domingo, 3 de agosto de 2014

EQUADOR: AMBIENTALISTAS CRITICAM ACORDO COM A UNIÃO EUROPEIA E TEMEM EFEITOS NEGATIVOS




(Foto: Nodal)
Para Cecilia Chérrez, o acordo poderia prejudicar especialmente os camponeses e a produção agrícola, pois considerou que as grandes empresas do ramo de alimentação europeias poderiam levar à falência os pequenos e médios agricultores.

Do portal Nodal – Notícias da América Latina e Caribe (com a agência EFE), de 01/08/2014

O grupo Ação Ecológica, um dos mais importantes coletivos ambientalistas do Equador, criticou o acordo comercial feito recentemente entre o governo de seu país e a União Europeia (UE) e alertou sobre supostos efeitos negativos.

Cecilia Chérrez, ativista da Ação Ecológica e coautora dum informe sobre os possíveis efeitos do tratado com a UE, indicou numa coletiva de imprensa que o acordo poderia “resultar muito negativo” para o Equador.

Chérrez assegurou que, de acordo com suas investigações, o acordo com a Europa se inscreve “na lógica dos tratados de livre comércio (TLC)”, criticados inclusive pelo mesmo governo equatoriano.

No último dia 17, o ministro equatoriano do Comércio Exterior, Francisco Rivadeneira, anunciou em Bruxelas que seu país havia realizado um acordo comercial com a UE, para integrar-se num acordo semelhante já feito pelo Peru e Colômbia.

Rivadeneira explicou então que o pacto havia sido feito, a pesar de serem mantidas “diferenças” para os países andinos que participam do acordo e com “aspectos particulares na medida de cada caso”.

O ministro assinalou que para o Equador “as principais dificuldades para fechar um acordo equilibrado e benéfico para as partes” recaíram sobre a parte agrícola.

Para Chérrez, o acordo poderia prejudicar especialmente os camponeses e a produção agrícola, pois considerou que as grandes empresas do ramo de alimentação europeias poderiam levar à falência os pequenos e médios agricultores.

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La investigadora opinó que la negociación entre la UE y Ecuador no fue justa, pues dijo que entre las dos (duas) partes existen grandes asimetrías.

Además, Chérrez se preguntó: “¿Por qué no se han dado a conocer los textos de la negociación?”.

“Para nosotros sí es muy preocupante, sobre todo porque estamos frente a hechos (fatos) consumados. El Gobierno decidió firmar (el acuerdo) a espaldas (nas costas, escondido) del pueblo ecuatoriano”, sostuvo al opinar que el tratado podría también violar varias normas constitucionales.

Según Chérrez, ese tipo de acuerdos van en la línea de las privatizaciones, debido a que abre la posibilidad de que las grandes farmacéuticas europeas inunden el mercado nacional con sus medicamentos, lo que también perjudicaría la política gubernamental de ampliar el uso de medicinas (de remédios) genéricas.

Para la activista, el acuerdo con la UE es “un error gravísimo” que perjudicará, entre otros, a los pequeños productores de Ecuador y de Europa.

“Sólo un grupo minúsculo” de empresarios ecuatorianos relacionados con las exportaciones de banano, camarón, brócoli y flores serán los beneficiados del acuerdo, añadió (acrescentou) Chérrez e insistió en que “son los campesinos una de las principales víctimas de estos tratados de comercio, dominados por la lógica de las grandes corporaciones”.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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