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sábado, 30 de julho de 2022

LARANJEIRA: “LUTAR POR UM SISTEMA FINANCEIRO CONTRA-HEGEMÔNICO SE FAZ NECESSÁRIO”

Osvaldo Laranjeira: considerações sobre diretrizes do provável Governo Lula (Foto: Smitson Oliveira)

“As pessoas, os trabalhadores, as famílias, assim como as pequenas e microempresas estão quebradas em níveis alarmantes”

Por Osvaldo Laranjeira – militante político, ex-presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia – em julho/2022 (título e destaque acima, bem como a definição dos parágrafos, são deste blog)

FRAGMENTOS DE UM DISCURSO MILITANTE -  I

Começo estes Fragmentos fazendo pequenas considerações sobre algumas das recém publicadas Diretrizes para o Programa de Reconstrução e Transformação do Brasil, as quais constituirão o Programa do Governo Lula (se ele ganhar as eleições, claro). Como o terceiro mandato de Lula será também um Governo de coalizão, muito provável que - e aqui menciono uma circunstância atenuante, do ponto de vista e dos desejos de um militante petista - muitas limitações na aplicação do Programa acontecerão.

A Diretriz que modestamente comento é a de número 60 que assim diz:

"Como a renda familiar dos brasileiros e brasileiras desabou e o endividamento das famílias explodiu, já são mais de 66 milhões de pessoas inadimplentes, vamos promover a renegociação das dívidas das famílias e das pequenas e médias empresas por meio dos bancos públicos e incentivar os bancos privados para oferecer condições adequadas de negociação com os devedores. Avançaremos na regulação e incentivaremos medidas para ampliar a oferta e reduzir o custo do crédito".

Creio ser uma medida urgente, após a posse de Lula. Pois, de fato, as pessoas, os trabalhadores, as famílias, assim como as pequenas e microempresas estão quebradas em níveis alarmantes. Graças ao comprometimento, de parte crescente dos seus orçamentos, com o pagamento dos serviços decorrentes do endividamento financeiro, conforme Márcio Pochmann. Ou seja, quase todo mundo está "pendurado" nos Bancos ou no crediário.

Isto é muito ruim, tanto para a população quanto para a Economia, uma vez que, quando as pessoas se endividam muito, compram pouco. Sobra mês e falta salário. O efeito demanda fica travado. Se cerca de da renda das pessoas está destinado ao pagamento de despesas financeiras (juros, tarifas, etc) ocorre, de fato, uma real transferência de renda da população para os banqueiros. Como diz o Prof. Ladislau Dowbor, "o brasileiro trabalha muito, mas os resultados são desviados das atividades produtivas para a chamada ciranda financeira, que não reinveste na economia".

Uma das causas dessa situação são as altíssimas taxas de juros cobradas pelo SISTEMA FINANCEIRO BRASILEIRO. Quem precisa recorrer às linhas de crédito existentes, tais como Cartão de Crédito, Crediário (Comércio), Cheque Especial, CDC - Bancos (financiamento de automóveis), Empréstimo Pessoal nos Bancos e Empréstimo Pessoal nas Financeiras, paga uma Taxa de Juros para Pessoa Física, em Maio/2022, em média de 117,27 % a.a., conf. a ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Tão catastrófica quanto, é a situação das 5,5 milhões de Micro e Pequenas Empresas, cuja inadimplência bate recorde com a alta da inflação e juros altíssimos, conf. o G1 (Globo), que traz a seguinte conclusão a respeito das famílias: "endividamento e inadimplência batem novo recorde em abril: muitas delas tiveram que recorrer a empréstimos com instituições financeiras para sobreviver durante a pandemia, e agora estão tendo dificuldades para pagar as parcelas". O pior está por vir, pois as taxas de juros vêm crescendo mês a mês.

O resultado dessa situação excludente e escorchante para a população é o enriquecimento fácil de banqueiros e rentistas (Os 5 maiores bancos brasileiros - Banco do Brasil, CEF, Bradesco, Itaú e Santander - lucraram, no ano de 2021, mais de 94 bilhões de reais. Dinheiro que não é revertido para a produção social). Renegociar as dívidas, aumentar a oferta de crédito, baratear as taxas de juros são medidas corretas e necessárias. É preciso enfrentar estruturalmente a agiotagem praticada pelos intermediários financeiros de forma prioritária. Isso para, conforme Ladislau Dowbor, colocar a economia brasileira nos trilhos.

Temos um Sistema Financeiro que está na contramão das necessidades da população brasileira, sobretudo dos mais pobres. Lutar por um Sistema Financeiro contra-hegemônico se faz necessário. Já temos um horizonte que são as FINANÇAS SOLIDÁRIAS, democráticas, sustentáveis, sem agiotagem e voltadas para o desenvolvimento das comunidades.

