segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

REVISTA GERMINAL: A MÍDIA IMPINGE UMA CONVENIENTE VISÃO DE MUNDO, INCLUSIVE À MAIORIA DOS INTELECTUAIS

As jornadas de protestos de junho/2013 mostraram a cara mais visível da crise (Foto: Internet)
Esta análise da “atual crise no mundo e no Brasil” foi divulgada pelos companheiros da Revista Germinal, durante o segundo DEBATE DA CONJUNTURA, realizado no auditório do Sindae, no dia 11/novembro.
A programação de tais debates – organizados pelo Projeto Velame Vivo (PVV), Comissão da Verdade da Faculdade de Direito da UFBa, Cento de Estudos e Ação Social (CEAS) e por este blog – será retomada depois do Carnaval.
Por Jadson Oliveira (jornalista/blogueiro) – editor do Blog Evidentemente – publicado em 07/12/2015

O título do texto é A ESCALA E O DESDOBRAMENTO DA ATUAL CRISE NO MUNDO E NO BRASIL. Depois de abordarem a grandiosidade da crise, em variados aspectos, inclusive lembrando as jornadas de protestos de junho de 2013 e os poderosos interesses do capital, os companheiros militantes do grupo Germinal alertam para a força nefasta dos monopólios da comunicação no país.

Segundo o texto, só não percebe a chegada da “crise-vendaval” quem está impregnado “pela entorpecente, fetichizada e alienante visão torpemente ideológica com que a mídia tenta e consegue plasmar uma conveniente visão de mundo a toda a população de um país...” “A essas pessoas – continuam -, que infelizmente constituem ainda a maior parcela da população de um país qualquer, incluindo a maioria dos seus intelectuais, torna-se difícil perceber e compreender a dimensão da crise que se avizinha”.

Mas, apesar de todo o massacre ideológico e outras dificuldades, dizem que há os que se empenham na “generosa tarefa histórica de resgatar a humanidade da clausura de barbárie que lhe impôs o capital”. Daí entenderem ser “perfeitamente possível um cidadão comum, desde que apetrechado de curiosa sensibilidade e acuidade mental, perceber e compreender, por exemplo, o problema da dimensão da crise no Brasil”.

Apontam, no entanto, um obstáculo ao lamentar que os trabalhadores brasileiros nunca tiveram, “a rigor”, “uma direção revolucionária total e exclusivamente sua”, tachando a criação do Partido Comunista do Brasil, em 1922, de “inauguração de um projeto reformista nacional-burguês”.

Criticam então concepções que se seguiram na história da esquerda brasileira, como o foquismo guevarista e o maoísmo da guerra popular prolongada, até desembocar em outras, como a representada pelo PT, “que na prática estão de olho mesmo é na disputa eleitoral e na ocupação de cargos no Estado”.

E fecham o texto, acidamente: “Há também os que optaram por seguir os caminhos da dependência às instituições oficiais, por fora do PT”. (Link para ler o texto na íntegra)

O segundo encontro para debater a conjuntura foi feito no auditório do Sindae (Fotos: Jadson Oliveira)

Os DEBATES DA CONJUNTURA têm boa receptividade

Os organizadores dos encontros para analisar a conjuntura – já foram realizados dois, um no Sindpec e outro no Sindae – informam que os debates vêm sendo bem avaliados e considerados proveitosos por acadêmicos e ativistas de movimentos sociais e políticos de Salvador.

Muita gente comenta que, diante das dificuldades das esquerdas e da ofensiva das forças de direita, é o momento de buscar rumos e definições. Ou seja, “temos mesmo é que debater”, dizem. Assim, diante da boa receptividade, os organizadores decidiram prosseguir, mas fazendo um recesso de fim de ano até o Carnaval.


Quem são esses tais “organizadores”? José Donizette (Goiano), do Projeto Velame Vivo (PVV), movimento cultural da Chapada Diamantina, interior da Bahia; o professor e advogado Carlos Freitas, da Comissão da Verdade da Faculdade de Direito da UFBa; e este blogueiro que escreve. Contamos ainda com o apoio do Centro de Estudos e Ação Social (CEAS).

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