segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

VENEZUELA E ARÁBIA SAUDITA BUSCAM FREAR A QUEDA DO PREÇO DO PETRÓLEO



O príncipe herdeiro saudita, Salman Bin Abdulaziz, recebeu o presidente venezuelano Nicolás Maduro (Foto: AFP/Página/12)
Compromisso petrolífero: os governos da Venezuela e Arábia Saudita acordaram coordenar ações para recuperar a estabilidade dos preços do petróleo, que na semana passada caíram a seu nível mais baixo desde 2009.

Matéria do jornal argentino Página/12, edição impressa de hoje, dia 12

Os governos da Venezuela e Arábia Saudita se comprometeram a coordenar ações para recuperar os preços do petróleo, que na semana passada caíram a seu nível mais baixo desde maio de 2009. O acordo foi alcançado durante a reunião que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, manteve em Riad com autoridades sauditas, reportou o ministro da Economia e Finanças venezuelano, general de brigada Rodolfo Marco Torres. “Excelente reunião com importantes resultados. Acordamos trabalhar para recuperar mercado e preços do petróleo”, escreveu Marco Torres em sua conta da rede social Twitter. Anteontem (sábado, dia 10) o presidente venezuelano pediu no Irã a colaboração de países exportadores de petróleo para recuperar a estabilidade nos preços do produto.

Maduro apresentou a necessidade de defender o preço do petróleo, apesar de que a Arábia Saudita, o maior produtor mundial, rechaçou reduzir a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), numa estratégia para desestimular a extração do petróleo não convencional, mediante o chamado mecanismo de “fracking”. Maduro visitou anteriormente o Irã e, após culminar sua visita à Arábia Saudita, partiu para o Catar. Tem previsto visitar também a Argélia.

O preço do barril de petróleo chegou a cair na semana passada abaixo dos 50 dólares, o nível mais baixo desde maio de 2009. O ministro da Economia e Finanças venezuelano assinalou que Maduro manteve reuniões com o príncipe herdeiro saudita, Salman Bin Abdulaziz, e com o príncipe Muqrin Bin Abdulaziz, vice-herdeiro do trono. Também esteve com o ministro do Petróleo, Alí Al-Naimi. A visita foi parte do giro do presidente venezuelano pelas nações associadas na OPEP. Maduro lembrou que entre junho e dezembro de 2014 o preço do barril baixou 40% e atribuiu esta redução ao excesso de oferta no mercado de petróleo de “lulitas”, que os Estados Unidos produzem mediante o “fracking”.

Ainda que Venezuela e Arábia Saudita sejam membros da OPEP, diferem em suas posturas a respeito da queda dos preços. A continuada queda obedece a vários fatores, entre eles a decisão da organização petrolífera de manter os atuais níveis de produção, cerca de 30 milhões de barris diários, frente às petições de alguns membros como Caracas para aumentar a cota.

Continua em espanhol:

En Teherán, el presidente venezolano pidió anteayer (anteontem) la colaboración de los países exportadores de petróleo para recuperar la estabilidad en los precios del crudo. Maduro trató con el mandatario de Irán, Hasan Rohani, los cambios (as mudanças) en el mercado del petróleo, según la agencia oficial iraní de noticias, IRNA. A juicio de Rohani, la cooperación entre países de la OPEP puede, además de neutralizar los programas de algunas potencias contra esa organización, ayuda a consolidar un precio aceptable para el petróleo en 2015. Irán es el cuarto país en reservas de crudo del mundo y el primero en las de gas natural, aunque su capacidad de explotación está muy limitada por las sanciones internacionales que sufre debido a su controvertido programa nuclear.

Maduro y Rohani abordaron el presente de las relaciones bilaterales. El primero dijo que Venezuela busca ampliar lazos con Irán en todos los campos, especialmente en economía y política. “El mercado de Venezuela es muy grande”, recalcó Maduro, y aseguró que puede ser una plataforma de conexión entre empresas iraníes con el mercado de Latinoamérica. También expresó su interés en restablecer los vuelos (os voos) entre Teherán y Caracas. Rohani agradeció la visita de Maduro a Irán y expresó su esperanza de que, con los acuerdos alcanzados, haya avances en comercio e inversión (investimento), exportación de servicios técnicos y de ingeniería (engenharia) e industria farmacéutica.

El líder supremo iraní, el ayatola Alí Jamenei, acusó a los “enemigos comunes” de su país y de Venezuela de haber causado, intencionadamente, la caída del precio del petróleo en los mercados internacionales. Jamenei expresó su satisfacción por el acuerdo entre Maduro y Rohani, a fin de luchar de forma coordinada contra el descenso del precio del petróleo. No obstante, consideró que la cooperación entre Teherán y Caracas no debe limitarse al tema del petróleo. En su opinión, hay que ampliar el nivel de los intercambios y las inversiones entre los dos países (e os investimentos entre os dois países), que en estos momentos es menor del esperado.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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