domingo, 19 de outubro de 2014

VENEZUELA SE MOBILIZA CONTRA A INSEGURANÇA



Simpatizantes de Maduro na manifestação governista (Foto: Aporrea)
Os venezuelanos marcharam ontem (sábado) nas ruas de Caracas contra a violência, divididos entre os partidários do governo e os opositores.


Matéria do jornal argentino Página/12, edição de hoje, dia 19

A mobilização governista, que percorreu o oeste da capital venezuelana, encabeçada pelo presidente Nicolás Maduro e representantes do governo, defendeu justiça pela morte do deputado Robert Serra, que foi assassinado em sua casa no dia 1º de outubro último. “Já sabemos os que dirigiram e deram a ordem para assassinar nosso amado mártir Robert Serra. A juventude venezuelana não tem medo dos terroristas”, assegurou o mandatário. (No mesmo dia os antichavistas protestaram contra a criminalidade – veja no final da matéria).

“Se queremos paz, estável, perpétua, temos que descobrir os criminosos, os terroristas”, expressou Maduro em referência ao assassinato de Serra e sua companheira María Herrera na residência do deputado. O governo o atribui à ação de grupos paramilitares colombianos vinculados com a oposição venezuelana. O chefe de Estado sustentou que as investigações policiais permitiram começar a esclarecer quem foram os autores intelectuais do homicídio de Serra, após encerrar a marcha denominada “contra o terrorismo e pela paz”.

Por enquanto, a procuradoria informou que sete supostos autores materiais do assassinato foram detidos. Os supostos homicidas fariam parte duma quadrilha de paramilitares colombianos. Maduro reiterou que o homicídio foi ordenado pela “ultradireita venezuelana e o paramilitarismo colombiano”, algo que vem sendo esclarecido à medida que avançam as investigações.

Continua em espanhol (com traduções pontuais):

El asesinato de Serra, agregó Maduro, formaba (fazia) parte de un plan opositor para dar de baja a (para matar) varios líderes del chavismo con el fin de llevar a Venezuela a una espiral de violencia. “He dicho dos (duas) razones por las cuales se perpetró el crimen: la primera, matar a un joven líder, y la otra atemorizar a la juventud. La tercera es que formaba (fazia) parte de un asesinato y de una cantidad de eventos para llevar nuestro país a la violencia y el caos”, dijo el mandatario.

Mobilização dos antichavistas

Otra movilización se dirigió al este (leste – área onde moram os mais ricos) de Caracas, encabezada por los representantes de la oposición – que llamaron Caminata por la Paz –, agrupados en la coalición opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD), en la que protestaron no sólo por la violencia sino también por la persecución política de la que, aseguran, son víctimas. “Nosotros rechazamos la violencia sea de donde sea (venha de onde venha), para nosotros no hay víctimas de primera y víctimas de segunda”, dijo el secretario ejecutivo de la MUD, Jesús Torrealba, al comienzo de la marcha que también contó con la participación del ex candidato presidencial Henrique Capriles.

Esta es la primera movilización que realiza la alianza opositora desde que la MUD comenzó su proceso de reestructuración interna y que estuvo precedido por la renuncia de su anterior secretario, Ramón Guillermo Aveledo. También es la primera manifestación que se realiza en Caracas desde que se registró una ola (uma onda) de protestas que se inició el 12 febrero y que culminó a mediados de junio, con un saldo de 43 muertos, cientos de heridos (centenas de feridos) y detenidos, entre ellos el líder opositor Leopoldo López.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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