terça-feira, 23 de setembro de 2014

EVO ABRE A CONFERÊNCIA MUNDIAL DOS POVOS INDÍGENAS: “VIDA, MÃE TERRA E PAZ”



Evo Morales destacou que na Bolívia a pobreza extrema diminuiu de 38% para 18% (Foto: AFP/Página/12)
O presidente da Bolívia, junto com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que os três princípios fundamentais do movimento indígena são ameaçados pelo sistema capitalista. E conclamou a defendê-los.

Evo: “Os governantes do mundo têm que governar obedecendo aos povos e com os povos, com os movimentos sociais. Nossos povos, nossas nações, não podem ser governados por banqueiros nem por grandes empresários ou transnacionais”.

Do jornal argentino Página/12, edição de hoje, dia 23

O presidente da Bolívia, Evo Morales, destacou a necessidade de defesa dos fundamentos dos povos originários ao abrir, junto com o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a Conferência Mundial dos Povos Indígenas na sede da ONU. “Os princípios fundamentais do movimento indígena são: a vida, a Mãe Terra e a paz. Estes princípios são ameaçados permanentemente por um sistema, por um modelo: o sistema capitalista e o modelo de como acabar com a vida e com a Mãe Terra”, manifestou o mandatário aymara. Também sustentou que é um imperativo para todos os governos do mundo avançar na superação e erradicação das condições da pobreza extrema e da discriminação que ainda sofrem os povos indígenas para dar solução aos problemas estruturais da pobreza.

Morales destacou que na Bolívia a pobreza extrema diminuiu de 38% para 18%, o que “é um record histórico”. Também afirmou que os povos indígenas resistiram de maneira permanente aos processos de colonização registrados nos distintos países da região e ressaltou que se conservou a cultura da vida fincada na harmonia e no equilíbrio com a Mãe Terra. “Esta Conferência Mundial deve ser o ponto de partida para definir ações coletivas em defesa da vida para iniciar processos de transformação e de mudança a partir da soberania e da ciência dos povos indígenas em combinação direta com a tecnologia e o avanço científico destes tempos”, discursou.

Ademais, o chefe de Estado boliviano considerou que essas experiências contribuíram para a libertação política e econômica da dominação de distintos impérios, o que foi possível mediante uma revolução democrática e cultural, que aspira a continuar conduzindo ao disputar sua reeleição nas eleições de 12 de outubro. Morales lembrou que antes de seu governo, o movimento indígena boliviano era utilizado para ganhar votos e não era levado em conta para governar, mas num curto tempo se demonstrou – disse – que os indígenas podem administrar um país nos marcos do serviço, compromisso e sacrifício a favor da população.

Continua em espanhol:

“Los gobernantes del mundo tienen que gobernar obedeciendo a los pueblos y con los pueblos, con los movimientos sociales. Nuestros pueblos, nuestras naciones, no pueden ser gobernados por banqueros ni por grandes empresarios o (ou) transnacionales”, enfatizó. Sostuvo (Sustentou), además, que los recursos naturales deben beneficiar a todos, por lo que destacó el incremento de la renta petrolera de 300 millones de dólares registrados en 2005 en Bolivia a los 6000 millones (6 bilhões) de dólares previstos para este año.

El mandatario aseguró que con la nacionalización de los hidrocarburos (gás e petróleo) Bolivia se liberó económicamente, además, de lo que llamó gendarmes de la economía mundial, en clara referencia al Banco Mundial y, muy especialmente, al Fondo Monetario Internacional. Por su parte, Ban Ki-moon puso de relieve el liderazgo (pôs em relevo a liderança) del presidente de Bolivia, a quien calificó de símbolo del mundo en desarrollo (em desenvolvimento) y presidente del pueblo, de la gente, según reprodujo el embajador de ese país en la ONU, Sacha Llorenti, que acompañó a Morales en un encuentro posterior a la inauguración de la Conferencia Mundial de Pueblos Indígenas. Ambos líderes también intercambiaron impresiones sobre el cambio (a mudança) climático, un día después de que el propio Ban Ki-moon encabezara una marcha de 300 mil activistas en el centro de Nueva York contra este fenómeno que afecta a la Tierra y la humanidad.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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