banco do Estado de São Paulo (Banespa); começou sua militância em SP, transferindo-se em seguida para Salvador, onde se incorporou à oposição sindical.

(03) José Donizette (Goiano) trabalhou em bancos como o Nacional do Norte (Banorte), militou em várias frentes e integrou também a chapa de 1981. Tem se destacado por sua ação política e cultural, especialmente em Seabra (Chapada Diamantina).

segunda-feira, 15 de julho de 2019

CASALDÁLIGA: UM BISPO CONTRA TODAS AS CERCAS

(Foto: reproduzida da Internet)

Biografia de Dom Pedro Casaldáliga será lançada na próxima quinta-feira, dia 18, às 18:30 horas, no Museu de Arte da Bahia/MAB - Corredor da Vitória.

Por Ícaro Lima – do site Agenda – arte e cultura – UFBA, de 10/07/2019 (o título acima é da edição deste blog)

Um religioso espanhol, radicado no Brasil e conhecido como o “bispo do povo”. É essa história relatada no livro “Um Bispo Contra Todas as Cercas – A vida e as causas de Pedro Casaldáliga”. A obra será lançada no próximo dia 18, no Museu de Arte da Bahia, às 18h30. O encontro será aberto ao público.

A biografia foi escrita pela jornalista e escritora Ana Helena Tavares e narra a vida de Dom Pedro Casaldáliga, espanhol que chegou ao Brasil em 1968 e tornou-se bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, onde vive desde então. Ele dedicou sua vida à luta em favor dos pobres, contra a opressão, a ditadura e a tortura, enfrentando latifundiários que comandavam os assassinatos de indígenas e posseiros naquela região.

A cerimônia é promovida pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-BA, o Grupo Tortura Nunca Mais, a Associação de Advogados e Advogadas Pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC) e a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD). Recebe também o apoio das seguintes entidades: Cáritas Brasileira, Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Memorial Marighella Vive, Rede Jubileu Sul Brasil (RJS), Conselho Pastoral de Pescadores ( CPP), Sindicato dos Servidores da Fazenda (SINDISEFAZ) e do Museu de Arte da Bahia.

Na mesma noite, haverá também uma roda de conversa e sessão de autógrafos com Ana Helena Tavares, que também escreve no blog “Quem Tem Medo de Democracia” e autora do livro “O Problema é ter medo do medo – o que o medo da ditadura tem a dizer à democracia”.

Serviço
O que é
: Lançamento do livro “Um Bispo Contra Todas as Cercas – A vida e as causas de Pedro Casaldáliga”
Quando: 18 de julho, às 18h30
Onde: Museu de Arte da Bahia, Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória
Como participar: Aberto ao público

SOFREU REPRESSÃO E CENSURA NA DITADURA
A obra traça sua trajetória com foco nas causas que abraçou, tais como: educação laica, mista e libertadora; Reforma Agrária; erradicação do trabalho escravo; reconhecimento dos direitos dos povos indígenas.
Foram muitas as cercas contra as quais o bispo lutou, notadamente na ditadura militar, quando sofreu repressão, censura e foi quase expulso do Brasil. Mesmo depois disso, continuou ameaçado de morte.
Trata-se da biografia de um homem perseguido. Mas não amargurado. Um poeta que sabe fazer versos com a dor e transformá-la em ação.
(Trecho de matéria do site da Comissão Pastoral da Terra/CPT, de 24/04/2019, quando do lançamento em Goiânia/GO).

quarta-feira, 10 de julho de 2019

OLÍVIO DUTRA - MILITANTE, PREFEITO, GOVERNADOR: NUNCA PERDEU O RUMO

Olívio Dutra (Foto reproduzida do documentário)

É o que mostra o documentário ‘O Galo Missioneiro’, sobre a militância do ex-governador gaúcho que estará, no próximo dia 27, em Salvador, debatendo sobre a conjuntura, ao lado do baiano Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor do Blog Evidentemente

Faz pouco tempo, quando a campanha fascista de criminalização da política e dos políticos, em especial os petistas, começou a empolgar grande parte dos brasileiros, escrevi um artigo mencionando três políticos pelos quais eu meteria a mão no fogo, por seus compromissos éticos e com as causas populares e nacionalistas.

Adivinhe quem foi o primeiro da lista. Ele mesmo: Olívio Dutra (os outros foram a deputada Luíza Erundina, do PSOL-SP, e o ex-senador Roberto Requião, do MDB-PR). Agora tive a oportunidade de me emocionar com o vídeo ‘O Galo Missioneiro – a trajetória de um militante’, mostrando, com a sobriedade adequada ao retratado, a retidão moral e política de uma vida inteira.

