terça-feira, 29 de abril de 2014

INCERTEZA NA BOLÍVIA DEVIDO A AÇÕES DE MILITARES AMOTINADOS


La Paz, 29 abril (Agência Prensa Latina) - O motim dos suboficiais e sargentos das Forças Armadas bolivianas abre hoje um novo capítulo, no meio de incerteza pelas ações que poderiam tomar os envolvidos nessa sedição.

Por uma parte, um grupo dos amotinados anunciou uma marcha por várias ruas da capital, acompanhados de esposas e filhos, além de militares dessas faixas procedentes dos departamentos (estados bolivianos) de Santa Cruz, Oruro e Beni.

Outro grupo de insurgidos anunciou que esperará o resultado de uma reunião prevista para esta manhã com o Comando Geral, para determinar posições futuras, ainda que, ao parecer o motim perde força depois que alguns dos envolvidos começaram a voltar a seus postos.

Ontem, um dos porta-vozes dos militares, Lorgio Cartagena, adiantou que a marcha será pacífica, e que contará com o apoio de alguns setores sociais, principalmente da cidade de El Alto.

No entanto, várias organizações sociais, entre elas a Central Operária Boliviana (COB) e a Confederação Única de Trabalhadores Camponeses da Bolívia, reafirmaram desde o começo das mobilizações que estavam com o Governo e chamaram os militares a voltar a seus quartéis.

Por agora, as Forças Armadas, através de seu comandante em chefe, o almirante Víctor Baldivieso, admitiram que dos 18 pontos apresentados como demanda pelos insubordinados, 16 foram aceitos e postos em execução.

Mas ficam pendentes o tema referido a um ajuste salarial, assim como a revisão da Lei Orgânica das Forças Armadas, a causa principal do conflito.

Baldivieso, no entanto, alertou que é necessário seguir o conduto regular para as solicitações, coincidindo com as posições do ministro de Defesa, Rubén Saavedra, quem fez alusão ao mesmo tema desde que a sedição começou na semana passada.

Por outra parte, nas últimas horas foi divulgado que dos mais de 700 sargentos e suboficiais expulsos das filas (fileiras) das Forças Armadas, 80% voltou a seus postos, no entanto o resto, exceto alguns líderes do movimento, têm 15 dias para apelar sua baixa.

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