sábado, 9 de agosto de 2014

JOÃO PAULO, DO MST: ELEIÇÕES, MUDANÇAS ESTRUTURAIS E REFORMA AGRÁRIA

jpa_joao paulo rodrigues e reforma agrária
João Paulo Rodrigues, da  direção nacional do MST (Foto: Viomundo)


Eleições gerais, momento de debate das mudanças estruturais e Reforma Agrária 

Na nossa avaliação, a disputa eleitoral principal está entre neodesenvolvimentismo e neoliberalismo. Não estamos representados por nenhum desses projetos, mas é importante derrotarmos o neoliberalismo e toda a direita conservadora que o apoia.

Por João Paulo Rodrigues, no Escrevinhador - reproduzido do blog Viomundo - o que você não vê na mídia, de 08/08/2014

Chegaram as eleições e junto com elas um grande debate sobre os problemas do Brasil. As candidaturas iniciaram a apresentação dos programas de governo, com várias promessas de medidas para resolver as questões do país, desde os problemas nos bairros até o aquecimento global.

Esse é um dos momentos mais ricos da democracia para se debater sobre os vários problemas existentes no Brasil. É também uma oportunidade para criticarmos e apresentarmos propostas aos candidatos sobre o que nós, trabalhadores e trabalhadoras, queremos para a Brasil.

Hoje, temos uma população de aproximadamente 50 milhões de brasileiros que vivem no campo e nas pequenas cidades do interior, cuja renda principal tem origem na agricultura familiar camponesa. No entanto, infelizmente, o tratamento dado pelo Estado e pelos governantes está aquém do que precisamos para a melhoria da vida dos camponeses.

Às vésperas desse momento importante da democracia, com as nossas bandeiras erguidas nas lutas, queremos fazer um amplo debate com toda a sociedade sobre a necessidade da Reforma Agrária, como uma medida para democratizar o acesso a terra e, ao mesmo tempo, garantir que a agricultura brasileira não seja somente um depósito de venenos ou símbolo de produção de commodities para exportação – sem gente, sem animais e sem vegetação. Ou seja, um agricultura de máquinas.

A nossa tarefa, dos movimentos populares do campo, é fazer o bom combate nessas eleições: debater com a sociedade e com os candidatos qual é o melhor projeto para a agricultura brasileira.

Para continuar lendo no Viomundo, com a abordagem de cinco ítens: 1 - Luta por uma Constituinte exclusiva para a reforma política; 2 - Democratizar a terra para os Sem Terra; 3 - Por um plano de produção de alimentos sadios; 4 - Educação e Cultura no campo, como um bom lugar para se viver; e 5 - Construir um projeto popular para o Brasil.

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