sábado, 26 de setembro de 2015

ARGENTINA: A FRENTE KIRCHNERISTA CADA VEZ MAIS À FRENTE NA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Capa de ontem: Sergio Massa, Mauricio Macri e Daniel Scioli (Foto: Reprodução/Página/12)
Em pesquisa exclusiva a um mês das eleições, a chapa apoiada pela presidenta Cristina Kirchner, encabeçada por Daniel Scioli (governador da província de Buenos Aires), chega a 41,4% das intenções de voto; o segundo colocado, Mauricio Macri (prefeito de Buenos Aires), aparece com 29,2%.

Por Raúl Kollmann – no jornal argentino Página/12, edição impressa de ontem, dia 25

Quando falta exatamente um mês para as eleições presidenciais, se as eleições fossem hoje, a chapa Daniel Scioli-Carlos Zannini se imporia por mais de 12 pontos à denominada “Cambiemos” (Mudemos), Mauricio Macri-Gabriela Michetti.
Com esta diferença, o governador da província de Buenos Aires seria eleito presidente sem necessidade dum segundo turno, ainda que um exame nas cifras atuais indica que Scioli venceria também  – e com folga – num eventual segundo turno.
Em terceiro lugar e com uma intenção de voto de 20%, aparece a chapa Uma Nova Alternativa (UNA), encabeçada por Sergio Massa, o que indica que, pelo menos até agora, a eleição não está polarizada.
No último mês foi registrado um leve crescimento de Scioli, que ficou essencialmente com o apoio dos que votaram em branco, não foram votar ou uma parte dos que respaldaram José Manuel de la Sota (nas eleições primárias), enquanto que Macri não só não cresceu como perdeu dois pontos.
Por seu lado, Massa não consegue reter todos os votos de De la Sota (da mesma coalização, que concorreu nas primárias), mas igualmente cresceu tirando votos “radicais” de Macri (“radicais” porque da União Cívica Radical, a tradicional UCR que neste pleito se aliou a Macri).
As conclusões são duma ampla pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (CEOP), dirigido por Roberto Bacman. No total foram entrevistados 3.048 cidadãos em condições de votar, respeitando-se as proporções por idade, sexo e nível econômico-social. As entrevistas foram por telefone e incluíram cidades grandes e pequenas de todo o país.
Tradução: Jadson Oliveira

Intenção de voto para presidente
(Ilustração: Página/12)

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