terça-feira, 7 de julho de 2015

STÉDILE PARTICIPA DE ENCONTRO COM O PAPA NA BOLÍVIA

(Foto: Página do MST)
Stédile: “Em Roma ele (o Papa) defendeu três teses fundamentais: "Nenhum camponês mais sem terra. Nenhuma família sem uma casa digna, e nenhum trabalhador sem trabalho e sem direitos".

Do site do jornal Brasil de Fato/Página do MST – parte final da entrevista de João Pedro Stédile, do MST, com o título “Precisamos criar uma frente política que pense o futuro e tenha um projeto alternativo ao da burguesia”, de 06/07/2015 (Link para ler toda a entrevista)

Você está indo para o encontro dos movimentos populares da América Latina com o Papa Francisco, na Bolívia. Como será esse novo encontro?

Desde a eleição do Papa Francisco, por iniciativa dele, temos construído canais e pontes de interlocução. Fizemos seminários no Vaticano para debater temas da desigualdade. Produzimos um documento sobre o perigo dos transgênicos e agrotóxicos.

Ficamos muito contentes com a nova encíclica do Papa, sobre a ecologia, em que ele incorpora muitos debates que tem acontecido nos movimentos camponeses e entre os cientistas comprometidos com a verdade. Em outubro de 2014 fizemos o encontro no Vaticano entre o Papa e 180 lideranças populares do mundo inteiro.

Agora estamos dando sequência a esse diálogo, e vamos reunir 1.500 lideranças de toda América Latina para debater com ele, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Aqui do Brasil estamos indo com 250 delegados. Todo encontro e a nossa delegação está dividida sempre entre os três setores de movimentos populares: terra (os camponeses), teto (a luta pela moradia) e trabalho (os setores sindicais e populares que se organizam em torno do trabalho).

Tenho certeza que o encontro será muito proveitoso, e pretendemos tirar uma carta comum de compromisso entre os movimentos populares e o Papa Francisco, como representante máximo da comunidade dos milhares de católicos de todo o mundo.

As posições do Papa nos diversos temas em que ele já se posicionou tem sido uma grata surpresa a todos, não só para os movimentos populares, mas para a sociedade em geral.


Em Roma ele defendeu três teses fundamentais, como um programa mínimo para salvar a humanidade: "Nenhum camponês mais sem terra. Nenhuma família sem uma casa digna, e nenhum trabalhador sem trabalho e sem direitos". Acredito que agora vamos avançar para novos temas.

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