terça-feira, 13 de maio de 2014

COLÔMBIA: AS FARC ESTÃO OTIMISTAS COM O ALCANCE DE ACORDO PARA A PAZ

Parte da delegação que negocia em nome dos guerrilheiros, com o comandante Jesús Santrich à frente (Foto: Prensa Latina)
Santrich fez um apelo a não manipular o sentimento de paz do povo colombiano para tirar vantagens eleitorais frente às eleições presidenciais do próximo dia 25, nas quais (o presidente) Juan Manuel Santos é candidato à reeleição.

Havana, 12 maio (Agência Prensa Latina) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) expressaram hoje otimismo no alcance de consensos com o governo de seu país no tema das drogas ilícitas. Ao começar o ciclo 25 dos diálogos de paz em Havana, centrados atualmente nesse tema, o porta-voz insurgente Jesús Santrich assegurou que ambas as partes têm a esperança e a vontade de fechar um acordo.

Nada há o que não possa ser resolvido, disse Santrich, e acrescentou que existem convergências nos três pontos que contêm este tema (cultivos ilícitos, consumo e saúde pública e comercialização e narcotráfico).

No entanto, fez um apelo a não manipular o sentimento de paz do povo colombiano para tirar vantagens eleitorais frente às eleições presidenciais do próximo dia 25, nas quais Juan Manuel Santos é candidato à reeleição.

O atual ciclo de diálogos deverá ser concluído em 22 de maio, quando se esperam anúncios sobre acordos concretos no tema em discussão.

Observamos que as diferentes candidaturas têm recorrido a mensagens de defesa da solução política do conflito. Anteriormente reticentes, agora todos pugnam por vender seu propósito de paz, dimensionou Santrich.

Reiterou que as FARC-EP "não estão em campanha" e não se deixarão assediar para que nos situem dentro de agendas e cronogramas eleitorais, e esperam tranquilas os resultados de uma disputa eleitoral.

Ambas as delegações de paz, lideradas pelo ex-vice-presidente Humberto de la Calle e o comandante guerrilheiro Iván Márquez, procuram desde novembro de 2012 uma saída política para o conflito militar na Colômbia.

Essas conversas desenvolvem-se no Palácio de Convenções de Havana, com Cuba e Noruega como garantidores e o acompanhamento de Chile e Venezuela.

Nenhum comentário: