sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ULTRADIREITA MONTA CERCO NO CONGRESSO E BUSCA EMPAREDAR PRESIDENTA

Alves, presidente da Câmara, e Dilma, em recente encontro, evitam temas polêmicos
Henrique Alves, presidente da Câmara, e Dilma, em recente encontro, evitam temas polêmicos (Foto: Correio do Brasil)
O PT, diz Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, “até hoje abdicou da rua, resolvendo tudo com conciliação. Esse tempo acabou. Mas não sejamos ingênuos, nem extremistas. A negociação segue sendo necessária. A esquerda não tem força para impor sua agenda ‘pura’ ao país. Apostar nisso é apostar num desastre”.

Do jornal digital Correio do Brasil, de Brasília e São Paulo - de 30/10/2014

Os votos ainda não esfriaram nas urnas, após declarada a vitória da presidenta Dilma Rousseff para um novo mandato, até 2018, e as forças mais reacionárias da sociedade brasileira já se articulam. Partidos de centro-direita, entre eles grande parte do PMDB e do PDT que, presumidamente, deveriam integrar a base aliada, articulam um bunker para deter as reformas sociais defendidas pela esquerda que, também em tese, venceu as eleições deste último domingo. Os parlamentares conservadores, porém, formam a maioria absoluta do Congresso, o que significa um jogo pesado para a presidenta, reconduzida ao cargo por uma diferença de apenas 3,5 pontos para o adversário tucano, Aécio Neves.

Na véspera, a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados aclamou seu líder, Eduardo Cunha – integrante da extrema-direita no Estado do Rio – como candidato à presidência da Casa. O anúncio ocorre três meses antes da eleição, em um claro movimento de pressão ao PT e o governo para que aceite a candidatura do peemedebista, desafeto declarado da presidenta Dilma. A próxima eleição para presidente da Casa será em fevereiro de 2015, quando os novos deputados tomam posse.

A estratégia da bancada peemedebista da Câmara ocorre à revelia da cúpula do PMDB e visa a atrair partidos de oposição, na queda de braço entre o governo e a atual legislatura. Além de não ter a simpatia da presidente reeleita Dilma Rousseff, Cunha não cultiva boas relações com o vice-presidente Michel Temer, que também preside a legenda. Até agora, governo e PT, que terá a maior bancada da Câmara em 2015, estão apenas assistindo aos movimentos de Cunha, o que pode colaborar com sua estratégia de pavimentar o terreno para a candidatura até um ponto irreversível. Aliados de Cunha romperam o acordo com os petistas, que previa um rodízio no comando da Câmara. Agora, seria a vez do PT apontar um candidato à Presidência, com o apoio do PMDB.

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