sexta-feira, 19 de setembro de 2014

MANIFESTAÇÃO DA CENTRAL ÚNICA DO URUGUAI: APOIO À FRENTE AMPLA E LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA




(Foto: Nodal)
“Hoje, a pouco tempo das eleições nacionais de outubro (dia 26), o movimento sindical não quer estar ausente, não somente em relação aos interesses específicos dos trabalhadores, mas também procurando estabelecer aquelas pautas essenciais relacionadas ao desenvolvimento nacional”.

Do portal Nodal – Notícias da América Latina e Caribe, de 19/09/2014

“Para que as mudanças não se detenham” foi a consigna da greve nacional parcial convocada pela central única dos trabalhadores PIT-CNT (Plenário Intersindical dos Trabalhadores - Convenção Nacional dos Trabalhadores) na quinta-feira (dia 18), que teve seu ato central na avenida 18 de Julho e Andes. Os oradores destacaram os avanços nos direitos trabalhistas alcançados nos 10 anos de governo da Frente Ampla.

O PIT-CNT apresentou sua proposta programática na perspectiva do próximo governo (2015-2020) com pontos que abordaram: “Desenvolvimento produtivo”, “Estado”, “Política de empregos e salários”, “Legislação trabalhista e segurança social” e “Saúde, educação e moradia”.

Entre as principais propostas se destacam: redução da jornada de trabalho para seis horas; salário mínimo nacional de 15 mil pesos; implementar o Sistema Nacional de Cuidados; destinar 6% do PIB para a educação e “revisar” a tributação sobre o agro e as exonerações impositivas a investimentos, assim como o Imposto sobre o Patrimônio e o IVA.

A paralisação das atividades se estendeu das 9 às 13 horas, embora as aulas no Primário não tenham sido suspensas, tampouco o transporte público, nem o atendimento dos bancos e o BPS.

“Hoje, a pouco tempo das eleições nacionais de outubro (dia 26), quando o povo tem a oportunidade de decidir o curso futuro, o movimento sindical não quer estar ausente, não somente em relação aos interesses específicos dos trabalhadores, mas também procurando estabelecer aquelas pautas essenciais relacionadas ao desenvolvimento nacional, com uma mais justa distribuição da riqueza, o combate à pobreza e o aprofundamento da democracia”, assinalava a declaração aprovada pela central sindical.

Ainda que a proposta do PIT-CNT não declarasse de forma explícita o apoio ao partido do governo na campanha eleitoral, o coordenador Marcelo Andala sustentou: “O que podemos esperar se a composição rosada toma a direção da república?” - em referência a uma eventual coalizão dos partidos Nacional e Colorado.

Já o integrante do Secretariado Executivo da central, Fernando Pereira, expressou: “Nos pedem para não intervir na campanha eleitoral, porém como não vamos intervir. Ninguém vai tocar na lei de responsabilidade penal empresarial. Vamos lutar e defendê-la. Que a toquem (na lei) e terão todos estes aqui e o dobro lutando”.

Tradução: Jadson Oliveira

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