quinta-feira, 12 de junho de 2014

COLÔMBIA: O ELN ENTRA NO PROCESSO DE PAZ



A guerrilha do ELN, segunda em importância na Colômbia, se soma ao processo de paz em plena campanha presidencial (Foto: Página/12)
Num comunicado conjunto com o governo, a guerrilha anunciou que negociam desde janeiro: a quatro dias da votação em segundo turno, as duas partes reconheceram que ainda estão “numa fase exploratória”. A agenda inclui reparações para as vítimas e a participação dos futuros ex-guerrilheiros na sociedade.

Matéria do jornal argentino Página/12, edição de ontem, dia 11

O governo da Colômbia anunciou ontem (terça-feira, dia 10) o início dum processo de paz com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda do país depois das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). As negociações se desenvolveram após uma fase exploratória de quatro meses e com uma agenda a discutir que está sendo ainda definida. A quatro dias do segundo turno da eleição para definir quem será o presidente nos próximos quatro anos, as duas partes reconheceram que embora ainda estejam “numa fase exploratória de conversações que se iniciou em janeiro”, na agenda se incluirão acordos para reparar as vítimas e para a participação dos futuros ex-guerrilheiros na sociedade. O presidente Juan Manuel Santos comemorou o início do processo e disse que este novo diálogo, além do que já existe com as FARC, “é a melhor garantia para o país de que o conflito terminará para sempre e que nunca, nunca mais, vai se repetir”.

“As delegações e o ELN expressam à Colômbia e à comunidade internacional a vontade recíproca de continuar com a fase exploratória que permita acordar uma agenda e estabelecer uma mesa de conversações para chegar à assinatura dum acordo final”, diz o comunicado conjunto de seis pontos difundido na terça-feira pelo governo, e que anunciou antes a ex-senadora Piedad Córdoba, líder de Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), encarregada do anúncio por parte do grupo guerrilheiro.

No texto, as partes prometeram que “darão a conhecer periodicamente e de comum acordo os avanços e resultados desta fase exploratória”, e agradeceram aos governos do Brasil, Chile, Cuba, Equador, Noruega e Venezuela pela “boa vontade e o compromisso que expressaram no acompanhamento e garantias deste processo”.

Por seu lado, Santos assegurou que o anúncio se fez na terça-feira, a poucos dias das eleições, porque o processo de Havana com as FARC entrou na sua fase final. “A responsabilidade política deste processo de paz recai sobre meus ombros, sobre os de ninguém mais. Este processo integral de paz que envolve as FARC e agora o ELN é a melhor garantia para as vítimas e para o país de que este conflito terminará para sempre”, enfatizou o mandatário depois do anúncio.

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A pesar de que el jefe de Estado no reveló detalles de este nuevo ciclo, señaló que no habrá cese al fuego (cessar-fogo)  ni despeje de zonas y que se realizará en el exterior para garantizar la imparcialidad. “Lo que yo pretendo, quiero y aspiro es terminar esta guerra con los dos grupos”, destacó Santos, quien insiste en que necesita “un período más para lograr la paz”.

“Hay que tener claro que el conflicto es sólo uno y por eso el proceso para poner fin al conflicto es uno”, argumentó el presidente. Santos añadió (acrescentou) que “hasta tanto no queden acordadas todas las condiciones necesarias” no se dará el siguiente paso: “Una mesa formal de conversaciones con este grupo”.

En tanto, la ex candidata del Partido Conservador y jefa de campaña de Zuluaga, Marta Lucía Ramírez, tildó (classificou) de “oportunista” el anuncio de Santos y el ELN. “Cuando viene de parte del jefe de Estado obedece a un oportunismo que verdaderamente se siente como una manipulación que da asco”, declaró. “¿Será que al ELN también lo van a dejar que siga atentando contra la infraestructura petrolera del país, será que va a tener licencia para seguir reclutando niños mientras que (enquanto) están conversando con el gobierno de Santos? La paz no es de Juan Manuel Santos, sino de un país que tiene que avanzar en negociaciones mientras haya (enquanto haja) transparencia en las condiciones de ese diálogo”, agregó Ramírez, quien consideró que la verdadera paz se logra con justicia.

Las versiones sobre un probable inicio de diálogo con el ELN se potenciaron hace meses cuando comenzaron a cerrarse los primeros puntos en la agenda del proceso de paz con las FARC en Cuba. En esa línea, se especuló con que Uruguay podía ser el lugar donde se realicen las negociaciones porque el presidente José Mujica manifestó en varias ocasiones su disposición a colaborar en el fin al conflicto armado y ofreció su país como sede de nuevas conversaciones de paz.

Meses atrás, el máximo líder del ELN, Nicolás Rodríguez, alias (codinome) Gabino, había insistido en su intención de iniciar un proceso de paz como el que protagonizan desde 2012 el gobierno de Santos y las FARC en Cuba. Sin embargo (No entanto), una serie de condiciones, entre las que estaba la liberación de todos los secuestrados, había frenado el diálogo con esa guerrilla de 2.000 integrantes. A pesar de los acercamientos, a finales de 2013 Gabino había manifestado que no resultaba “fácil dialogar frente a un gobierno reaccionario, y neoliberal.”

Tradução: Jadson Oliveira

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