quinta-feira, 30 de abril de 2015

NADA DE COMEMORAÇÃO, SORTEIOS E SHOWS: 1o. DE MAIO NO BRASIL SERÁ DE LUTA

(Foto: Página do MST)

Em todo o país vão acontecer atos conjuntos que terão no centro da pauta a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política.


Da Página do MST (com informações da CUT), de 29/04/2015

Nada de comemoração, sorteios e shows: neste ano, o dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, será de luta contra agenda conservadora.

Ao menos, é assim que as principais centrais sindicais estão interpretando as atividades para a próxima sexta-feira (1°).

Junto a movimentos sociais e estudantis, em todo o país vão acontecer atos conjuntos que terão no centro da pauta a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política.

Este 1º de Maio acontece num contexto diferente dos últimos anos, em que a classe trabalhadora está correndo o risco de perder diversos direitos trabalhistas.

No Legislativo, a recente aprovação do Projeto de Lei 4330 pela Câmara dos Deputados amplia a terceirização para todos os setores da empresa e rebaixa salários, direitos e conquistas.

No Executivo, as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665 dificultam o acesso a abono salarial, seguro desemprego e auxílio doença.

Para Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), “a direita conservadora tentará trazer o retrocesso ao país, e conseguirá se não fizermos enfrentamento”, alerta.

Por isso que para ele este ano a data será um marco da luta e da resistência dos trabalhadores para fazer o enfrentamento nas ruas contra estes projetos.

“Será um grito pela liberdade, pela democracia e pela construção de uma sociedade menos desigual. Para isso precisamos de uma reforma política com o fim do financiamento empresarial de campanha, precisamos da regulação dos meios de comunicação para que tenhamos democracia e pluralidade, para que avancem pautas trabalhistas como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, a regulamentação do direito de greve e negociação no serviço público, a reforma agrária. Tudo isso depende do Congresso”, aponta Freitas.

Ato em São Paulo

Na capital paulista, as atividades se iniciam às 10h com ato ecumênico no Vale do Anhangabaú, no centro.
A concentração será a partir das 9h, na Praça da República, Largo do Arouche, Estação da Luz e Pátio do Colégio, de onde sairão caminhadas até o Anhangabaú.

Para as 11h, está previsto o ato político/cultural, com a rapper Pame’lloza e Grupo Mistura Popular.

A partir das 13h começam as apresentações musicais, com Alceu Valença, Leci Brandão, Rappin Hood, GOG, Thobias da Vai-Vai e Elizeth Rosa.

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