Páginas

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

DEPUTADOS E DIRIGENTES DO PT DA CHAPADA TÊM ENCONTRO EM SEABRA

Registro do primeiro encontro regional em maio/2018 (Foto: Marivaldo Filho)

Com a presença dos deputados petistas Jorge Solla (federal) e Marcelino Galo (estadual), os dirigentes municipais do PT da Chapada Diamantina, interior da Bahia, voltam a se reunir procurando fortalecer e unificar suas ações, e buscando ainda um maior protagonismo nos rumos do partido no estado.

Será o terceiro encontro regional, a ser realizado depois de amanhã (sábado, dia 23), em Seabra (o primeiro foi feito também em Seabra, em maio/2018, e o segundo em Rio de Contas, em setembro). Além dos anfitriões, está sendo organizado pelos diretórios dos municípios de Ibitiara, Lençóis, Nova Redenção e Rio de Contas.

Além dos deputados, o encontro contará com a participação de representantes do Diretório Estadual: Bete Wagner (ex-vice-prefeita de Salvador), vice-presidente do PT estadual; e Filipe Almada, membro da Executiva.

Sob as consignas “Lula Livre” e “39 anos do PT”, os debates tomarão todo o sábado, a partir das 8 horas, no Chapada Hotel. E a programação abrangerá desde a análise da conjuntura e informes sobre a situação do partido na Bahia até a discussão sobre o fortalecimento dos diretórios municipais e suas demandas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

PORQUE ME PARECE DEMAIS

Ricardo Boechat (Foto reproduzida da Internet)

Servia claramente ao MERCADO. Tinha lado, tinha partido. Ele não era isento nem independente. Vamos louvar o que deve ser louvado.

Por Isadora Browne Ribeiro – professora (o destaque acima é da edição deste blog)
Porque não vou fazer a louvação.
Porque não tem que ser tão louvado.
Não. Eu não estou satisfeita com a sua morte. Nem com a morte de ninguém. Mas estou acompanhando o tsunami de elogios deslavados e hiperbólicos a um jornalista que teria TODAS as qualidades imagináveis. Menos. Compreendo a comoção devido ao seu alcance. Normal. Mas, meu lugar de fala é de ouvinte assídua da rádio onde ele atuava. Costumava ouvir suas falas, ultimamente bem menos por não aguentar mais seus comentários preconceituosos, agressivos, desrespeitosos e não raro sem fundamento.
Em primeiro lugar, com toda a inegável inteligência, informação e larga experiência, Boechat repercutia propositalmente o lugar comum, sem sequer o benefício da dúvida. Portanto, para começar, ele não fazia crítica e só investigava o que interessava. Muitas vezes, soltava no ar opiniões irresponsáveis, sem comprovação, no “achismo”, como se estivesse em uma mesa de bar. Mas não estava. Falava para milhões que passariam a repercutir como se verdade fosse, consolidando sem perceber sua visão rasa. Sua fórmula de se deter em banalidades e brincadeiras muitas vezes pueris era hábil ardil para desviar a atenção de notícias relevantes.
O mito de sua independência naufraga ao navegarmos por suas declarações, no claro direcionamento de suas posições. Quando criminaliza a política e o fazer político, quando relativizava os acontecimentos de violência contra mulheres e contra LGBTs, quando defendia o direito de pais baterem em filhos, quando cobrava, com histriônica ênfase, apenas de órgãos oficiais, medidas adequadas, de reparação etc.,  sem incluir na sua veemência as empresas, para as quais sempre tinha explicações e desculpas, servia claramente ao MERCADO. Tinha lado, tinha partido. Por que outro motivo defenderia com unhas, dentes, garras e goela as reformas? Não. Ele não era isento nem independente. Só prestar atenção à sua permanente presença em eventos corporativos por todo o Brasil.
Vamos louvar o que deve ser louvado.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

PRIMEIRA TURMA DO ANTIGO GINÁSIO DE SEABRA (nostalgia 1)

(Foto reproduzida do Facebook)

Me bateu uma saudade dos diabos, deve ser saudade da nossa própria juventude. Deve ser um mal habitual dos velhos.

