quinta-feira, 6 de novembro de 2014

REFERENDOS: ESTADUNIDENSES VOTAM SOBRE MACONHA, ABORTO, ARMAS E SALÁRIO MÍNIMO



Eleitores de Nebraska, Illinois, Dakota do Sul, Alasca e Arkansas opinaram sobre o salário mínimo (Foto: Página/12)
Diferentes estados dos Estados Unidos aprovaram iniciativas cidadãs progressistas: numa série de referendos que foram realizados em 41 estados, junto com as eleições legislativas da terça-feira, dia 4, os estadunidenses se converteram em legisladores e votaram 146 medidas, das quais 35 surgiram de iniciativas populares. Houve forte impulso ao uso recreativo da maconha.

Matéria do jornal argentino Página/12, edição impressa de hoje, dia 6

Aborto, salário mínimo e maconha: o voto dos estadunidenses se voltou na terça-feira, dia 4, para uma série de referendos realizados em 41 estados sobre os temas que realmente preocupam uma sociedade cada vez mais alheia ao poder político de Washington.

Numa jornada eleitoral marcada pelo êxito dos republicanos, que passam a controlar totalmente o Congresso (Câmara dos Deputados e Senado), os estadunidenses se converteram em legisladores e votaram 146 medidas, das quais 35 surgiram de iniciativas populares. Trata-se dum processo que leva meses em marcha, inclusive anos, e que em muitos casos parte das bases cidadãs impulsionadas nos diferentes estados, onde se apresentam propostas, que são juntadas a outras empurradas a partir da administração Obama, e que às vezes até podem ser contraditórias entre si.

É o caso do estado de Washington, onde os cidadãos aprovaram uma medida que impõe a falta de antecedentes criminais aos compradores de armas e rechaçaram outra proposta contraditória que proibia ao estado realizar comprovações legais além das exigidas pelas leis federais. “O momento do controle de armas chegou”, opinou o colunista do jornal Seattle Times, Danny Westneat, que acredita que, na decisão dos votantes, pode ter influído o tiroteio que no final de outubro resultou na morte de quatro alunos do instituto de ensino secundário Pilchuck de Marysville, Washington. Jaylen Fryberg, de 15 anos, disparou contra vários companheiros que tomavam o café da manhã na cafeteria do centro escolar, para logo em seguida se matar.

Além do controle de armas, os estadunidenses opinaram nos estados de Nebraska, Illinois, Dacota do Sul, Alasca e Arkansas sobre o salário mínimo, uma das propostas democratas (do Partido Democrata) que marcou as eleições legislativas. No Alasca, os cidadãos votaram a favor de incrementar durante os próximos três anos o salário mínimo de 6,25 a 8,5 dólares, segundo projeções do Wall Street Journal. Durante os últimos meses, o presidente Barack Obama fez um grande esforço para convencer os republicanos da necessidade de elevar de 7,25 a 10,10 dólares o salário por hora, tema ao qual se referiu em seu discurso à nação no último sábado.

De fato, a elevação do salário mínimo pode se tornar um dos temas principais da campanha presidencial de 2016, quando a regulação da maconha para uso recreativo parece que também jogará um papel central, de acordo com o centro de pensamento Brookings.

Continua em espanhol (com traduções pontuais):

Los ciudadanos de Washington DC (capital) respaldaron con su voto la posesión y el cultivo de la marihuana (a posse e o cultivo da maconha) con fines recreativos, iniciativa similar a la que se votó en Alaska y Oregon, donde los votantes se expresaron a favor de legalizar el cannabis con ese fin, convirtiéndose en el tercer y cuarto estado norteamericano respectivamente en posicionarse en ese sentido, después de que lo hicieran (o fizeram) Washington y Colorado en las elecciones presidenciales de noviembre de 2012. Por su parte, California y Nueva Jersey aprobaron sendas reformas a su Código de Justicia Criminal, relajando penas para usuarios de drogas.

La contracara fue Florida (A contrapartida foi Flórida), donde los votantes rechazaron legalizar el uso medicinal de la marihuana por un escaso margen. Colorado, Tennessee y Dakota del Norte se pronunciaron sobre otro tema controvertido para la sociedad estadounidense: el aborto. Un 64 por ciento de los votantes rechazaron en Colorado la enmienda 67, que buscaba ampliar la protección legal de la vida de los fetos definiendo en el Código Penal a los niños no nacidos como personas (os bebês não nascidos como pessoas), según las proyecciones de resultados difundidas por el diario The Denver Post.

En cambio (Em troca), en el estado sureño (sulista) y conservador de Tennessee, un 54 por ciento de los votantes dieron el sí a una de las medidas más caras de la historia del estado, que da a los legisladores más poder para aprobar legislaciones para restringir y regular sobre el aborto, informó el diario The Tennessean.

Además, los votantes de Oregon rechazaron una medida que hubiese permitido al estado otorgar licencias de conducir (carteiras de motorista) a los residentes que no puedan demostrar su presencia legal en el país, requisito indispensable en Estados Unidos. De haberse aprobado (Se tivesse sido aprovada), la medida hubiese permitido que los inmigrantes indocumentados (ilegais, sem documentos) que hubiesen residido durante un año o (ou) más en Oregon obtuviesen una licencia de conducir válida para desplazarse (se deslocar) por el Estado durante cuatro años.

Con votos a favor y en contra, estas iniciativas, más populares en los estados del oeste del país y que se popularizaron a partir de mediados de los años ’70, tienen un porcentaje histórico de aprobación de menos de la mitad. Un estudio del Instituto de Iniciativa y Referéndum de la Universidad del Sur de California asegura que, de las 2421 iniciativas ciudadanas propuestas desde que en 1904 se presentó la primera en Oregon, se aprobaron 984, es decir (quer dizer), un 41 por ciento.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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