quarta-feira, 21 de maio de 2014

VENEZUELA: COMISSÃO DA VERDADE TRABALHARÁ COM OU SEM A OPOSIÇÃO


Diputada Tania Díaz
Deputada Tania Díaz, do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) (Foto: Prensa AN/Aporrea)

A Comissão da Verdade é uma instância para avançar nas investigações dos atos terroristas provocados pela ultradireita desde 12 de fevereiro último, que deixaram um saldo de 43 assassinatos, centenas de feridos e danos em instituições públicas e privadas.

Por Agência Venezuelana de Notícias (AVN - estatal) - reproduzida do portal venezuelano Aporrea.org, de hoje, dia 21



A deputada da Assembleia Nacional (AN), Tania Díaz, informou nesta terça-feira que a Comissão da Verdade trabalhará com ou sem a integração da oposição venezuelana.
Durante uma entrevista concedida ao programa Zurda Konducta, transmitido pela Venezuelana de Televisão (VTV - estatal), Díaz comentou que os deputados da revolução são os únicos que até o momento se somaram à Comissão da Verdade, e que se encontram à espera de que a oposição designe "seus parlamentares que devem dizer a verdade ao país".

Díaz assinalou que a não incorporação da direita corresponde a "um jogo perverso que tem muitos interesses que confluem aí, interesses que não estão apenas no território venezuelano", mas que dependem das decisões que se gestam em Washington.

"Quando a gente não entende o que diz a oposição, cujos representantes se sentam um dia e dizem que estão no diálogo e no dia seguinte dizem que não, que já não vão participar (...) é porque as decisões não as tomam eles", observou a deputada, ao tempo em que disse que essas decisões dos setores da direita dependem das elites do poder dos EUA e têm interesses particulares.

A Comissão da Verdade é uma instância para avançar nas investigações dos atos terroristas provocados pela ultradireita desde 12 de fevereiro último, que deixaram um saldo de 43 assassinatos, centenas de feridos e danos em instituições públicas e privadas.

A parlamentar explicou que este tipo de instância já tem antecedentes, no Brasil, por exemplo, foi criada pela presidenta Dilma Rousseff para saldar as dívidas sociais com o povo, e na Argentina se instalou depois da ditadura.

Tradução: Jadson Oliveira

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