terça-feira, 15 de abril de 2014

EQUADOR: “RAFAEL CORREA TEM QUE CONTINUAR”



“Os meios de comunicação atuam como um monopólio da informação”, disse Rivadeneira (Foto: Carolina Camps/Página/12)
Entrevista com Gabriela Rivadeneira, presidenta da Assembleia Nacional do Equador: em visita à Argentina, Rivadeneira, ex-governadora da província de Imbabura e uma das líderes da Aliança PAÍS (o partido governista), não descartou (uma nova) reeleição do presidente Correa para assegurar a continuidade do projeto do governo.


Entrevista reproduzida do jornal argentino Página/12, edição de hoje, dia 15


O projeto político liderado pelo presidente Rafael Correa ainda é vulnerável. Desta forma o caracterizou Gabriela Rivadeneira, presidenta da Assembleia (Congresso) Nacional equatoriana, após o triunfo da oposição em Quito e Guayaquil (a maior cidade do país) nas eleições municipais de fevereiro último. “Ainda temos uma ameaça permanente da direita para conseguir recuperar espaços ganhos pela Revolução Cidadã. O desafio é que este projeto seja irreversível”, disse em entrevista exclusiva a Página/12. Em visita à Argentina, Rivadeneira, ex-governadora da província de Imbabura e uma das líderes da Aliança PAÍS, não descartou (uma nova) reeleição de Correa para assegurar a continuidade do projeto governista. “É a discussão atual nos meios políticos e publicamente. Na Assembleia Nacional propomos a possibilidade de se chegar a um acordo para uma emenda constitucional”, afirmou.


A respeito de seu trabalho parlamentar, disse que as leis por si só não transformam se não existem também espaços de difusão e de debate. “Necessitamos mudar a matriz cultural. Isso requer uma grande mudança da consciência, uma mudança dos estereótipos, dos paradigmas que implementamos. E nisso influem muito os meios de comunicação, que atuam como um monopólio da informação. Porém, enquanto não se fortaleça a cidadania, a luta tem que ser travada por nós (a partir do governo)”, sustentou.

– A dolarização (a moeda do país é o dólar estadunidense) é um obstáculo para o projeto de soberania que vocês buscam concretizar?

– Até o momento não tem sido. Como o próprio presidente o disse, atualmente temos a dolarização e vamos continuar mantendo-a sem que isso impeça de pensar em outro tipo de políticas econômicas regionais, como o Banco do Sul. Mas demonstramos que na prática, apesar de não termos moeda própria, conseguimos manter uma estabilidade econômica em plena crise mundial. Isso para nós foi importante no sentido de que podemos estabelecer um projeto socialista do século 21 nas condições dessas regras econômicas mundiais. O desafio é manter essa estabilidade através destas transformações internas. Mas pelo menos a curto e médio prazo essa é a nossa condição.


Continua em espanhol: 

–¿El oficialismo (forças governistas) impulsará la re-reelección del presidente Correa?


–Considero que hay seres humanos que se vuelven importantes para el proyecto. Uno de ellos, y que es uno de los símbolos de nuestra revolución, uno de los personajes más importantes que hemos tenido en la historia de nuestro país, es Rafael Correa. Es uno de los compañeros que han entregado todo por la patria y es responsabilidad de todos mantenerlo. Se ha planteado (Se tem apresentado) el tema de la reelección como un debate especialmente en la Asamblea Nacional. Estamos viendo cuál es el mecanismo más adecuado. Se piensa que se podría apostar a una reelección inmediata o (ou) la posibilidad de que sea pasando un período. Buscaremos mecanismos de alternancia que fortalezcan la democracia. Los más radicales piensan que este proyecto debe tener una reelección indefinida y que sea el pueblo ecuatoriano el que decida. No hay aún una postura oficial. El 1º de mayo, cuando se haga la comisión nacional del partido, este será uno de los puntos a tratar. Posiblemente después de esa fecha (desta data) tendremos una postura más clara.

–¿Pero esto no genera una dependencia excesiva de la figura de Correa?

–Sí, posiblemente esa sea una de nuestras deudas (dívidas). La generación de cuadros políticos que puedan afrontar el seguimiento del proceso de la revolución. El presidente, después del 23 de febrero, cuando muchos han cuestionado la fuerza de Alianza PAIS a nivel nacional, sigue con una aprobación que no baja del 80 por ciento. Y eso nos da un indicador importante para decir que el presidente tiene que continuar por lo menos hasta consolidar bien el proceso. A nivel nacional, conseguir a alguien con el perfil del presidente es algo bastante complicado y lo será en mucho tiempo. Pero estamos trabajando en eso. En mi caso, ser joven y ser mujer no garantiza nada. Uno tiene que entregarlo todo por el proyecto para poder tomar la posta (A gente tem que se dedicar totalmente ao projeto para levá-lo adiante).

–¿Existe verticalismo entre el Ejecutivo y el Legislativo en su país?

–Desde la Asamblea Constituyente de Montecristi en 2008 se cimentó una nueva forma de relación entre las funciones del Estado, que en nuestro país vienen trabajando de manera mancomunada en los últimos siete años. Todos somos parte del mismo proyecto político. Las disputas que se generaban antes causaron un atraso del desarrollo (do desenvolvimento) de nuestro pueblo. Y eso se visibilizaba cuando las políticas impulsadas desde el Ejecutivo eran dispares a las del Legislativo. No había acuerdos y eso causaba que incluso desde el antiguo Congreso, por ejemplo, se tomaran medidas económicas perjudiciales para nuestro país. Eso es lo que ha cambiado (mudou) sustancialmente. Un trabajo interrelacionado, interinstitucional.

Entrevista: Patricio Porta


Tradução: Jadson Oliveira

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