sábado, 5 de julho de 2014

FUNDOS-ABUTRE: “CHEGOU O MOMENTO DE PARAR ESTE ATROPELO”



Chanceler boliviano David Choquehuanca (Foto: Aporrea)
Fundos-abutre são um roubo premeditado à Argentina, afirma na OEA o chanceler boliviano.

"Uma vez mais se demonstra que o sistema capitalista é um câncer que ameaça a humanidade”.

Por Agência Venezuelana de Notícias/AVN – reproduzido do portal Aporrea.org, de 03/07/2014

O ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, destacou na quinta-feira, dia 3, que a cobrança por parte dos credores dos denominados fundos-abutre é "um roubo premeditado" à Argentina, eles buscam se aproveitar das necessidades do povo desta nação sul-americana.

"Chegou o momento de parar este atropelo, não devemos permitir que esses piratas da especulação estejam acima dos estados, dos povos, acima de nossas vidas. Esta conjuntura de crise permite que a humanidade tenha a grande oportunidade de despertar a energia comunal para desnudar o sistema capitalista, este sistema individualista e assim construir novas estruturas que garantam a paz, a harmonia no mundo", assinalou.

Durante sua participação na reunião de Consulta de Ministros de Relações Exteriores dos países que integram a Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, Estados Unidos, Choquehuanca manifestou que esta é uma demonstração de que o sistema capitalista não tem moral nem ética, tampouco dinheiro.

"Uma vez mais se demonstra que o sistema capitalista é um câncer que ameaça a humanidade, por isso os Estados, os povos, temos a responsabilidade e a obrigação de gerar propostas para por fim a este tipo de agressões que de uma vez por todas devem ser extirpadas", disse em declarações transmitidas por Telesul.

Sustentou ainda que a cobrança desses fundos é uma mostra da "imoralidade e covardia" dos que pretendem obter lucros de mais de 1.000% do valor pago por esses títulos.

O governo argentino considera uma extorsão a demanda desses fundos e assinala que lhes pagar nos termos exigidos poderia provocar que a maioria dos “bonistas” (possuidores de títulos) que renegociaram (92,4%) iniciem demandas por valores que poderiam chegar a mais de 120 bilhões de dólares.

Tradução: Jadson Oliveira

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