quarta-feira, 11 de junho de 2014

VENEZUELA: PCV PROPÕE MUDANÇAS PARA AVANÇAR NA TRANSIÇÃO AO SOCIALISMO




Pedro Eusse (no meio), ao lado do deputado Oscar Figuera (à dir), secretário geral do partido (Foto: Tribuna Popular/Aporrea)

O Partido Comunista da Venezuela propôs avançar em profundas mudanças nas políticas econômica e trabalhista do Governo Nacional, com o objetivo de derrotar as intentonas golpistas e abrir caminho a uma verdadeira transição ao socialismo.

Por Tribuna Popular – reproduzido do portal Aporrea.org, de 10/06/2014 (o título acima é deste blog)   


Caracas - O Bureau Político do Partido Comunista da Venezuela (PCV) informou que na reunião com o presidente Nicolás Maduro e o Grande Polo Patriótico (GPP – aliança dos partidos que apoiam o governo chavista), realizada em 29 de maio último, propôs avançar em profundas mudanças nas políticas econômica e trabalhista do Governo Nacional, com o objetivo de derrotar as intentonas golpistas e abrir caminho a uma verdadeira transição ao socialismo.


Pedro Eusse, membro do Bureau Político do PCV, assinalou que o partido “valorizou a reunião entre o presidente Nicolás Maduro e as diversas forças políticas que compõem o Grande Polo Patriótico “Simón Bolívar” e esperamos que este seja o início dum funcionamento regular da existência de instâncias para a elaboração coletiva da política”.


Para os comunistas, o desenvolvimento de instâncias coletivas de todas as forças progressistas e revolucionárias que acompanham o processo é fundamental para a elaboração da política e fortalecimento da revolução bolivariana iniciada pelo presidente Hugo Chávez Frías.


Eusse informou que, no encontro, o PCV, representado pelo deputado Yul Jabouer, alertou que a direita venezuelana pretende pressionar o governo para conseguir nas mesas de diálogo o que não pôde alcançar com votos nem com as guarimbas (barricadas na rua).


Assim manifestou Pedro Eusse, ante o reiterado “congelamento” que estabeleceu a MUD (Mesa da Unidade Democrática – aliança dos partidos opositores) para os diálogos iniciados em 10 de abril último, produto de sua aspiração de reverter o processo revolucionário.


Neste contexto, o PCV alertou o Governo Nacional e o presidente Nicolás Maduro para não se deixar pressionar nem política nem economicamente, e chamou a aprofundar a articulação das organizações que impulsionam o processo para estabelecer o plano de ofensiva do povo venezuelano, de resposta contundente e popular contra o plano imperialista.


Eusse ressaltou a importância de que se regularizem os espaços de debate e construção coletiva da política, pelo que expressou a importância da reunião de Maduro com o GPP, no dia 5 de junho, ratificando propostas que o PCV tem feito de maneira reiterada.


No âmbito sócio-econômico, o governo deve assumir seriamente, em coordenação com o povo trabalhador organizado e as forças políticas revolucionárias, o incremento dum plano estratégico de desenvolvimento das forças produtivas, na indústria, agricultura e manufatura, uma reorientação da política econômica – de cunho revolucionário para superar o rentismo petroleiro –, e medidas que resguardem os direitos trabalhistas.


Portanto, o PCV expressa que o Governo Nacional, e em particular o presidente Maduro, deve assumir uma atitude de revisão interna e de correção dos abusos e violações que estão exercendo contra os trabalhadores e suas organizações sindicais, em contraposição ao controle operário da produção de bens e serviços.

Tradução: Jadson Oliveira

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