quinta-feira, 24 de julho de 2014

VENEZUELA E CHINA: OS 38 ACORDOS ENTRE XI JINPING E MADURO



Xi Jinping e Nicolás Maduro selaram sua aliança (Foto: AFP/Página/12)

 Créditos bilionários em troca de petróleo entre a China e a Venezuela: a partir destes acordos entre os mandatários dos dois países, a Venezuela estará em condições de dispor de créditos no valor de 5,7 bilhões de dólares e também poderá fabricar seu terceiro satélite.

Matéria do jornal argentino Página/12, edição de 22/07/2014

Os presidentes da Venezuela e China, Nicolás Maduro e Xi Jinping, assinaram ontem (dia 21) em Caracas 38 acordos de cooperação que permitirão ao país sul-americano dispor de créditos no valor de 5,7 bilhões de dólares e fabricar seu terceiro satélite. De acordo com um dos convênios, a China aportará 4 bilhões – e a Venezuela outros 2 bilhões – ao Fundo Conjunto Chinês-Venezuelano, usualmente chamado Fundo Chinês, com o qual se financiam projetos venezuelanos de desenvolvimento. Outro dos entendimentos compromete o Eximbank (banco de comércio exterior) da China a entregar à petroleira estatal venezuelana Pdvsa um bilhão para “a compra de bens e serviços para a indústria” e “novos projetos”. Também a China aportará outros 691 milhões para a certificação e a exploração de reservas minerais, assim como para “o desenvolvimento de uma mina de ouro e cobre” na Venezuela.

Desde 2007 e até princípios deste ano, Beijing (ou Pequim) aportou mais de 40 bilhões ao Fundo Chinês e Caracas paga com a exportação de 524 mil barris diários de petróleo cru e derivados, volume que se estima será elevado a um milhão de barris em 2016. Por outro lado, Maduro e Xi acordaram o intercâmbio de conhecimentos para a fabricação de um novo satélite “de percepção remota, que servirá para o fortalecimento das capacidades cartográficas” da Venezuela, segundo a AVN (Agência Venezuelana de Notícias). A Venezuela já tem em órbita dois satélites, também construídos no contexto da cooperação com a China: desde 2008 o Simón Bolívar, destinado a suporte de telecomunicações, e desde 2012 o Francisco de Miranda, para observação remota e cartografia.

Continua em espanhol:

Asimismo, los mandatarios firmaron un acuerdo de “cooperación financiera” por un monto no precisado (num montante não definido), con el objeto de “agilizar los procesos de emisión de pólizas de seguros” para “créditos de exportación suscriptos por Pdvsa” con “empresas de China”. Además se acordó la compra por parte de Venezuela de 10 mil vehículos para uso particular y transporte escolar y 1.500 ómnibus, operación que incluye capacitación para la “instalación de sistemas automatizados de cobro de pasajes”.

Igualmente se acordó crear empresas binacionales para la producción de fertilizantes, agroquímicos y materiales para la construcción, entre ellas una planta de cemento en el estado de Lara, que permitirá incrementar en alrededor de 10 por ciento la producción venezolana, actualmente de unos 10 millones de toneladas anuales. Maduro afirmó que la de Xi “es una visita histórica, que inicia una nueva era en las relaciones entre China y Venezuela”, y sostuvo (sustentou, afirmou) que los pueblos de ambos países son “verdaderos hermanos para las grandes tareas del siglo XXI (para as grandes tarefas do século 21)”.

“Hoy, ese camino de quince años labrado (percorrido) por el (fallecido ex) presidente Hugo Chávez, labrado (percorrido) por las dos (duas) patrias, hemos decidido elevarlo a un nivel superior y declarar una asociación estratégica de carácter integral entre China y Venezuela”, agregó Maduro. El mandatario venezolano resaltó que el aporte financiero al que se comprometió China “no le pone” a Venezuela “una deuda (dívida) pesada”, pues “es un financiamiento que es respaldado por una fórmula de producción y suministro (fornecimento) de barriles de petróleo”. “Quiere decir que es una fórmula virtuosa que permite financiamiento y desarrollo (desenvolvimento), y no crea deudas (e não cria dívidas) pesadas como los viejos sistemas”, insistió Maduro al clausurar (ao encerrar) junto a Xi la XIII Comisión Mixta de Alto Nivel bilateral, en la sede del Círculo Militar. 

“Constatamos con satisfacción que el presidente Maduro heredó (herdou) la voluntad de Chávez de promover con firmeza esta gran causa del socialismo del siglo XXI con importantes éxitos”, respondió Xi y explicó que su país apoya a Venezuela “por adoptar un camino de desarrollo (desenvolvimento) acorde con sus realidades”.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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