Começou a se projetar na vida pública como militante sindical bancário (sobre esta faceta e sua ligação com os bancários baianos farei um artigo específico). Foi nesta condição que se encontrou pela primeira vez, em 1975, com o ex-presidente Lula, ambos então dirigentes sindicais, encontro registrado no documentário e ressaltado por Lula na semana passada, no início de sua entrevista ao site gaúcho Sul21.

A partir daí, a parceria dos dois passou pela fundação do PT em 1980 e continuou até hoje. No filme, quando da campanha para o governo do Rio Grande do Sul, em 1998, vemos Lula levantando o braço de Olívio e gritando, em meio à euforia popular: “Vocês vão eleger governador um índio de Bossoroca” (município natal de Olívio, na região das Missões). Vemos também os dois juntos na caravana petista, no início de 2018, pelo interior gaúcho.

O documentário ressalta bem o que, de fato, é o mais saliente da notável trajetória política do nosso “missioneiro”: sua fidelidade à crença de que a ação política é fundamental e só faz sentido se for casada com a participação popular. O chamado orçamento participativo, um achado magnífico do PT a partir do mandato de Olívio como prefeito de Porto Alegre (1989-92), ganhou fama nacional e internacional. Não por acaso o Fórum Social Mundial começou pela capital gaúcha.
Foto histórica da fundação do PT em 1980: Sérgio Buarque de Holanda, Olívio e Lula (reproduzida do GGN)
No filme, Olívio e Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, batem papo sobre a vida e a política
"Cidadão comum" andando de ônibus pela cidade
Como prefeito, governador e ministro, nunca perdeu seu rumo, nunca abandonou seu apego ao diálogo com os movimentos sociais, com as forças democráticas, populares e nacionalistas e também com outras forças representativas da sociedade. Mas sem tergiversações, sem ilusões e sem concessões aos donos do dinheiro e do poder, que parecem cultivar os mesmos anti-valores sociais vigentes durante os 350 anos de escravidão negra.

Certamente por essa sua firmeza de propósitos e ação, várias lideranças populares aparecem no documentário ressaltando a autenticidade do Olívio “cidadão comum”, longe daquela imagem caricata de político que parece ter um Deus na barriga. Não é à toa que ele é visto se deslocando de transporte coletivo pela cidade e pedalando uma bicicleta: “Fui, sou e quero continuar sendo um militante”, diz.

De fato, há alguns anos sem mandato, hoje com 78 anos, ele continua militando e não foge da raia quando o tema são as denúncias e críticas ao PT, especialmente no quesito corrupção: crê que o partido, ao lado dos enormes êxitos na política de inclusão social nos governos Lula e Dilma – e por isso mesmo vítima de terrível campanha de desinformação da grande mídia - cometeu erros graves que precisam ser avaliados com rigor. Já deu entrevista defendendo claramente a necessidade duma autocrítica corajosa e apontando que pessoas importantes dentro do PT macularam seu patrimônio ético.

É esta figura emblemática de integridade na política que os baianos de Salvador terão oportunidade de ouvir e com ele debater sobre a atual conjuntura política e econômica, decorridos seis meses do governo de extrema direita presidido por Jair Bolsonaro. E enquanto perdura o bombardeio do chamado Vaza Jato – divulgação dos diálogos altamente comprometedores do ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato, através do site The Intercept Brasil.

Ao seu lado, outro palestrante de peso: José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás e professor titular de Economia (aposentado) da Universidade Federal da Bahia (UFBa). Ambos são quadros históricos do PT.

O debate será no auditório do Sindae (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia), nos Barris (em frente à Biblioteca Central), no dia 27/julho (sábado), a partir das 10 horas da manhã.

Clique no link abaixo para ver o documentário:

quinta-feira, 4 de julho de 2019

MANIFESTAÇÕES POLÍTICAS NO 2 DE JULHO (FOTOS)

(Todas as fotos: Jadson Oliveira)
Por Jadson Oliveira - jornalista/blogueiro - editor deste Blog Evidentemente

Registro fotográfico de todas as manifestações políticas e partidárias durante o desfile, pela manhã, do 2 de Julho/2019 - da Lapinha ao Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador -, incluindo as poucas do pessoal da direita. Talvez seja mais apropriado dizer que estão aí as manifestações explicitamente políticas, porque sabemos que, no fundo, no fundo, tudo tem um pouco ou muito de política.

Daí que ficam de fora, por exemplo, as belas e animadas apresentações de filarmônicas e fanfarras, bem como de escolas e seus/suas balizas, com evoluções sempre muito aplaudidas. Na verdade, tais expressões culturais têm um peso político geralmente bem mais significativo. Fazem parte da tradição popular, do gosto popular, estão inseridos, ideologicamente, naquilo que os estudiosos costumam chamar de senso comum.

Mas vamos às fotos das manifestações e protestos explicitamente políticos: