sábado, 14 de junho de 2014

OFENSIVA DA JUSTIÇA VENEZUELANA: TRÊS OPOSITORES NA MIRA



O governo de Maduro denunciou um complexo plano para acabar com a paz  na Venezuela (Foto: EFE/Página/12)
A Procuradoria venezuelana solicitou a detenção do ex-embaixador na ONU Diego Arria, do empresário Pedro Burelli e do advogado Ricardo Koesling, acusados de participar dum plano para assassinar o presidente Maduro.

Matéria do jornal argentino Página/12, edição de 12/06/2014

A Procuradoria venezuelana solicitou na quarta-feira, dia 11, a detenção do ex-embaixador na ONU Diego Arria, do empresário Pedro Burelli e do advogado Ricardo Koesling por participação num suposto plano magnicida. A procuradora geral venezuelana, Luisa Ortega, informou ao canal estatal VTV que solicitou que “se ordene a detenção desses cidadãos, o que foi decidido pelo Tribunal”. Ortega indicou que se decidiu ordenar a prisão logo que a primeira pessoa que foi citada (Burelli) não compareceu perante o Ministério Público e diante da presunção de que os outros acusados tomariam a mesma decisão.

Ortega assinalou que como Arria e Koesling não se encontram em território venezuelano, será solicitada ademais à Interpol a sua captura. “Temos a certeza, a segurança de que dois deles não vão se apresentar também, por isso ordenamos a detenção desses cidadãos”, disse a chefe do Ministério Público, segundo reproduziu o portal de Globovisión (TV privada anti-chavista). Por outro lado, foi citada na qualidade de testemunha a dirigente estudantil e ativista do partido Voluntad Popular (Vontade Popular, partido liderado por Leopoldo López, que está preso respondendo processo), Gabriela Arellano, que deverá depor na próxima terça-feira na sede do Serviço de Inteligência Bolivariano (Sebin).

Continua em espanhol:

Los anuncios de Ortega se producen después de que hace dos (duas) semanas el dirigente del Partido Socialista (PSUV) Jorge Rodríguez denunciara un complejo plan dirigido a acabar con la paz que, según dijo, incluía un magnicidio y un golpe militar contra el presidente Nicolás Maduro y que ya fue abortado. Para apoyar esa denuncia, Rodríguez mostró varios correos (e-mails) atribuidos a la opositora María Corina Machado en los que se podían leer supuestos mensajes a diferentes actores de la oposición venezolana, entre ellos, Arria, en los que señala que había llegado la hora de acumular esfuerzos y obtener financiamiento para aniquilar a Maduro. Además había mensajes del empresario y ex directivo de la petrolera estatal PDVSA Burelli a Arria, y de Koesling, que para el oficialismo (governismo) constituyen pruebas de ese plan. 

En una entrevista del diario El Universal (jornal privado radicalmente anti-chavista), Burelli, que estaba citado para declarar el lunes (na segunda-feira) ante la Fiscalía, rechazó la citación desde Estados Unidos, donde reside. “Todos los correos que mostraron son de cuentas cuyo proveedor es Google. Estamos siguiendo el procedimiento establecido, con mi abogado, a fin de conseguir los recaudos técnicos y luego la certificación que demostrará cómo todo esto se montó sobre la base de correos forjados”, declaró Burelli.

Arria, ex embajador y ex precandidato opositor en las internas de febrero de 2012, dijo que le robaron un teléfono celular a través del cual accedieron a sus cuentas de correo y redes sociales y “fabricaron” mensajes que según dijo no son de su autoría.

Tradução: Jadson Oliveira

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