sábado, 25 de outubro de 2014

ELEIÇÕES BRASIL 2014: TSE OBRIGA "VEJA" A DAR DIREITO DE RESPOSTA A DILMA

Ministro Admar Gonzaga: TSE reage ao golpe midiático da “Veja”
Decisão foi tomada após análise de matéria caluniosa publicada pela revista da Editora Abril

O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu, agora há pouco, uma liminar que obriga o site da revista “Veja”, da Editora Abril, a publicar direito de resposta à candidata Dilma Rousseff. A presidenta, assim, terá o mesmo espaço para refutar as informações caluniosas publicadas pela “Veja” com base em supostos depoimentos do doleiro Alberto Youssef, sobre denúncias de corrupção na Petrobras.

Na decisão, Gonzaga determina a inserção imediata da resposta da candidata do PT na página eletrônica da “Veja”, “no mesmo lugar e tamanho em que exibida a capa do periódico, bem como com a utilização de caracteres que permitam a ocupação de todo o espaço indicado”.

Por ordem do ministro, a Editora Abril deverá, ainda, juntar aos autos comprovação do cumprimento da decisão.

Abaixo a íntegra do texto do direito de resposta:

A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação “Com a Força do Povo” vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes.

Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Youssef foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor.

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