sexta-feira, 2 de maio de 2014

1º. DE MAIO NA AMÉRICA LATINA: APOIO A GOVERNOS DE CENTRO-ESQUERDA



Milhares de cubanos marcham para a tradicional e enorme concentração realizada em todo 1o. de maio na Praça da Revolução, em Havana (foto: site Cuba Debate)
Marchas e contra-marchas na Venezuela, respaldo sindical a Dilma, Mujica e Bachelet, diálogo no Paraguai e discurso de Evo: nos países da região com governos de centro-esquerda os principais atos foram realizados em apoio aos processos em curso. Também se manifestaram as forças opositoras. Ademais, as ruas serviram para amplificar os protestos cotidianos.

Matéria do jornal argentino Página/12, edição de hoje, dia 2 (o título acima e os intertítulos com os nomes dos países são deste blog; o “centro-esquerda” do título está usado dentro da conceituação corrente na Argentina)

Venezuela

Com diferentes atos foi celebrado ontem o Dia do Trabalhador na América Latina. Na Venezuela, e ante uma grande concentração de trabalhadores simpatizantes, o presidente Nicolás Maduro perguntou o que faria a classe operária se uma manhã se levantasse com a notícia de que o presidente constitucional da República foi deposto de seu cargo. “A classe operária reconheceria outro governo? A classe operária seguiria trabalhando para outro governo? Aí entraríamos nesses momentos, nesses caminhos (nos) quais tocam aos povos decidir o que fazer”, frisou o presidente.

Milhares de simpatizantes chavistas marcharam por Caracas para agradecer ao presidente um aumento do salário mínimo outorgado na terça-feira. Enquanto isso, a oposição se concentrou em outra área da capital para protestar contra a crise econômica. Uns 3.000 manifestantes envoltos em bandeiras venezuelanas e portando cartazes com referências à inflação, à escassez de alimentos e à insegurança marcharam ao som de apitos e cornetas pela zona leste da cidade, feudo da oposição (é a zona da população mais rica de Caracas).
Manifestação chavista (no pequeno destaque imagem do ato dos antichavistas) (Foto: portal Aporrea.org)
Também manifestação de apoio ao presidente Maduro (Foto: AVN)
Para encarar a inflação, que roça os 60% ao ano, a mais alta da América Latina, Maduro anunciou esta semana um aumento de 30% no salário mínimo, que está na faixa dos 675 dólares mensais no câmbio oficial de 6,3 bolívares (a moeda do país) por dólar e de apenas 60 dólares com base na taxa do mercado paralelo. “Não é normal que se durma nos supermercados para fazer uma fila por alimentos” ou “Não queremos um aumento de mentira, quando os preços são de verdade”, foram os slogans que esgrimiram os opositores nos cartazes.

Por seu lado, Maduro respondeu as perguntas lançadas por ele no ato central pelo Dia do Trabalhador. “A classe operária tem que ter claro, eu estou seguro do que fariam vocês, estou muito seguro do que faria a classe operária e estou muito seguro do que faria a Força Armada Nacional Bolivariana se algum dia pretendessem impor um regime fascista, pinochetista, pró-imperialista”, afirmou. E disse estar seguro de que se algum dia o império impusesse na Venezuela um regime pró-imperialista, a classe operária petroleira não produziria mais uma gota de petróleo para a oligarquia e o imperialismo. “Estou seguro de que o povo decretaria uma greve geral e iria à insurreição civil-militar”, assegurou.

Brasil

No Brasil, a Central Única dos Trabalhadores (CUT, a maior organização sindical do país) respaldou, num ato em São Paulo, o governo da presidenta Dilma Rousseff, que anunciou ontem um aumento de 10% a um subsídio mensal que recebem 36 milhões de pobres (Bolsa Família) e uma futura redução da carga do Imposto de Renda. Os anúncios de Rousseff foram criticados durante o ato, também em São Paulo, da Força Sindical, a segunda central operária do país, e pelo principal pré-candidato opositor à presidência, Aécio Neves (do PSDB), que opinou que refletem “o desespero dum governo acossado por sucessivas denúncias de corrupção”.

