segunda-feira, 20 de julho de 2015

MILHARES DE NICARAGUENSES COMEMORAM O 36º. ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO SANDINISTA

(Foto: Agência Venezuelana de Notícias/AVN)
Atos foram realizados em todos os 153 municípios do país; guerrilheiros derrubaram a ditadora da família Somoza, que governou o país por mais de 30 anos.

Do portal Opera Mundi - de São Paulo, de 19/07/2015

Milhares de nicaraguenses ocuparam as ruas da capital Manágua neste domingo (19/07) para celebrar os 36 anos da Revolução Sandinista. Além da capital, atos foram realizados em todos os 153 municípios do país. As mobilizações, que começaram pela manhã, concluíram com o ato encabeçado pelo presidente nicaraguense, Daniel Ortega.

Também participaram dos atos o vice-presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, os ex-presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, e de Honduras, Manuel Zelaya, além de uma delegação de El Salvador da FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional). Em seu Twitter, o presidente venezuelano (Nicolás Maduro) saudou os nicaraguenses pela data.
Na sexta-feira (17/07), país celebrou dia da Alegria, data em que Somoza deixou o país (Foto: EFE/Opera Mundi)
(Foto: AVN)
Ao lado do presidente Daniel Ortega, o vice-presidente venezuelano Jorge Arreaza discursa representando seu país (Foto: AVN)
De acordo com o vice-ministro de Relações Exteriores, Orlando Gómez, a Revolução Sandinista significou uma espécie de segunda independência da Nicarágua.

Inspirada pelo movimento iniciado pelo camponês Augusto César Sandino, a FSLN chegou ao poder após um longo período de conflitos internos contra as forças governistas apoiadas pelos Estados Unidos. Os guerrilheiros derrubaram a ditadora da família Somoza, que governou o país por mais de 30 anos.
 
“O triunfo permitiu que a Nicarágua transitasse pela história contemporânea com melhores possibilidades e tendências para o desenvolvimento econômico, as liberdades do povo e a renovação democrática que prevalece até hoje”, afirmou Gómez.

Entre as transformações mais importantes realizadas pelo movimento revolucionário está a reforma agrária. Hoje, a maior produção de alimentos do país está em mãos de pequenos e médios produtores que foram os beneficiados na década dos 1980 pela reforma agrária.


Gómez lembrou também a campanha de alfabetização e a chegada da educação e saúde públicas gratuitas como marcos do governo revolucionário.

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