quarta-feira, 6 de agosto de 2014

REVELADO PLANO EM QUE OS ESTADOS UNIDOS ENVIARAM CONSPIRADORES A CUBA



O objetivo do plano secreto era desestabilizar o governo de Raúl Castro, informou a agência de notícias AP (Foto: Página/12)
A agência AP revelou que o governo mandou em segredo latino-americanos para tentar provocar mudanças políticas: pelo menos uma dúzia de jovens participaram do plano clandestino através de seminários para prevenção da Aids, e haviam estado em perigo, segundo a investigação. A Casa Branca se negou a esclarecer o assunto.

Do jornal argentino Página/12, edição de ontem, dia 5

A Casa Branca se negou na segunda-feira a comentar o plano da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), para enviar jovens latino-americanos a Cuba com a ideia de promover a queda do governo de Raúl Castro, junto ao “Twitter cubano”, conhecido como Zunzuneo, para influir nos jovens. “Não posso comentar o informe (publicado na imprensa estadunidense) porque há vários pontos não corretos. Os convido a se dirigir diretamente à USAID”, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. A informação do envio de latino-americanos foi revelada pela agência de notícias estadunidense Associated Press (AP), a mesma que descobriu os planos sobre o projeto de Zunzuneo. Segundo a AP, a USAID e sua contratista, Creative Associates International, enviaram jovens latino-americanos clandestinamente, utilizando a cobertura de programas de saúde e cívicos para provocar mudanças políticas.

Essa operação clandestina pôs em perigo estas pessoas, agregou o informe, inclusive depois que em Havana foi condenado o contratista estadunidense Alan Gross, detido enquanto tentava desenvolver atividades contra a segurança da ilha caribenha. A agência estadunidense AP indicou que a USAID e sua entidade “pantalla” (que serve de fachada), Creative Associates International, continuaram o programa inclusive quando seus empregados disseram privadamente a funcionários do governo que consideraram suspender a viagem a Cuba, após a prisão de Gross, publicou na segunda-feira o jornal oficial cubano Granma.

O cidadão estadunidense estava contratado precisamente pela USAID e viajou a Cuba com o propósito de montar uma rede de Internet que escapasse do controle do governo cubano, mas foi detido pelas autoridades de Havana e condenado a 15 anos de prisão acusado de espionagem. O informe precisa ademais que a agência estadunidense enviou jovens venezuelanos, costarriquenhos e peruanos a Cuba desde 2009 com a finalidade de por em marcha uma rebelião. Segundo a investigação, o programa estava infestado de incompetências e riscos. Os jovens quase arruínam sua missão de “identificar atores de uma potencial mudança social”, assinalou o documento.

Um desses jovens disse que teve uma irrisória instrução de 30 minutos para aprender como se livrar da inteligência cubana. Aparentemente não havia uma rede de segurança para os inexperientes trabalhadores se eram capturados, assinala a AP em seu informe. Os novos vazamentos sublinham que tanto Zunzuneo como os programas de jovens viajantes latino-americanos são parte de um esforço multimilionário das autoridades estadunidenses para fomentar a instabilidade em outros países. Os documentos mostram que Creative Associates aprovou o uso de parentes de seus empregados para levar dinheiro em espécie aos contatos cubanos. Porém os familiares nunca foram informados de que os fundos eram da parte do governo dos Estados Unidos, indicou o informe.

Continua em espanhol:

Por otra parte, la vocera del Departamento de Estado norteamericano, Jen Psaki, reconoció que los programas de supuesta ayuda sanitaria y desarrollo (desenvolvimento) para Cuba, en concreto uno referido a concientizar y prevenir sobre el virus del VIH (HIV), no estaban vinculados del todo con la promoción de la democracia, aunque negó que se trataran de programas secretos. “El Congreso conoce nuestros esfuerzos por promover cualquier tipo de compromiso en la sociedad civil en países que no tienen los beneficios de las sociedades abiertas, como Cuba. Había un beneficio secundario aquí y era proveer información sobre estos programas”, aseguró la portavoz al ser interrogada ayer en la rueda de prensa diaria que ofrece (na segunda-feira em entrevista coletiva que concede diariamente).

Aunque se desconocen las fechas (as datas) exactas en las que se ejecutaron dichos programas de la Usaid, al menos una docena de jóvenes latinoamericanos participaron en el proyecto a través de los seminarios para prevenir el VIH (o vírus HIV), y continuaron haciéndolo a pesar de la detención de Gross. Los jóvenes llegaron a Cuba haciéndose pasar por turistas y viajaban por la isla contactando a jóvenes cubanos a través de la organización de talleres (oficinas, seminários) dedicados a asuntos de salud pública.

Sin embargo (No entanto), según revelaron los mismos medios (meios de comunicação), contaban con documentación clave (chave) para comunicarse con Estados Unidos en caso de que estuvieran en peligro. “Que Usaid esté usando medidas para promover la democracia en Cuba no es ningún secreto (não é nenhum segredo). Nosotros tenemos que mantener la presión al régimen castrista y seguir apoyando al pueblo cubano, que vive bajo (sob) la opresión cada día”, aseguró ayer (ontem, segunda-feira) la congresista republicana de origen cubano Ileana Ros-Lehtinen. En esa línea, el portavoz de Usaid, Matt Herrick, negó que haya “secretismo” (negou que haja segredos) en los programas que realiza el gobierno norteamericano “para tratar de promover la democracia en Cuba”.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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