sábado, 21 de novembro de 2015

ESPERANÇA LATINO-AMERICANA EM DIÁLOGOS PELA PAZ NA COLÔMBIA

Luis Suárez (Foto: Prensa Latina)
Como medida mais imediata, o estudioso cubano defendeu a necessidade de se instaurar o cessar fogo bilateral entre o governo e a guerrilha.

Da agência de notícias Prensa Latina, de 20/11/2015

Bogotá - O politólogo (cientista político) e escritor cubano Luis Suárez afirmou hoje que o mundo e particularmente a América Latina continuam com esperança na possibilidade de encontrar uma saída pacífica ao conflito colombiano, apesar de qualquer obstáculo.

Apesar das contradições e problemas próprios dos processos de negociação, estamos olhando com muita esperança o desenvolvimento das conversas entre o Governo e as insurgentes FARC-EP, que começaram de maneira oficial em Havana há três anos, afirmou o Doutor em Ciências Sociológicas em declarações à Prensa Latina.

Representantes governamentais e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) conversam na capital cubana desde 19 de novembro de 2012 para chegar a um tratado que ponha fim ao longo enfrentamento militar interno.

Confiamos que os colombianos possam avançar para outra etapa na que, uma vez assinada a paz, consigam resolver seus conflitos de maneira civilizada, diferente de como tem ocorrido durante mais de meio século, expressou o professor titular do Instituto Superior de Relações Internacionais, de Havana.

Em sua opinião, o sucesso de tais gestões contribuirá a tornar realidade a vontade de converter a América Latina e o Caribe em uma zona de distensão, livre de guerra.

Como medida mais imediata, Suárez mencionou também a necessidade de instaurar o cessar fogo bilateral entre ambas partes em guerra.

Desde 20 de julho passado, esse movimento guerrilheiro decretou uma pausa unilateral nos combates, a sexta desse tipo, para minimizar a vitimização da população civil e se aproximar do fim da guerra, adicionalmente pediu gestos recíprocos do Executivo.

Nas últimas semanas, o presidente Juan Manuel Santos deixou subentendida a possibilidade de silenciar todos os fuzis a partir de 1 de janeiro de 2016, e inclusive antes como presente de natal para os colombianos; além de pedir ajuda às Nações Unidas para verificar essa etapa.

Cuba apoia e continuará apoiando as conversas pacifistas, sublinhou o acadêmico, que ofereceu várias conferências em universidades colombianas e apresentará nesta sexta-feira um livro sobre o trabalho solidário de seu país em regiões como América Latina, tarefas às quais se somaram também pessoas de outras nacionalidades, disse.

Coletânea de uma série de depoimentos, o texto revela detalhes de projetos humanistas como os programas de alfabetização realizados por educadores cubanos além das fronteiras da ilha ou a missão oftalmológica Operação Milagre.

Intitulado 'La Revolución Cubana en nuestra América, el internacionalismo anónimo' (A Revolução Cubana em nossa América: o internacionalismo anônimo), o volume foi construído junto com um catedrático holandês, explicou Suárez.

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