sexta-feira, 2 de maio de 2014

“TWITTER CUBANO” É FLAGRADO OPERANDO ILEGALMENTE A PARTIR DA COSTA RICA



Jovens cubanos usam a Internet numa casa de Havana com o novo esquema para usuários (Foto: AFP/Página/12)
A rede social ZunZuneo foi encoberta num programa de intercâmbio com os Estados Unidos: foi criada em segredo pelos EUA para fomentar a dissidência em Cuba, funcionou a partir da Costa Rica, sem conhecimento das autoridades locais, no bojo do Programa de Intercâmbio Latino-americano (PILA).

Matéria do jornal argentino Página/12, edição de 23/04/2014

O chamado “Twitter cubano”, criado pela Agência para o Desenvolvimento dos Estados Unidos (Usaid), operou em parte a partir da Costa Rica, sem permissão do governo, por pouco mais de um ano, desde 2009, informou o jornal costarriquense La Nación. Uma investigação publicada pelo diário indicou que a rede social ZunZuneo funcionou sem conhecimento das autoridades costarriquenses encoberta no Programa de Intercâmbio Latino-americano (PILA).

Em princípios do mês de abril, meios de comunicação estadunidenses descobriram que Washington desenvolveu, através da Usaid, uma espécie de “Twitter cubano” em celulares, de nome ZunZuneo, para fomentar a dissidência entre os jovens cubanos. Os Estados Unidos reconheceram que existiu tal projeto, mas negou que o propósito fosse desestabilizar o governo cubano, algo que em Havana é considerado como parte da estratégia “subversiva” de Washington contra a ilha.

La Nación indicou que em abril e maio de 2009 notas diplomáticas da embaixada estadunidense informavam à Chancelaria costarriquense que se havia aberto o PILA para “aumentar a comunicação, ligações e intercâmbios entre a sociedade civil democrática em Cuba e organizações da sociedade civil na América Latina e Caribe, incluindo a Costa Rica”, sem mencionar a red social. Agregou que a Costa Rica negou em junho de 2009 dar incentivos e credenciar dois funcionários estadunidenses para o PILA, já que considerava que poderia acarretar ao país problemas com outras nações; no entanto, o programa seguiu adiante. “A finalidade do programa era desenvolver e operar a partir da Costa Rica uma rede social em Cuba chamada ZunZuneo. Com essa iniciativa, se enviavam notícias e mensagens massivas aos telefones celulares de milhares de cubanos, visando mantê-los informados, sendo incluído conteúdo político para incentivar mobilizações sociais”, destacou o jornal.
(Foto: Nodal - Notícias da América Latina e Caribe)
Segundo este órgão da imprensa, a empresa encarregada da rede social nos Estados Unidos, Creative Associates, instalou na Costa Rica uma filial chamada Crea Costa Rica S.A. em 2009, com a qual operou a rede social durante o anterior governo do presidente e Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias. Uma fonte da Chancelaria costarriquense confirmou que o governo enviou no dia 4 de abril uma solicitação de explicação aos Estados Unidos sobre tais fatos, a qual não havia sido ainda respondida.

“Em junho de 2009, sem conhecer os detalhes do projeto e suspeitando que a Costa Rica poderia se  envolver numa confusão, a Chancelaria negou o credenciamento de Xavier Utset e Noy Villalobos, estadunidenses contratados pela Creative Associates para o projeto”, de acordo com La Nación. “A embaixada invocou um acordo de cooperação de 1961 para solicitar a imunidade e os benefícios para os empregados do programa. Não obstante, numa carta de 26 de junho de 2009, a Chancelaria negou o credenciamento e advertiu à embaixada que não podia ‘outorgar incentivos’ à proposta, pois ela não se ajustava aos objetivos do citado acordo de cooperação”, acrescentou o  periódico.

Continua em espanhol:

El canciller costarricense, Enrique Castillo, quien se encuentra fuera del país, dijo al diario que “no es apropiado que una embajada de cualquier país emprenda acciones desde Costa Rica que afecten a otro”.

Sin embargo (No entanto), la embajada estadounidense aseguró a La Nación que nunca recibió una objeción del gobierno costarricense y que le fue acreditado (credenciado) un diplomático que trabajó en el proyecto. “Tenemos comunicaciones internas que demuestran que miembros de la embajada informaron al ministerio (de Exteriores) del programa, incluso antes del intercambio de notas diplomáticas. No tenemos registro de haber recibido alguna objeción”, señaló la delegación a través de su encargado de prensa, Eric Turner.

Por otra parte, la agencia Associated Press reveló ayer (ontem) que los líderes de la mayor organización anticastrista de jóvenes cubano-estadounidenses dieron un silencioso apoyo estratégico a ZunZuneo, estableciendo contactos entre contratistas y potenciales inversores (investidores) e incluso sirviendo como consultores pagados. Entrevistas y documentos obtenidos por la agencia de noticias indican que los organizadores del “Twitter cubano” se acercaron a principios de 2011 a los líderes de la organización Roots of Hope (Raíces de Esperanza) para ver cómo tomar el control del ZunZuneo para que pasara a manos privadas.

Pocos inversionistas (investidores) se mostraron dispuestos a financiar ZunZuneo en forma privada, así que los miembros de Roots of Hope abandonaron la idea, pero por lo menos dos personas (duas pessoas) de su consejo directivo pasaron a desempeñarse como consultores, incluso mientras (enquanto) trabajaban en una organización que se negaba explícitamente a aceptar fondos del gobierno de Estados Unidos y se distanciaba de los grupos que lo hacían. La revelación podría tener amplias repercusiones para Roots of Hope, que se convirtió en una de las organizaciones de cubanos disidentes más visibles e influyentes.

La revelación llega en un momento delicado para la organización debido a que está tratando de ayudar a la bloguera opositora Yoani Sánchez a desarrollar (desenvolver) un nuevo proyecto de medios (meios de comunicação) en Cuba.

Tradução: Jadson Oliveira

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