segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

RAMONET: "FIDEL É UM HOMEM MARTIANO"

(Foto: The Presidential Press and Information Office)
"Sempre atento, austero, com uma rica vida política. Ele se comporta como imagina que deveria ter feito José Martí (líder independentista cubano)"

Por Rádio Habana Cuba – reproduzido do portal Carta Maior, de 31/01/2016

Havana, 27 de janeiro (RHC) - O jornalista e cientista político espanhol Ignacio Ramonet fez comentários sobre o líder cubano Fidel Castro, na última quarta-feira (27/1), em evento realizado em Havana. Para ele, "Fidel é um homem martiano, por seu comportamento cotidiano, sempre atento, apegado ao respeito dos princípios morais, austero, com uma rica vida política. Ele se comporta como imagina que deveria ter feito José Martí (líder independentista cubano)".

Durante a palestra que debateu a continuidade da linha de pensamento e ação de duas das mais importantes figuras da história cubana - que foi parte da II Conferência Internacional com Todos e para o Bem de Todos -, o intelectual hispano-francês recordou suas longas horas ao lado do líder da Revolução Cubana.

“Martí foi uma figura cujo exemplo sempre esteve muito presente na vida intelectual do jovem Fidel, ele aprendeu a admirá-lo, seguindo as próprias palavras do estadista cubano, por sua capacidade de unir os veteranos da Guerra dos Dez Anos”, sustenta Ramonet.

O escritor assegura que “durante as conversas que inspiraram livros como `100 Horas com Fidel´, ele me contou da impressão que teve quando leu sobre Martí, o intelectual que vivia na Espanha quando tinha apenas 25 anos, época em que conseguiu criar a unidade entre os independentistas cubanos, algo que parecia impossível”.

“Eu lembro que Fidel quando jovem já considerava Martí como o grande teórico da independência de Cuba, com um pensamento humanista extraordinário, capaz até de unir os imigrantes e fundar o Partido Revolucionário Cubano".

Ramonet mostrou as coincidências históricas entre ambas personalidades, entre elas, o fato de tanto Fidel quanto Martí terem passado tempo em prisão, amadurecendo as ideias que basearam suas lutas, além da capacidade para organizar a luta e unir todos os seus componentes numa frente comum.

Abel Prieto, assessor do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, foi o moderador do painel no qual também participaram o escritor e teólogo brasileiro Frei Betto, o cientista político argentino Atilio Borón e a escritora e jornalista cubana Katiuska Blanco.

A II Conferência Internacional com Todos e para o bem de Todos aconteceu neste dia 28 de janeiro, no Palácio de Convenções da capital cubana, e contou com a assistência de mais de 600 personalidades de 45 países.


Tradução: Victor Farinelli

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