quarta-feira, 6 de agosto de 2014

MUJICA SOBRE OS ATAQUES EM GAZA: “PARECE UM GENOCÍDIO”



Mujica condenou o ataque contra hospitais, crianças e velhos (Foto: EFE/Página/12)
“Nenhum país pode dar impunidade a seus soldados quando estão cometendo assassinatos”, declarou o chanceler uruguaio.

Do jornal argentino Página/12, edição de ontem, dia 5

O presidente uruguaio, José Mujica, qualificou de genocídio a ofensiva do exército de Israel sobre a Faixa de Gaza. “Quando se bombardeiam hospitais, crianças e velhos me parece que é um genocídio.” O mandatário foi consultado sobre se Israel tem direito a se defender. “Todos têm direito a se defender, mas há defesas que não se podem fazer.”

Mujica assegurou numa entrevista à Rádio Montecarlo que lhe preocupa o que ocorre no Oriente Médio “porque sempre os mais fracos são os que mais sofrem”. E agregou: “Há que respaldar tudo o que possa ser qualquer forma de justiça, apontando a algum dia ter uma humanidade melhor, sem guerra”. O presidente contrastou a situação atual no Oriente Médio com a época da Guerra Fria e assegurou que então “era um mundo com contradições, mas havia acordos”, enquanto que agora “há guerra por todos os lados e não se sabe a quem chamar ou o que fazer”, observou.

Continua em espanhol:

La semana pasada, el Ministerio de Relaciones Exteriores de Uruguay había calificado en un comunicado de “repudiable ataque” y de “crimen de guerra” al bombardeo a una escuela que servía de refugio de civiles palestinos protegidos por Naciones Unidas. El titular de esa cartera, Luis Almagro, señaló ayer (ontem, segunda-feira) que los bombardeos en la Franja (Faixa de Gaza) son “casos claros de asesinatos”. Por tanto, dijo que Uruguay evalúa la relación diplomática con Israel. “Ningún país puede dar impunidad a sus soldados cuando están cometiendo asesinatos.” Almagro afirmó al informativo Subrayado que su gobierno enviaría esta semana una misión para acelerar la instalación de una embajada uruguaya en Ramalá (Cisjordania).

El gobierno uruguayo había llamado el pasado jueves (quinta-feira) al retiro inmediato de las tropas israelíes y a un alto el fuego (um cessar-fogo) “incondicional y definitivo” en la Franja, indicando que es inadmisible que la población civil sea atacada como objetivo militar. La embajadora de Israel en Montevideo, Nina Ben-Ami, reaccionó en diálogo con el diario El País: “Uruguay tradicionalmente ha sido amigo de Israel, por eso estamos perturbados por los dichos (del gobierno). Me reuní con el ministro de Exteriores el viernes (na sexta-feira), cuando llegué y dialogamos. Yo esperaba que a través del diálogo pudiéramos recomponer las cosas, porque este tipo de lenguaje es realmente problemático para nosotros”, dijo la funcionaria, que asumió el viernes (na sexta-feira) 1º de agosto.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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