sábado, 10 de outubro de 2015

FORÇAS REVOLUCIONÁRIAS VENEZUELANAS ATIVAM COMANDOS ELEITORAIS

(Foto: Prensa Latina)
O presidente da República e do PSUV, Nicolás Maduro, chamou a manter em todo momento a unidade entre as forças revolucionárias.

Da agência de notícias Prensa Latina, de 10/10/2015

Caracas - As forças revolucionárias venezuelanas que integram o Grande Polo Patriótico (GPP) ativaram na semana que conclui hoje os comandos de campanha nos 24 Estados, face às eleições legislativas de 6 de dezembro.

Segundo o chefe dessa estrutura a nível nacional, o prefeito do município Libertador de Caracas, Jorge Rodríguez, uns 32 partidos vão com 167 candidatos principais e igual número de suplentes, para a mesma quantidade de cadeiras na Assembleia Nacional.

Essa realidade, disse, contrasta com o que se vive atualmente no seio da direita venezuelana, que tem uma média de 4,8 candidatos para cada um dos cargos a eleger.

A iniciativa dos comandos nacional e em cada região conta com uma coordenação integrada por representantes dos partidos da aliança e com comissões de trabalho.

Estas últimas instâncias encarregam-se da organização da estratégia eleitoral, a difusão midiática, a avaliação da campanha, a propaganda, os eventos e manifestações, a articulação com o programa de desenvolvimento Plano da Pátria e as projeções para o exterior.

Também participam os movimentos sociais que agrupam mulheres, adultos maiores, indígenas, operários, profissionais, colombianos na Venezuela, defensores da diversidade sexual, transportadoras, jovens, ativistas culturais, desportistas e a classe média patriota, disse Rodríguez.

A respeito, o presidente da República e do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), Nicolás Maduro, chamou a manter em todo momento a unidade entre as forças revolucionárias.

Também nestes últimos sete dias, o GPP entregou ao Conselho Nacional Eleitoral um documento que chama ao compromisso dos partidos políticos com o resultado das eleições legislativas de dezembro. O objetivo é garantir que não ocorram atos desestabilizadores durante ou depois das eleições, segundo seus organizadores, cuja única preocupação é a atitude hostil da direita, a qual em ocasiões anteriores alentou violência após ser derrotada nas urnas.

Para a opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), esse documento e ação são ilegais e anticonstitucionais e o que contará será o voto do povo nas parlamentares.

Em todo o país sul-americano o governo inaugurou ademais obras de benefício popular em cumprimento ao terceiro aniversário da vitória em eleições gerais do falecido presidente Hugo Chávez.

De outra parte, chefes navais da Venezuela e Colômbia reuniram-se no estado de Zulia, como parte da estratégia lembrada por ambos países para combater o contrabando e o paramilitarismo na fronteira comum.

Na semana, também a chanceler Delcy Rodríguez recusou declarações recentes do secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, nas quais desvirtua a democracia desta nação sul-americana.

Criticou nesse sentido que o servidor público norte-americano considerasse as próximas eleições parlamentares venezuelana como "a vara para medir que tipo de democracia" se executa no país.

Rodríguez disse a Kerry que o sistema de organização de eleições em sua nação deveria aprender muito do venezuelano. O registro eleitoral estadunidense está fundado na discriminação, assegurou.

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