sexta-feira, 18 de julho de 2014

CONFLITOS NA FRONTEIRA NORTE-AMERICANA: O GIGANTE E AS CRIANÇAS

LibRepublic
Os mais vulneráveis da terra colocaram em xeque aqueles que dizem ser os mais poderosos do mundo (Foto: LibRepublic)

A ultradireita norte-americana aproveita o momento e convoca milícias para proteger o país e condenar as nações irresponsáveis que estão enviando infantes.

Por David Brooks, do La Jornada – reproduzido do portal Carta Maior, de 17/07/2014

Os governantes da superpotência norte-americana estão considerando enviar a Guarda Nacional, drones, e mais agentes fronteiriços armados para construir mais campos de detenção diante de uma grave ameaça: crianças e mães desesperadas.

O êxodo de crianças do México e de outros países da América Central está assustando o gigante.

As crianças: 52 mil chegaram sozinhas desde outubro e o secretário de Segurança Interna, Jeh Johnson, adverte que o total poderia chegar a 90 mil em setembro, o que seria o triplo comparado ao ano anterior (isso não inclui as até agora 39 mil mães com menores no mesmo período). Isso obrigou a cúpula política a retomar não apenas o tema migratório, mas as consequências das políticas regionais, queiram ou não.

Até o momento, manifestaram-se nada além da covardia política. Os adultos que mandam têm medo e sua resposta é ameaçar os menores. A propaganda oficial afirma que, depois de sua perigosa viagem, não será permitido que eles fiquem, e estarão sujeitos a processos judiciais. Também haverá mais guardas armados para recebê-los aqui e na fronteira com o México.

O presidente Barack Obama, depois de qualificar isso como uma situação humanitária, decidiu enfatizar um processo para expedir as deportações, solicitando ao congresso 3,6 bilhões de dólares em fundos de emergência para enfrentar a situação. Ainda mais irônica é a petição do mandatário democrata e de alguns de seus aliados para anular certas proteções dos menores que emigram de países fronteiriços com os EUA – proteções estas previstas em uma lei promulgada por seu antecessor republicano, George W. Bush.
 
Para ler mais na Carta Maior:

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