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro – editor do Blog Evidentemente

Depois de alguma controvérsia no Facebook (não gravei o nome de quem publicou no Face um bocado de fotos de coisas antigas de Seabra, “capital” da bela Chapada, interior da Bahia, inclusive a acima), vai em seguida a identificação de todos os que concluíram o ginásio, 10 homens e 10 mulheres.

É a primeira turma de ginasianos no antigo Ginásio Municipal de Seabra, quatro anos, de 1958 a 1961. É, portanto, uma foto histórica, importante especialmente para nós, protagonistas da história, como também se se quiser algum testemunho da história da educação no município.

Há uns 15 anos, mais ou menos, mandei copiar esta foto e distribuí para os 20 (no caso dos já mortos, devo ter enviado para familiares). Me lembro que foi uma iniciativa para agradar minha mãe, dona Nenen (então ainda viva, claro).

Lá vão os nomes, da esquerda para direita:

Sentadas: Zenilda (de Palmeiras), Ieda Lobo, Zélia Novais, Maria de Lourdes Santos (falecida); Ione Oliveira (minha prima carnal pelo lado de meu pai. É, por sinal, uma das organizadoras dum encontro festivo dos Oliveira dos Fabrício, no próximo sábado, dia 9, em Seabra); Eleuzina Pondé (Lêo, deve ter Paiva de Zenildo); Maria de Lourdes Teixeira (Mariazinha, minha prima carnal pelo lado de minha mãe, falecida precocemente); Vanda (parece que não apareceu mais em Seabra, falo dela mais adiante); Nilda (dos lados de Várzea do Caldas, mora há muito tempo em São Paulo); e Marilane (bonitona, me lembro que se casou, logo depois do ginásio, com Florentino, então prefeito ou ex-prefeito de Ibitiara).

De pé: José Cândido (o “Candjão”, como o chamávamos, alto, família pobre, estudou com muito sacrifício e ajuda de pessoas boas); Osmar Lobo (o mais velho da turma, figura muito conhecida na cidade, músico, da grande família Lobo, já falecido); Stimison (meu irmão um pouco mais velho, hoje muito doente); Manoelito (grande figura, sob vários aspectos, já falecido).

Um parêntese: este aí, mais ou menos no centro, é doutor Osvaldo Teixeira, médico, ex-deputado, figura das mais importantes e conhecidas na região, hoje deve estar pelos 90 anos de idade. Está aí porque era diretor do ginásio, na verdade uma espécie de diretor honorário.

Continuando: Nelson Xavier (falarei dele um dia desses); Nivaldo Lobo (depois de certo tempo passou a ser mais conhecido como Lobão, já falecido. Note que é o terceiro Lobo aqui citado, todos irmãos: Nivaldo, Ieda e Osmar, três da grande prole de “seo” Oscar Lobo e dona Zuzinha); Jadson, o mais novo e mais baixo da turma, este repórter que vos fala; Dilson (é uma pessoa um tanto quanto sumida de nossas vistas, pelo que se sabe, vagamente, vive em São Paulo. Forma outro grupo de três irmãos aqui relacionados, com Vanda e Manoelito, todos filhos de Manoel Leite, antigo chefe político de Seabra, e dona Sinésia. Manoel Leite é pai também do ex-prefeito Dálvio Leite).

E mais: Robério Queiroz, o querido Nego Robério, da numerosa e destacada família de Franklin Queiroz e “sea” Donana (ou dona Donana), “personagem” que já figurou em algumas de minhas crônicas, às vezes alinhadas como “memória e ficção”. (Falecido recentemente em Brasília). E, por último, Nildenor Ourives, do Velame, um dos colegas mais bem sucedidos na vida, desde o tempo das “vacas magras” quando um grupo de tabaréus chegou na capital. Ele disputava comigo as melhores notas durante nossos quatro anos de ginásio, mas, para ser 100% honesto, ele sempre ficava em primeiro lugar. (Também já falecido).

Me bateu uma saudade dos diabos, deve ser saudade da nossa própria juventude. Deve ser um mal habitual dos velhos. Penso em escrever umas crônicas falando desse pessoal aí, lembrando casos curiosos, recordando também professores e professoras queridos/queridas. Vamos ver.