terça-feira, 6 de janeiro de 2015

EUA RECONHECEM APOIO DE CUBA NA LUTA CONTRA O TRÁFICO DE DROGAS




Narcotráfico
(Foto: Prensa Latina)
O jornal The Washington Post destaca que em 2013, os tribunais cubanos sancionaram 628 pessoas por acusações relacionadas com drogas, 273 das quais receberam sentenças de prisão que vão de seis a 10 anos.

Washington, 6 jan (Prensa Latina) - Funcionários do governo estadunidense reconheceram a reputação de Cuba na luta contra o tráfico ilegal de drogas e insistiram na necessidade de ampliar acordos de cooperação entre os Estados Unidos e a ilha, informa hoje o jornal The Washington Post.
"Temos que trabalhar com os cubanos em uma capacidade muito maior", afirmou Mike Vigil, ex-diretor de operações internacionais da Administração de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA), citado na versão digital do influente jornal estadunidense.

Vigil, que também serviu como agente especial da DEA no Caribe, reconheceu que "é uma loucura não fazê-lo".

O artigo do Washington Post reconhece que durante anos, ambos os países têm cooperado entre si na luta contra as drogas, e a transmissão de informação sobre os movimentos de barcos e aeronaves suspeitas através do Caribe.

Destaca ademais que, em um momento em que outros países latino-americanos questionam cada vez mais os custos humanos e financeiros da guerra contra as drogas, a Ilha se converteu em um dos aliados mais confiáveis de Washington nesta luta.

O jornal estadunidense destaca a reputação de Cuba no confronto ao transporte de estupefacientes ilegais com a aplicação de castigos severos, o que contrasta, segundo o Post, com o panorama que se vivia antes da Revolução, quando em discotecas e cassinos de Havana se movimentava uma gama variada de substâncias ilícitas e ópio.

"O governo cubano não quer ser um centro para os traficantes de drogas", afirmou Barry McCaffrey, general retirado (aposentado, da reserva) que serviu como o czar antidrogas da Casa Branca durante a administração Clinton e é ex-comandante do Comando Sul do exército dos Estados Unidos.

"Eles (as autoridades cubanas) o viram como uma ameaça para seus filhos, a força de trabalho, sua economia, seu governo", comentou McCaffrey.

O Post destaca que em 2013, os tribunais cubanos sancionaram 628 pessoas por acusações relacionadas com drogas, 273 das quais receberam sentenças de prisão que vão de seis a 10 anos, segundo um relatório dos Estados Unidos.

O documento do governo estadunidense citado pelo The Washington Post aponta que Cuba continua compartilhando informação com os países vizinhos, incluindo os Estados Unidos, e tem tido um sucesso crescente na localização de navios suspeitos.

Segundo o documento, o governo cubano notificou a Guarda Costeira dos Estados Unidos 27 vezes em 2013, sobre a presença de barcos suspeitos em tempo real.

O Post comenta também que com os anos, a cooperação na luta contra as drogas tem sido tensa pela política hostil entre ambos os países.

A Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana (SINA) tem um agregado da Guarda Costeira que serve como "especialista no tema de drogas," mas não há agentes da DEA.

Vicki Huddleston, chefe da SINA desde 1999 a 2002, disse que apesar dos esforços de Cuba ao enviar mensagens de rádio alertando sobre o tráfico de narcóticos em lanchas rápidas, a política dos Estados Unidos nesse momento era de não responder.


tgj/mfm/cc

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