segunda-feira, 30 de junho de 2014

EMILIANO JOSÉ: A VEJA FICOU MUITO MENOR



(Foto: reproduzida do site de Emiliano)
Temos é que celebrar a alegria dessa Copa, o sucesso dela, e com isso demonstrar o quanto a mídia hegemônica distorce a realidade para atingir seus objetivos políticos.

Por Emiliano José (jornalista, escritor, deputado federal pelo PT-Bahia) – de sua página na Internet www.emilianojose.com.br, de 26/06/2014

Soube que Guzzo, chefão de Veja, fez uma autocrítica envergonhada sobre a Copa (leia matéria abaixo). Confessou que Veja errou rotundamente ao prognosticar – eu diria desejar – o fracasso da Copa. Ah, é? A Veja deve considerar que lida com um leitorado composto de idiotas. Pensa que engana. Ela pretendeu fazer o teste de hipótese. Dessem certas as suas previsões apocalípticas, e atingiria o seu óbvio objetivo de desgastar o governo e contribuir com a fragilizada oposição e seus frágeis candidatos. Veja não lida com fatos. Não faz jornalismo. Exerce a chefia do partido-mídia na área do jornalismo impresso. Os fatos, às vezes, a esbofeteiam e ela é obrigada a se retratar. Envergonhadamente.

Os aeroportos ficaram prontos, funcionam melhor que os europeus. Os turistas são recebidos com imenso carinho pelo povo brasileiro. Não houve problemas na mobilidade urbana. Os estádios são excepcionais, foram entregues a tempo, são belíssimos, e lotam a cada jogo. Estes, no desprezo de Veja pelos fatos, terminariam em 2038!

O mundo reconhece: é uma das mais bem-sucedidas copas da História. Essa foi e está sendo uma obra do povo brasileiro, de sua capacidade de trabalho, de sua criatividade, generosidade, capacidade de acolher a todos. E foi e está sendo fruto do trabalho do governo, da capacidade de Dilma, da luta do Lula para trazer a Copa para o Brasil. É mais uma afirmação do País diante do mundo.

Veja ficou muito menor. A autocrítica ruborizada não a redime. Temos é que celebrar a alegria dessa Copa, o sucesso dela, e com isso demonstrar o quanto a mídia hegemônica distorce a realidade para atingir seus objetivos políticos.

A famosa capa da Veja em que a revista previu que os estádios para a Copa só ficariam prontos em 2038 (Foto: reproduzida do site 247)
Chefão da Abril: “Imprensa pecou feio. É a vida”

Do site 247, de 29/06/2014

A revista Veja deste fim de semana traz um mea culpa de um dos homens fortes da Editora Abril, o jornalista José Roberto Guzzo, que já dirigiu Veja e Exame, pertence ao conselho editorial da casa e é um dos responsáveis pelas políticas editoriais do grupo. O texto, chamado "Errando à luz do sul", confirma a tese da presidente Dilma Rousseff, que na sexta-feira, falou que a imprensa nacional errou bastante ao prever um desastre na Copa (leia mais aqui).

Sem rodeios, Guzzo vai direto ao ponto. "É bobagem tentar esconder ou inventar desculpas: muito melhor dizer logo de cara que a imprensa de alcance nacional pecou de novo, e pecou feito, ao prever durante meses seguidos que a Copa de 2014 ia ser um desastre sem limites. O Brasil, coitado, iria se envergonhar até o fim dos tempos com a exibição mundial da inépcia do governo para executar qualquer projeto desse porte, mesmo tendo sete anos para entregar o serviço", diz ele.

"Deu justamente o contrário. A Copa de 2014, até agora, foi acima de tudo o triunfo do futebol", diz ele. "Para efeitos práticos, além disso, tudo funcionou: os desatinos da organização não impediram o espetáculo, os 600 000 visitantes estrangeiros acharam o Brasil o máximo e 24 horas depois de encerrado o primeiro jogo ninguém mais se lembrava dos horrores anunciados durante os últimos meses. É a vida", lamenta.

Guzzo reconhece ainda o risco das apostas erradas, como fez Veja ao prever que os estádios só ficariam prontos em 2038. "A Copa de 2014 é uma boa oportunidade para repetir que a imprensa erra, sim - mas erra em público, à luz do sol, e se errar muito acabará morrendo por falta de leitores, ouvintes e telespectadores. Ao contrário do governo, que jamais reconhece a mínima falha em nada que faça, a imprensa não pode esconder suas responsabilidades".

Na última linha, porém, ele faz um alerta. "Esperemos, agora, a Olimpíada do Rio de Janeiro". Será que Veja vai liderar o movimento #naovaiterolimpiada?

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