quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

BRASIL: PSOL DEFENDE SAÍDA PARA A CRISE PELA ESQUERDA

Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Luciana Genro (Foto: Carta Maior)

O partido critica ajuste fiscal de Dilma, mas não apoia os golpistas que pedem o impeachment da presidenta recém-eleita.

Por Najla Passos, no portal Carta Maior, de 11/02/2015 

O PSOL apresentou nesta terça (10), na Câmara, um conjunto de alternativas para que o Brasil saia da crise em que se encontra. Alternativas que, ao contrário do modelo adotado pelo novo governo da presidenta Dilma Rousseff, protegem os interesses dos mais pobres e penalizam os mais ricos, como banqueiros e grandes empresários.

“O PSOL defende que é possível enfrentar a crise ampliando direitos – especialmente das minorias oprimidas – aumentando investimentos, enfrentando e rompendo com os interesses dos mercados e realizando profundas reformas populares”, diz o manifesto intitulado ‘Diante da grave crise, a saída é pela esquerda’.  

No documento, o partido avalia que “o governo Dilma e o PT se renderam totalmente aos interesses do mercado e suas imposições de austeridade”. “Nós vivemos uma espécie de estelionato eleitoral. Os milhões de votos dados à presidenta Dilma no segundo turno não foram para ela fazer ajuste fiscal e tarifaço”, afirma a ex-candidata do PSOL à presidência, Luciana Genro.  

O presidente do PSOL, Luiz Araújo, esclareceu que, apesar de ter se posicionado no segundo turno da eleição somente contra o voto no candidato do PSDB, Aécio Neves, o partido mantém a clara postura de oposição ao governo Dilma. “No 2º turno, a posição do partido foi a de nenhum voto em Aécio, mas alertamos o tempo todo que as diferenças entre os dois candidatos eram tênues”, justificou.

De acordo com ele, dentre as alternativas proposta pelo PSOL consta a revogação das medidas recém-anunciadas que retiram direitos, como as que restringiram as regras de acesso ao seguro-desemprego e à pensão do INSS, e da Lei Geral de Desestatização, herdada dos governos Collor e Fernando Henrique Cardoso, que ainda permite a privatização do patrimônio público.
 

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