quinta-feira, 24 de julho de 2014

FIDEL CASTRO LAMENTA A POUCA ATENÇÃO MIDIÁTICA PARA OS BRICS




Fidel Castro durante um encontro com o presidente russo Vladimir Putin em Havana, em 11 de julho de 2014 (Foto: AP/La Jornada)

“Pensava que nos dias subsequentes haveria um pouco mais de análise séria sobre a importância da cúpula dos BRICS”, lamentou Castro.

Do jornal mexicano La Jornada, de 22/07/2014

Havana - O ex-presidente cubano Fidel Castro lamentou hoje (dia 22) a pouca atenção dos meios de comunicação para os avanços e “proezas” do grupo de países emergentes dos BRICS, poucos dias depois do bloco celebrar um encontro no Brasil.

Na recente cúpula do grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS), celebrada em Fortaleza, “se aprovou uma importante declaração”, assinalou Castro, que publicou hoje (dia 22) no jornal Granma seu segundo artigo de opinião em cinco dias, após meses de silêncio.

No longo texto de duas páginas intitulado “É hora de conhecer um pouco mais a realidade”, o líder cubano enumera extensamente os acordos e os pontos da declaração dos BRICS, e lamenta a falta de atenção dos meios de comunicação internacionais ao tema.

“Pareceria que se trata de mais um acordo dentre os muitos que aparecem constantemente nos despachos das principais agências ocidentais de notícias”, escreveu Castro, que considera a criação do grupo uma resposta à hegemonia política da qual acusa os Estados Unidos.


“Pensava que nos dias subsequentes haveria um pouco mais de análise séria sobre a importância da cúpula dos BRICS”, lamentou Castro.

Ainda que esteja afastado do poder desde 2006, é sabido que o ex-presidente de 87 anos continua acompanhado de sua casa em Havana a atualidade internacional através dos meios de comunicação.

Quando encerram o giro, “ambos os países (China e Rússia) estarão culminando uma das maiores proezas da história humana”, assegurou Castro em alusão ao encontro dos BRICS.

Continua em espanhol:

El ex presidente elogió también el papel de China y Rusia en la región, cuyos presidentes han visitado en la última semana varios países de América Latina, entre ellos Cuba. El presidente chino, Xi Jinping, llegó el lunes (na segunda-feira) a La Habana.

Entre otras medidas, el grupo de naciones emergentes aprobó durante su reciente cumbre en Brasil la creación de dos (duas) instituciones alternativas al Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional (FMI) centradas en sus intereses.

El Nuevo Banco de Desarrollo (Desenvolvimento) de los BRICS cuenta con un capital de 100 mil millones (100 bilhões) de dólares, destinado a financiar proyectos en los países del grupo y otras naciones en desarrollo (em desenvolvimento). El Acuerdo de Reserva Contingente (ACR) es un fondo con un capital por el mismo monto (no mesmo montante).

Castro volvió (voltou) a publicar el viernes (na sexta-feira) pasado después de meses un artículo de opinión en la prensa cubana, en el que acusó a Ucrania por la reciente tragedia con un avión civil aparentemente derribado en la zona de conflicto con separatistas rusos.

El ex presidente cubano, que tuvo que ceder el poder a su hermano Raúl en 2006 tras (após) enfermar de gravedad, llevaba meses desaparecido de la esfera pública. En enero (Em janeiro) se mostró por última vez en un acto público en La Habana.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira

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