segunda-feira, 14 de abril de 2014

UNIÃO PATRIÓTICA BUSCA UMA SOLUÇÃO PARA O CONFLITO NA COLÔMBIA



"Vamos bem nessa campanha (eleição presidencial no próximo 25 de maio) apostando seriamente em chegar ao segundo turno", sublinhou o presidente da União Patriótica (UP).

Bogotá, 14 abril (Agência Prensa Latina) - O presidente do partido de esquerda colombiano União Patriótica (UP), Omer Calderón, afirmou que espera que o Governo chegue a uma solução do conflito armado com as mudanças e as reformas que a paz requer para o país.
 
Em declaração à Prensa Latina, o dirigente político ressaltou que aspiram que os diálogos com a guerrilha das FARC-EP avancem em um processo de transformações democráticas para que o recurso da violência, um recurso utilizado sistematicamente pelo Estado, afirma, pare de ser praticado contra as forças alternativas.

Ao se referir aos diálogos de paz, instaladas há 17 meses em Cuba, o que se garantiu junto à Noruega, manifestou que espera que prossigam seriamente em um acordo que venha abrir caminho para o processo de transformações que se requer, para que na Colômbia possa haver justiça social para todos.

Sobre a aliança com o partido Polo Democrático Alternativo, frente às eleições presidenciais do próximo dia 25 de maio, sustentou que é uma aposta muito séria em função da unidade de forças. Vamos bem nessa campanha apostando seriamente em chegar ao segundo turno, sublinhou.

Em 14 de março, ambos os partidos se fundiram em uma aliança com uma única proposta apresentada para as eleições, com Clara López, do Polo, como candidata presidencial, e Aida Avella da UP, como aspirante à vice-presidência.

A União Patriótica, surgida em 1985 como resultado dos diálogos de paz entre o governo de Belisario Betancour e as FARC-EP, regressou à luta política depois de recuperar a institucionalidade no ano passado.

Dois candidatos presidenciais, oito congressistas, 13 deputados, 70 vereadores, 11 prefeitos e cerca de cinco mil militantes dessa força política foram submetidos ao extermínio por grupos paramilitares. Muitos desses crimes ainda permanecem na impunidade.

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