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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

PENSAMENTO CRÍTICO, FIM DE DIREITA E ESQUERDA, NOSTALGIA E FALTA DE PROJETOS – POR ARAM AHARONIAN

Álvaro García Linera, pensador e vice-presidente da Bolívia

Nos esquecemos da construção de novo pensamento crítico, de novos quadros políticos, econômicos, administrativos, da construção duma nova comunicação popular.

Pequeno trecho de artigo postado no portal Carta Maior (link abaixo)

(...)

Ahora hay un gran desorden, un caos de sentido y para sobrepasar este momento necesitamos una gran dosis de creatividad, señaló García Linera(pensador e vice-presidente boliviano), quien se animó a hablar de las redes sociales:  Lo que es interpelado con las redes es un conjunto de componentes del sentido común neoliberal: el miedo, el individualismo, la competencia, el gregarismo, el racismo y la salvación externa, que está latente desde hace mucho tiempo y el momento progresista no lo pudo anular, simplemente los fracturó temporalmente, señaló.

No se puede olvidar, tampoco, que los gobiernos progresistas de la región (América Latina) impulsaron el empoderamiento de vastos sectores sociales anteriormente privados de los derechos más elementales y la reafirmación de la soberanía económica, política y militar, por contraposición a la profundización de la subordinación económica, política y militar impulsada por los regímenes derechistas.

El español Juan Carlos Monedero preguntó “¿si la izquierda está muerta, dónde están los cadáveres de sus sujetos: los obreros, los campesinos, los originarios, las mujeres, los jóvenes, los explotados? ¿Es que han desaparecido? Mientras sobreviva el capitalismo y sus víctimas sigan creciendo en proporción geométrica la izquierda estará más viva y será más necesaria que nunca.(…) la distinción entre derecha e izquierda es más válida hoy que en tiempos de la Revolución Francesa”, añadió.

Llevamos 526 años en resistencia, hemos resistido a todo, nos hemos acostumbrado a su lógica y, cuando tuvimos gobiernos progresistas no cambiamos la agenda y nos olvidamos de la construcción. La construcción de nuevo pensamiento crítico, de nuevos cuadros políticos, económicos, administrativos, la construcción de una nueva comunicación popular. Quedamos anclados en el pasado, en la mera resistencia inmovilizadora.
(…)
https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Poder-e-ContraPoder/Pensamiento-critico-fin-de-derecha-e-izquierda-nostalgia-y-falta-de-proyectos/55/42533

domingo, 18 de novembro de 2018

GUERRA DE QUARTA GERAÇÃO: INSTALAR E CONSOLIDAR A FALSA VERDADE

(Foto: reproduzida de Carta Maior)

Por Jadson Oliveira – jornalista/blogueiro (o título acima é da edição deste blog)
“A total ubiquidade das tecnologias e as comunicações se converteram numa ferramenta política hoje privilegiada.
A direita, que tem em suas mãos todos os grandes meios de comunicação, pode impor sua agenda com liberdade e impunidade.
Amplifica seus interesses e silencia o resto, aqueles interesses que correspondem à grande maioria da população, a coletivos, organizações sociais e nacionais, sindicatos, estudantes, povos originários, pobres, migrantes ou mulheres. Os silencia, ou os demoniza, como violentos, terroristas e corruptos.
A imprensa dominante  tem suficiente poder para levantar e difundir mentiras sobre a vida privada de dirigentes sociais ou políticos contrários a seus interesses.
Essas montagens e outras armações comunicacionais difundidas por essa imprensa (pela mídia hegemônica, diria eu) são posteriormente uma festa nas redes sociais, que transformam a irrelevante e muitas vezes falsa informação em opinião pública (ou, como diria eu, na opinião publicada, ou nas “verdades” difundidas pelas Globo da vida).
A falsa verdade fica instalada e consolidada”.
Construir uma mídia contra-hegemônica
Companheiros (as), traduzi do espanhol esta pequena parte do artigo ‘Chile, outra vítima da Guerra de Quarta Geração’, de Paul Walder (vi no Carta Maior).
É focado na situação do Chile, como o título está indicando, mas o autor aponta que são os casos também do Brasil, Peru, Equador, Venezuela (país que sofre atualmente o mais ostensivo assédio), Colômbia, Paraguai e o “desastre centro-americano”.
Eu diria que é a situação geral em toda América Latina. É só lembrar a dura resistência dos argentinos, por exemplo (pelo mundo afora também, mas prefiro me restringir à nossa Pátria Grande, onde procuro acompanhar as coisas mais de perto).
Fala-se muito hoje nas “fake news”, que têm tudo a ver, mas, pelo menos no Brasil, há uma preocupante falta de consciência da importância do problema. Problema que costumo resumir na necessidade de se buscar a construção duma mídia contra-hegemônica.
As forças democráticas, nacionalistas e populares no Brasil nunca conseguiram tocar essa coisa. E agora a conjuntura está mais complicada com a vitória eleitoral de Bolsonaro e o crescimento da ultra-direita, inclusive com viés popular. O que deixa o campo das esquerdas e centro-esquerda baratinado em busca da difícil construção da resistência democrática.
Deixo aqui o link do artigo, em espanhol: