domingo, 22 de junho de 2014

GILBERTO CARVALHO PERCEBE QUE ANÁLISE POLÍTICA SOBRE DILMA 'INCOMODA MUITO'

Gilberto Carvalho criticou a passividade do governo diante dos ataques midiáticos (Foto: Correio do Brasil)

 O governo tende a discutir, cada vez mais, a influência econômica nos meios de comunicação e compreender que há um fenômeno de massa em curso, muito além das arquibancadas do Itaquerão.

Por Correio do Brasil - de Brasília, de 20/06/2014

Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho foi alvo, nesta sexta-feira, de duras críticas quanto às suas declarações sobre os rumos políticos do governo Dilma Rousseff, na caminhada às eleições presidenciais de outubro deste ano. Carvalho acredita que esta será a mais difícil de todas as demais campanhas eleitorais já disputadas pelo PT. Além da correlação de forças desfavorável, o partido enfrenta 12 anos de propaganda contrária, ininterrupta, disseminada pela mídia monopolista e, agora, faz face a um novo ator social: o militante de direita virtual, contratado por partidos e facções conservadoras para disseminar mensagens de ódio político, social e racial junto ao público.

– É por isso que eu digo que essa eleição vai ser a mais difícil de todas, porque ela enfrenta o resultado desse longo processo. E a correlação de forças vai ficando cada vez mais complicada pra gente – afirmou aos jornalistas, ativistas e midialivristas que participaram, na quarta-feira, do debate sobre a Política Nacional de Participação Social.

Para o ministro, é só observar o número de parlamentares de direita com mandatos para ver que é quase um milagre que o PT tenha conseguido permanecer no poder durante este tempo.

– Do ponto de vista da governabilidade institucional, nos somos uma estrondosa minoria. Se você acrescenta ainda que nós não fizemos o debate da mídia para valer, e eu acolho as críticas, nós passamos este tempo todo com uma pancadaria diária que deu resultado. Essa pancadaria diária é o que resulta no palavrão para a Dilma lá no Itaquerão. E no Itaquerão não tinha só elite branca, não – constatou.

Na análise do ministro, segundo sua assessoria, o governo tende a discutir, cada vez mais, a influência econômica nos meios de comunicação e compreender que há um fenômeno de massa em curso, muito além das arquibancadas do Itaquerão.

– O fato de se perceber agora, com clareza, a existência deste fenômeno, já incomoda muito – disse.

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