terça-feira, 30 de setembro de 2014

ELEIÇÕES BRASIL 2014: VOTE NULO NO SEGUNDO TURNO



Dilma, Marina e Aécio: para Otto, "é tudo farinha podre do mesmo saco" (Foto: site 247 Brasil)
OTTO FILGUEIRAS: "Continuo dizendo aos amigos e amigas que pensam em votar na Dilma no segundo turno para não se iludirem e votarem nulo. É tudo farinha podre do mesmo saco".


Por Otto Filgueiras, jornalista baiano vivendo em São Paulo (recebido por e-mail)


Uns, outros e alguns mais aceitam de bom grado o financiamento de suas campanhas por grandes empreiteiras corruptoras. Por isso continuo dizendo aos amigos e amigas que pensam em votar na Dilma no segundo turno para não se iludirem e votarem nulo. É tudo farinha podre do mesmo saco. Essa gente encara “programas”, “plataformas” e “intenções” porque disputa o poder para representar grandes interesses.


A matéria da revista Veja, denunciando corrupção na Petrobrás, mas no fundo pretendendo a entrega total de nosso petróleo aos Estados Unidos e às multinacionais concorrentes, deu sobrevida à reeleição de Dilma/Lula, à “democracia social” e ao governo social-liberal de petistas chapa-branca e comunistas de logotipo. Claro que as falcatruas foram feitas pelos bandidos partidários de Paulo Maluf de dentro da Petrobras para agradar políticos corruptos, incluindo alguns do PT, empresários corruptores, para obter benefícios para si próprios. A corrupção deve ser apurada, corruptos e corruptores julgados e punidos com a lei.


Marina Silva, defensora do capitalismo verde e abutre, que ocupou o lugar de Eduardo Campos na disputa presidencial, viu o seu favoritismo desgastado ao atacar o pré-sal descoberto pela Petrobras e defender o uso de energias limpas no lugar do petróleo.


Afora isso, a campanha de Dilma diz que Marina Silva defende a autonomia do Banco Central, e defende mesmo.


O próprio MST avançou para posição de “convocação de uma Assembleia Constituinte soberana e exclusiva, ainda em 2015”, e não mais um plebiscito meramente eleitoral.


Além disso, para se contrapor a José Serra, candidato tucano ao Senado, Eduardo Suplicy cresce na preferência do povo no rastro do “bom samaritano” e do “político honesto”, como se a honestidade não fosse condição intrínseca na representação popular.


Ainda assim, uns, outros e alguns mais aceitam de bom grado o financiamento de suas campanhas por grandes empreiteiras corruptoras.


Por isso continuo dizendo aos amigos e amigas que pensam em votar na Dilma no segundo turno para não se iludirem e votarem nulo. É tudo farinha podre do mesmo saco. Essa gente encara “programas”, “plataformas” e “intenções” porque disputa o poder para representar grandes interesses.


Sem esquerdismo e doutrinarismo, vamos continuar insistindo no socialismo, revolucionário.

Otto Filgueiras é jornalista e está lançando o livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular, em dois volumes: Primeiros Tempos e Bom Combate.

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