domingo, 30 de agosto de 2015

DESDE A QUEDA DO MURO DE BERLIM, FORAM CONSTRUÍDAS 49 NOVAS BARREIRAS

(Ilustração: El Telégrafo)
Os governos levantam os muros para se protegerem contra a imigração ilegal ou o terrorismo. Mas os analistas consideram que essas obras dão uma falsa sensação de segurança.

40.000 pessoas morreram desde o ano 2000 tentando emigar

65 barreiras têm atualmente o mundo. Quando caiu o Muro de Berlim tinha apenas 16

Da agência AFP – reproduzido do jornal equatoriano El Telégrafo (empresa pública do governo federal), edição digital de hoje, dia 30

A globalização derrubou as fronteiras para o comércio, mas para as pessoas a preocupação sobre a segurança e o desejo de conter a migração ilegal leva à construção de barreiras, apesar das dúvidas sobre sua eficácia.
Faz um quarto de século, quando da queda do Muro de Berlim, havia 16 cercas que defendiam fronteiras no mundo. Na atualidade há 65, terminadas ou em construção, segundo a investigadora Elisabeth Vallet, da Universidade de Quebec.
Do o muro de separação israelense (o ‘muro do apartheid’ para os palestinos)  à cerca de arame farpado de 4.000 quilômetros que a Índia construiu na fronteira com Bangladesh, o enorme dique de areia que separa Marrocos das regiões do Saara em mãos do Polisário ou a cerca de Melilla, os muros e as barreiras são cada vez mais populares entre os políticos desejosos de mostrar sua firmeza em questões de migração e de segurança.
Ainda que constituam símbolos agressivos, sua eficácia é, entretanto, bastante relativa, estimam os especialistas. “A única coisa que todos estes muros têm em comum é que constituem, sobretudo, fortes imagens”, assegura Marcello Di Cintio, autor do livro Muros, viagem pelas barricadas. “Proporcionam uma ilusão de segurança, não uma segurança real”.
Apesar destes obstáculos, os migrantes acabam ao final por ultrapassá-las e a cocaína nunca faltou nas mesas de Manhattan.
Os partidários dos muros consideram que as fugas são melhores que as inundações, porém para Marcello Di Cintio as repercussões psicológicas de tais barreiras não podem ser ignoradas.
Continua em espanhol, com traduções pontuais:
Cita así a los viejos de la tribu india - de EE.UU. - Tohono O’odham, algunos ya muertos, al parecer de pena (de angústia), cuando el muro que separa México de Estados Unidos les impidió acceder a algunos lugares sagrados.
Según Reece Jones, profesor de Hawái, autor del libro Muros fronterizos: seguridad y guerra al terrorismo en Estados Unidos, en India e Israel, solo son eficaces contra los más pobres y los más desesperados.
“Los carteles de la droga y los grupos terroristas tienen los medios para evitarlos, la mayoría del tiempo gracias a documentos falsos”, dice. “El cierre (O fechamento) de fronteras no hace más que desplazar (deslocar) el problema, llevando a los migrantes a través de terribles desiertos o (ou) barcos precarios en el Mediterráneo. Lo que no hace más que aumentar el número de víctimas”. 


Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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