Continua em espanhol:

Uruguai

En Uruguay, la central sindical única PIT-CNT, en su tradicional marcha por Montevideo, reconoció que desde 2005 (cuando accedió al gobierno el Frente Amplio) a la fecha (até esta data), hubo cambios (mudanças) sustanciales en las relaciones laborales, aun cuando “no hay nadie (ainda que “não haja ninguém) en el país que tenga el programa de la clase obrera”, dijo el secretario ejecutivo, Gabriel Molina.

Chile

En Chile, la Central Unitaria de Trabajadores (CUT) manifestó su apoyo a las reformas impulsadas por el gobierno de Michelle Bachelet, pero advirtió que vigilará que se cumplan. “Somos y seremos los más leales con las transformaciones que Chile demanda y los que más presionaremos para que se cumpla el programa de gobierno”, dijo la presidenta de la CUT, Bárbara Figueroa.

Paraguai

En Paraguay las organizaciones sindicales celebraron por separado. La Central Nacional de Trabajadores (CNT), que asiste al (participa do) diálogo con el gobierno instalado tras (após) la huelga general del 26 de marzo, compartió una misa con el ministro de Trabajo, Guillermo Sosa, y paralelamente denunció despidos de trabajadores por sus actividades sindicales y subcontrataciones y tercerizaciones que violan los derechos laborales.

“Denunciamos a los dirigentes entreguistas que construyen la mesa de negociación”, afirmó Eduardo Ojeda, presidente de la Corriente Sindical Clasista (CSC) que organizó su propio acto, mientras (enquanto) otras agrupaciones realizaron una concentración frente al Panteón de los Héroes, donde descansan los restos de algunos ex presidentes paraguayos.

Bolívia

En Bolivia, el presidente Evo Morales encabezó una marcha multitudinaria (uma marcha muito grande, enorme) que terminó en la plaza principal de La Paz, donde firmó el decreto que oficializa los aumentos concertados con la Central Obrera Boliviana (COB), de 10 por ciento para los sueldos en general y de 20 por ciento para el mínimo nacional, que pasa de 1200 a 1440 bolivianos (unos 220 dólares).

Peru

En Perú, cientos de trabajadores del seguro estatal de salud Essalud protestaron en Lima contra el gobierno del presidente Ollanta Humala por los “malos manejos” que atribuyen a ese organismo y la Confederación General de Trabajadores (CGTP) tenía previsto realizar una concentración en el centro de la capital contra el modelo económico y en reclamo de medidas efectivas contra la criminalidad.
Esta torre aí com um altíssimo mirante é a marca registrada da Praça da Revolução, em Havana (Foto: site Cuba Debate)
Cuba

En Cuba se efectuó el tradicional desfile multitudinario en la plaza de la Revolución, en La Habana, donde el presidente Raúl Castro reiteró críticas a Estados Unidos y la adhesión (o apoio) al gobierno de Venezuela, pero no hubo anuncios de parte de las autoridades ni reclamos de los manifestantes.

Colômbia e Equador

En Colombia, las centrales obreras enarbolaron (defenderam) la consigna “Por la paz, por el trabajo decente y por la vida digna”, y en Ecuador rechazaron un proyecto de reforma del Código Laboral impulsado por el gobierno y que, según el presidente Rafael Correa, fue pensado “en función de las necesidades de los trabajadores”.

Tradução: Jadson Oliveira

Observação do Evidentemente: É claro que o Página/12, um jornal argentino, tratou do seu país, com muito mais amplitude, não sendo, compreensivelmente, incluído nesta matéria. Foi inclusive o assunto da capa: houve matéria abordando medidas adotadas pelo governo de Cristina Kirchner em favor dos trabalhadores; outra sobre manifestação do poderoso movimento sindical argentino, em torno da Confederação Geral dos Trabalhadores, a antes afamada CGT peronista, atualmente dividida: parte apoia o governo e parte é contra; e uma outra matéria sobre duas manifestações lideradas por partidos “de esquerda”, contrários ao governo (aqui no Brasil chamaríamos “extrema-esquerda” ou “da esquerda radical”).

Mais algumas fotos do tradicional 1o. de maio cubano em Havana, todas do site Cuba Debate - Contra o terrorismo midiático: 
Esta última é da cidade de Matanzas
 

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