(Conforme indica a numeração, virão outros “fragmentos”)


terça-feira, 26 de julho de 2022

“EFEITO LULA” PREPARA NOVA VIRADA NA ELEIÇÃO DA BAHIA

Lula participou dos festejos do último 2 de Julho, em Salvador, ao lado de Jerônimo

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, não tem dúvida: o "efeito Lula" já está impactando a candidatura de Jerônimo.

Por Jadson Oliveira – jornalista, editor deste Blog Evidentemente - em 26/07/2022

A última pesquisa Quaest/Genial mostra que o candidato ao governo da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, salta de 11% para 38% das intenções de voto quando é apresentado ao eleitorado como aliado do ex-presidente Lula.

Antes do eleitor conhecer o apoio de Lula, ACM Neto (União Brasil, ex-DEM) chegava a 61% das intenções. Depois, o placar muda drasticamente de 61 x 11 para 43 x 38. Jerônimo sobe para 38% e Neto cai para 43%.

A influência do ex-presidente é compreensível: pesquisa do mesmo instituto aponta que Lula, na Bahia, no primeiro turno, tem 62% da preferência dos eleitores, contra apenas 19% de Bolsonaro.

O nome de Jerônimo, ainda pouco conhecido, é reforçado ainda pelo apoio de Rui Costa, cujo governo é muito bem avaliado pelos baianos, principalmente no interior do estado.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, não tem dúvida: o "efeito Lula" já está impactando a candidatura de Jerônimo.

Uma outra pesquisa – da AtlasIntel/jornal A Tarde -, divulgada no último dia 17, confirma o bom desempenho do candidato petista: no primeiro turno, Jerônimo aparece com 32,6% das intenções de voto contra 39,7% de ACM Neto (João Roma, do PL, candidato do bolsonarismo, ficaria com 10,5%).

Lideranças do PT na Bahia, a exemplo do deputado federal Jorge Solla, acreditam que a “virada” virá naturalmente no decorrer da campanha. “Jerônimo tem bons padrinhos políticos”, diz Solla, referindo-se a Lula e Rui Costa.

Ativistas com atuação na Chapada Diamantina, interior baiano, compartilham da avaliação de Solla. É o caso de José Donizette, mais conhecido como Goiano, com longa militância política e cultural na região, especialmente em Seabra, que atesta a boa receptividade da campanha Lula presidente e Jerônimo governador.

Por que “nova virada”?

Porque os militantes políticos não esquecem a virada histórica de 2006, quando o ex-governador (hoje senador) Jacques Wagner enterrou o reinado do velho ACM na Bahia.

Wagner passou toda a campanha eleitoral amargando derrota avassaladora nas pesquisas para o candidato do então poderoso ACM, Paulo Souto (do PFL, que virou DEM, que virou União Brasil).

Na noite de 1º. de outubro de 2006 (domingo de eleição), a grande surpresa (para todos habituados a confiar nas pesquisas): a contagem dos votos apontou a vitória de Wagner no primeiro turno.

Os petistas de Salvador inundaram o largo de Santana (conhecido também como largo da Dinda), no Rio Vermelho, onde costumam festejar suas vitórias (e chorar suas derrotas). Foi uma noite de festa inesquecível.

domingo, 10 de julho de 2022

SÃO 13 DOMINGOS DE HOJE ATÉ 2 DE OUTUBRO: CITE 13 MOTIVOS PARA SEABRA VOTAR NO PT

Uma boa razão para os seabrenses votarem no PT: Hospital Regional da Chapada, em Seabra, inaugurado pelo governador Rui Costa em dezembro/2017 (Foto: Internet)

“Espero que, com Jerônimo governador e Lula presidente, possamos festejar, em breve, a sede em Seabra da Universidade Federal da Chapada”, diz Smitson.

Por Jadson Oliveira – jornalista – editor do Blog Evidentemente - em 10/07/2022

Desafiado, o ex-vereador Smitson Oliveira, dirigente municipal do partido, que vive com o 13 na bandeira e na cabeça, não hesitou:

“Agora mesmo, dou os 13 motivos, talvez mais… tudo realizações de governos do PT” – falava com um grupo de amigos, alguns petistas e outros nem tanto.

“Posso iniciar? Depois, quando a campanha de fato começar, vou pedir o voto no 13: Lula presidente e Jerônimo governador”.

E citou, com a convicção do militante petista:

1 – Instalação em Seabra do IFBA (Instituto Federal da Bahia);

2 – As casas do ‘Minha casa, minha vida’ no bairro Vila Nova;

3 – Hospital Regional da Chapada;

4 – Maternidade Regional da Chapada (antigo Hospital Frei Justo);

5 – Benefícios do programa Luz para Todos;

Smitson Oliveira, da direção municipal do PT, em manifestação na área turística do Morro do Pai Inácio, na Chapada (Foto: Divulgação)

Anúncio da participação de Lula nos festejos do 2 de Julho, em Salvador, ao lado de Jerônimo (Foto: Internet)
6 – Construção de cisternas pelo município;

7 – Reconhecimento, melhorias e construção de casas nos quilombos;

8 – Barragem em Baraúnas (antigo Jatobá);

9 – Sede própria da Uneb (Universidade do Estado da Bahia);

10 – Ampliação do Colégio Estadual;

11 – Posto de Saúde do Bebedouro;

12 – Tratores para várias comunidades rurais;

E 13 – Fortalecimento da agricultura familiar e da merenda nas escolas através do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

Smitson concluiu com entusiasmo: “Eu poderia lembrar mais obras, como a ampliação dos serviços da Embasa, a destinação de recursos para creches… mas estão aí os 13 motivos”.

E acrescentou: “Espero que, com Jerônimo governador e Lula presidente, possamos festejar, em breve, a sede em Seabra da Universidade Federal da Chapada, uma luta de anos do Projeto Velame Vivo (PVV), incorporada pelo PT e a sociedade seabrense”.

domingo, 3 de julho de 2022

PRIORIDADES DE LULA: CRESCIMENTO, EMPREGOS E INCLUSÃO SOCIAL

Geraldo Jr., pré-candidato a vice-governador, Jerônimo, Lula e Rui Costa nos festejos do 2 de Julho, em Salvador

Jerônimo Rodrigues afirmou que
 em outubro o Brasil irá celebrar uma nova independência, iniciando um caminho para erradicar a fome, o desemprego e a inflação.

Ao participar ontem (sábado, dia 2) dos festejos do 2 de Julho baiano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claras suas prioridades, no caso de retorno à Presidência da República: “A retomada do crescimento, a geração de empregos e a inclusão social serão tarefas prioritárias em nosso governo”, declarou em discurso durante concentração popular no Estádio da Fonte Nova.

E prosseguiu, logo depois de desfilar com milhares de baianos por ruas de Salvador, ao lado do governador Rui Costa e do pré-candidato a governador pelo PT e partidos aliados, Jerônimo Rodrigues, homenageando os heróis e heroínas da luta pela independência na Bahia:

“Não pode haver avanço sem luta, e o povo brasileiro é um especialista na arte de lutar. Não há um único dia em que o nosso povo não seja obrigado a exercitar toda a sua extraordinária capacidade de resistência, sobretudo nesses quatro anos de desgoverno”, destacou Lula.

Afirmou ainda que o atual governo está “em guerra” contra o povo brasileiro. “Uma guerra que tem como armas a fome, o desemprego, a inflação, o endividamento das famílias. Que aprofunda a desigualdade, destrói patrimônios, devasta o meio ambiente, ataca a ciência e a cultura, condena o Brasil ao atraso e ao isolamento internacional e coloca em xeque a democracia e a soberania”.

“Uma guerra que tem como alvos preferenciais as mulheres, os negros, o jovem da periferia, os povos indígenas e a parcela mais pobre da nossa população” – continuou em seu discurso sob aplausos de numerosa plateia na Fonte Nova.

Lula afirmou também que “lutar por uma nova independência é defender a Petrobras, a Eletrobrás, os Correios, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, empresas que foram construídas com o suor do povo brasileiro e são peças-chave para a nossa soberania”, defendeu.

Sempre referenciando na luta simbolizada no 2 de Julho, o  ex-presidente petista lembrou que  “a independência não foi feita por um pacto entre as elites, ela foi conquistada, a duras penas, por negros, brancos, indígenas, mulheres e homens, que decidiram dar um basta à opressão”.

 

Também na Fonte Nova, Rui Costa comparou o que era o estado antes da eleição de Lula em 2003 e o que passou a ser quando o petista deixou a Presidência. “Antes de Lula, a Bahia tinha uma universidade federal. Agora, a Bahia tem seis. Antes, tinha uma escola técnica federal. Depois dele, 36”, lembrou. “O Brasil espera muito da Bahia, Lula precisa da Bahia, dos baianos. A Bahia precisa de Lula”.

 

E Jerônimo Rodrigues, em seu discurso, afirmou que em outubro o Brasil irá celebrar uma nova independência, iniciando um caminho para erradicar a fome, o desemprego e a inflação.

 

“É muito triste, machuca bastante a gente, ver quase 40 milhões de pessoas no Brasil, nossos irmãos, acordarem de manhã sem saber o que vão botar no prato dos filhos”, lamentou Jerônimo.

 

Lula, Rui e Jerônimo estiveram sempre ao lado de figuras representativas da política e dos movimentos sociais da Bahia, como os senadores Jaques Wagner e Oto Alencar e dezenas de prefeitos, vereadores, deputados e militantes sociais. Presente também o vice na chapa de Lula, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin.