quinta-feira, 10 de setembro de 2015

EUA BUSCAM NORMALIZAR AS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS: KERRY TELEFONA À VENEZUELA

John Kerry telefonou ontem para sua colega venezuelana Delcy Rodríguez (Foto: AFP/Página/12)
Venezuela e Estados Unidos se encontram sem representação diplomática a nível de embaixadores desde 2010 e desde então as relações passaram por várias etapas de altos e baixos e fortes desencontros.
Matéria do jornal argentino Página/12, edição impressa de hoje, dia 10
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, chamou ao telefone ontem a chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, para regularizar as relações diplomáticas entre ambos os países. A comunicação foi dada a conhecer pela ministra venezuelana através de sua página do Twitter.
“A pedido do secretário John Kerry hoje (ontem) recebi telefonema nos marcoc do diálogo para regularizar as relações diplomáticas bilaterais”, publicou na rede social. “A conversação foi fluida, e por momentos tensa. Expressei com franqueza posições de dignidade do Governo e do povo venezuelano”, disse a titular de Relações Exteriores. Rodríguez não forneceu mais detalhes de sua conversa com Kerry e se limitou a dizer em outra mensagem que adiantará novidades sobre as conversações com o ministro estadunidense.
Já a subsecretária de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, assegurou que a chamada telefônica foi para buscar uma “relação pragmática” entre ambos os países. Ademais, assinalou que ambos os chefes de diplomacia conversaram sobre a situação de Leopoldo López, líder opositor venezuelano, detido desde fevereiro do ano passado sob acusação de promover a violência durante manifestações de rua.
Venezuela e Estados Unidos se encontram sem representação diplomática a nível de embaixadores desde 2010 e desde então as relações passaram por várias etapas de altos e baixos e fortes desencontros.
Continua em espanhol, com traduções pontuais:
El pasado 18 de diciembre Washington aprobó una serie de sanciones contra Caracas, firmadas por el presidente Barack Obama. Dentro de las medidas, se contemplan restricciones en la emisión de visado (visto para entrada no país) a funcionarios venezolanos, debido a que supuestamente éstos habían estado vinculados a presuntos actos de violación a los derechos humanos en las protestas violentas (guarimbas – barricadas nas ruas) que se registraron entre febrero y mayo de 2014. En aquel entonces, el presidente venezolano, Nicolás Maduro, rechazó las medidas asegurando que los líderes estadounidenses emplearon un doble discurso, puesto que reconocieron el fracaso del bloqueo comercial a Cuba, y por otro lado aplicaron sanciones a Venezuela.
El último punto álgido de tensión ocurrió este año a raíz del decreto firmado en marzo por Obama, en el que declaró a Venezuela como una amenaza para la seguridad interna de su país. El mandatario ordenó el congelamiento de bienes en territorio estadounidense de siete (7) funcionarios militares y policiales venezolanos, a quienes acusó de violaciones a los derechos humanos. Sin embargo, Obama se retractó al mes siguiente. “No creemos que Venezuela sea una amenaza para Estados Unidos y Estados Unidos no es una amenaza para el Gobierno de Venezuela”.
Desde ese momento, se mantienen reuniones de bajo perfil mediático entre representantes de los dos países y en las que Maduro se entrevistó con el consejero del Departamento de Estado estadounidense, Thomas Shannon, designado por Washington para esta tarea. Entre los temas conversados se encuentran el tamaño y la función de las embajadas o (ou) la posibilidad de trabajar de forma conjunta en, por ejemplo, Haití. Shannon señaló la necesidad de establecer el diálogo entre los dos (2) estados. “Hay que encontrar un nuevo espacio de diálogo para ver qué podemos hacer (ambos países) en la región”, dijo el funcionario, en referencia a casos concretos como el proceso de paz que el gobierno colombiano mantiene con las FARC desde 2012.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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