terça-feira, 16 de setembro de 2014

VENEZUELA: VAMOS CONQUISTAR O SOCIALISMO COM UM PLANEJAMENTO POPULAR



Ricardo Menéndez, vice-presidente do Planejamento e Conhecimento (Foto: AVN)
Menéndez explicou que um elemento chave no processo é a formação de conselhos do poder popular por movimentos sociais: "Isso diz quem governa na Venezuela, que não é a elite mas sim o povo organizado em cada setor".

Matéria da Agência Venezuelana de Notícias (AVN), de 12/09/2014

Caracas - A Venezuela deu uma "sacudida" (“sacudón”) na sua estrutura de Governo. Assim o presidente da República, Nicolás Maduro, denominou um profundo processo de transformação do Estado que tem como finalidade a reorganização da estrutura governamental para servir o povo e fortalecer o poder popular.

O objetivo é "que o povo seja poder", enfatizou nesta sexta-feira (dia 12) numa entrevista o vice-presidente do Planejamento e Conhecimento, Ricardo Menéndez, explicando que se trata duma mudança substancial em relação aos processos de revisão do Estado desenvolvidos por governos anteriores, cujo compromisso sempre foi com a burguesia.

Nesse processo, o planejamento dos objetivos do Estado é considerado essencial para se  alcançar um novo projeto de sociedade. "Vamos conquistar o socialismo com planejamento, porém não um das elites, e sim um planejamento popular, que considera a Academia, com os pés no chão, que vá aos bairros, às comunidades, a cada canto. É um planejamento para a construção do socialismo, da democracia plena no país", destacou.

Assim, explicou que um dos desafios tem a ver com a construção do sistema de planos exigidos pelo país. Enquanto o Plano da Pátria 2013-2019 (da campanha da última eleição de Chávez) é a carta de navegação elaborada pelo líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, são necessários planos setoriais e espaciais (por regiões e por comunas) para complementar esse grande programa.

Os setoriais, que devem estar prontos em outubro, assinalou Menéndez, que é também ministro do Planejamento, abarcam aspectos como a agricultura (o primeiro a ser elaborado), a moradia, energia elétrica, mobilidade, água, indústrias, petróleo e petroquímica.

Esses planos definirão temas concretos, por exemplo: o que produzir, quanto, onde, os materiais, insumos e maquinário necessário; tecnologia, a quantidade e perfil dos trabalhadores, etc.

Adicionalmente, trabalham sobre a otimização do orçamento e os planos operativos anuais, em conjunto com os ministérios e governos estaduais, bem como os planos de investimento, por projetos, em atenção aos objetivos do Plano da Pátria.

Mas este planejamento também vai ao local, com a ideia de que cada comunidade tenha sua própria construção coletiva do Plano da Pátria. Neste sentido, Menéndez explicou que já acertaram um só método de abordagem do local, que inspirou planos de formação na Escola de Planejamento para pessoas de comunas dos estados de Vargas e Miranda e de Caracas, inicialmente.

Conselhos populares

Nesta transformação do Estado, um elemento chave é a formação de conselhos do poder popular por movimentos sociais. "Isso diz quem governa na Venezuela, que não é a elite mas sim o povo organizado em cada setor", indicou o vice-presidente do Planejamento.

Explicou que sua metodologia de trabalho partirá dum tema definido em agenda, a partir do qual se dão as reuniões dos coletivos de base, para definir os pontos a serem apresentados e o representante que se encarregará de fazê-lo nas regiões. Neste ponto, se dá uma nova discussão e se define o representante e a proposta que será levada ao Conselho Presidencial nacional, instância que deve se reunir a cada dois meses aproximadamente.

Este processo permite que o povo organizado tenha incidência nas decisões de políticas de Estado. "Vamos discutir todos os problemas. O Presidente é um apaixonado por examinar e resolver os problemas", frisou Menéndez.

Revolução do conhecimento (Continua em espanhol)

El proceso activado por Maduro abarca cinco revoluciones por cada una de las dimensiones de la sociedad: política, de las misiones o (ou) programas sociales, económico-productiva, del socialismo territorial y la del conocimiento, que corresponde a Menéndez.

Su Vicepresidencia, que también abarca los ministerios de Educación Universitaria, Ciencia y Tecnología; Cultura y de Educación, tendrá la responsabilidad de utilizar el conocimiento para la nueva construcción de la sociedad socialista, tal como dijo Maduro al anunciar los primeros cambios (as primeiras mudanças).

"El conocimiento tiene un rol (um papel) estelar en la soberanía", para satisfacer las necesidades del pueblo, puntualizó Menéndez. "Para lograr una revolución en las distintas esferas, hay que tener conocimiento".

Explicó que esa revolución pasa por concretar (concretizar), por ejemplo, que el mapa de relaciones internacionales que ha cultivado la Revolución con países como China, Rusia y Belarús, se conviertan en conocimiento para el desarrollo (o desenvolvimento) productivo.

Además, implica avanzar en la industrialización para el procesamiento de nuestros recursos, desarrollo (desenvolvimento) de técnicas, innovación y saberes populares, etc. "Creemos en el dominio soberano de la técnica. No somos improvisados ni mediocres", puntualizó.

Ideas como la conformación de regiones de conocimiento productivo, el desarrollo (desenvolvimento) de universidades politécnicas territoriales en red o (ou) el aprovechamiento de la identidad cultural en los sectores como factores productivos forman parte de los planteamientos (fazem parte das propostas) de esta revolución del conocimiento.

Política inclusiva

Este impulso en lo productivo, que se refleja en la revolución económica, es un paso necesario a raíz de las políticas de inclusión que han caracterizado al Gobierno socialista y que ha permitido logros como la duplicación del consumo de alimentos entre los venezolanos en los últimos 15 años.

"Hoy consumimos cerca de 147 kilos por habitante más por año que en el pasado. Estábamos en 360 kilos por persona al año, y hoy registramos 507 kilos", señaló Menéndez.

Además, el país exhibe positivos indicadores en nutrición, empleo (emprego) y matrícula educativa, así como un mayor poder adquisitivo y ajustes de sueldos siempre por encima de la inflación, además de planes sociales que garantizan (garantem) acceso gratuito a salud y formación, que se reflejan en lo que se conoce como salario social.

"La revolución ha logrado que más de 95% de los venezolanos tenga la mayoría de los electrodomésticos básicos, casi 20 puntos más que en el pasado", destacó Menéndez como un reflejo de estas políticas.

Añadió (Acrescentou) que este continuo mejoramiento del nivel de vida del pueblo debe conllevar una disponibilidad mayor desde el punto de vista material para la satisfacción de necesidades. "Eso es parte enorme de los desafíos en la revolución en lo económico", acotó (destacou).

Esa democracia en el acceso tiene que reflejarse también, indicó, en la producción de los bienes y servicios, es decir (isto é), "una democratización de los medios de producción. No pueden ser parte de una élite", señaló.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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